segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Um Ano


É verdade. Faz hoje um ano, que por brincadeira, por desafio e convencida que iria acabar rapidamente, pela primeira vez escrevi qualquer coisa aqui.
Tudo começou com uma brincadeira do amigo Bicho. Resolvi fazer um Blogue, dar-lhe um nome, uma imagem. Só iria durar enquanto me divertisse. O pior é que se tornou depressa num vício, mas um vício bom. Redescobri o gosto de escrever, arranjei uma maneira de me entreter e acima de tudo, arranjei amigos.
Embora acima de tudo, escreva para mim, gosto de saber que mais alguém me lê. Por isso também escrevo para é eles e a eles agradeço os muitos momentos bons que tenho passado escrevendo coisas minhas e lendo ou vendo coisas deles. Por aqui têm passado histórias, desabafos, momentos felizes e infelizes, brincadeiras, palavras amigas.
A todos vós agradeço a simpatia com que me acolheram.
Ao Kim agradeço os ensinamentos e os conselhos.
Ao Bicho, quase impulsor deste blogue, agradeço as belas fotos que nos mostra e o empurrão que me deu.
Para todos um abraço amigo, desejos de um “Bom Natal” e prometo que vou tentar melhorar o mais possível este espaço.
Mais uma vez a gratidão da
Maria
Até um dia destes.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Era uma vez a bicharada da Maria 16


O Pantufa é filho de uma cadelinha chamada Rijuca, muito simpática. Andava por perto do trabalho do actual dono, era pouco bonito, mas fez-se um canito giro e simpático, como a mãe. É muito mansinho e nem se importa que lhe tirem a comida da boca. É obediente e dócil. Há tempos foi atropelado, partiu uma patinha, teve de levar um ferro e ficou a andar um pouco de lado. Isso não o impede de correr, brincar e saltar para a carrinha do dono, onde se deita no chão muito sossegado. Anda solto, dá-se bem com qualquer cão conhecido. É esperto e conhece muitas palavras. Ladra se vê estranhos, mas basta dizerem-lhe: “deixa” e ele cala-se. Se lhe dizem: “fica”, ele fica mesmo.
Dorme numa casinha na varanda e quando lhe dizem: “vai para a casinha”, ele vai mesmo.
Gosta de correr atrás dos gatos para brincar e ajuda a apanhar galinhas fujonas. Enfim, é um cãozinho tão simpático, que até a minha filhota que não gosta muito de cães, gosta dele. Eu acho-o muito engraçado.
E por enquanto, são estes os companheiros da minha neta: João Coelho, Narizinho, Pérola e Pantufa. Falta falar das senhoras galinhas, mas as galinhas não têm grandes histórias.Até amanhã com...

sábado, 20 de dezembro de 2008

Era uma vez a bicharada da Maria 15


A Pérola também estava numa garagem com dois irmãos. Teve sorte de ser muito simpática e brincalhona e foi a escolhida da minha neta. Ao princípio era um bocado reguila e fazia disparates. Depois com a convivência com o Narizinho, acalmou, é meiguinha, mas continua a fazer das suas.
A espertalhona sabe abrir gavetas e lá vão os novelos de lã, carregadores de telemóveis que rói e ficam sem concerto. Faz chichis e cocós na caixa, mas não tapa. O bom do Narizinho é que os tapa por ela. Corre atrás de tudo o que rebola, mia aos donos quando chegam e quando eles acordam salta para a cama também a miar. Gosta de festinhas, mas não que a agarrem.
Como gatinha que é, gosta de estar à janela. Se calhar é como uns versos muito antigos, que dizem assim:

O gato à sua janela
Vai dormindo, vai pensando e vai sonhando;
Oh minha linda casinha
Tu és minha muito minha
E nada melhor que ela.
O gato à sua janela
Vai dormindo, vai pensando e vai sonhando.

Será que os gatos pensam?
Até amanhã com...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Era uma vez a bicharada da Maria 14


O Narizinho nasceu numa garagem. Através de um anúncio foram buscá-lo, levaram-no para casa e reparando no seu belo nariz cor-de-rosa, deram-lhe o nome de Narizinho. A minha menina adorou-o. É muito meiguinho, nunca se zanga, nem quando leva as vacinas. O veterinário diz, que ele é um gato passarinho. Pouco tempo depois, teve uma companheira gatinha e teve que fazer uma operação, para evitar que a casa se transformasse num mar de gatinhos.
Engordou muito, porque essa operação faz isso aos gatos. Além disso é muito molengão. É tão gordinho que quando está sentado de lado, mal se destinguem as pernas. Pensa que a dona pequenina é mãe dele, chucha no cabelo dela, enquanto lhe vai mexendo no pescoço, com as patinhas. Adormecem abraçados e ele fica quietinho com um boneco de peluche.
É giro e simpático e eu acho-o engraçado, por causa de ser assim gordinho.
Os donos é que não gostam, porque ele come muito.
Até os animais têm problemas com o peso. Acho que o deviam pôr num ginásio, mas não sei se ele ia gostar.
Até amanhã com...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Era uma vez a bicharada da Maria 13


O João entrou na vida da minha neta há oito anos. Foi-lhe dado pela mãe. Ela queria um cão, mas a casa em que moravam não tinha condições para isso. Assim, recebeu o coelho, que podia viver numa gaiola e era suposto ser anão.
O pai era um belo coelho de raça “cabeça de leão” e garantiram que ele ficaria igual. Por ser de boas famílias, a dona pequenina resolveu dar-lhe nome de pessoa (João, um nome que a rodeava por todos os lados), Coelho, para o distinguir dos inúmeros Joões, que há na família dela.
O belo coelhinho cresceu, cresceu e de anão, não tem nada.
É grande, gordo, pacífico. Gosta de viver na gaiola, quando o soltam, volta para lá, assim que pode. Já foi operado a um tumor, ficou sem pêlos na barriga e usou uns fatinhos de lã, para não ter frio. Safou-se e lá continua. É muito branquinho, não faz barulho, mas quando tem fome, dá grandes e ruidosas patadas no fundo da gaiola, para chamar à atenção dos donos.
Gosto dele. Faz feliz a minha menina.
Até amanhã com...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Era uma vez a bicharada da Maria 12


Ora hoje vem o Tomé. Pequeno sultão porquê? Porque é, até agora, o único macho no meio de quatro cadelas. O Tomé é a última (?) aquisição da matilha do meu neto. É um Spitz alemão, filho de uma cadelinha chamada Maria e de um canito chamado Gaspar, parecido com a mãe, ainda muito novinho, alegre, brincalhão como qualquer cachorrinho. Entrou numa família só de cadelinhas e deu-se bem. Respeita a Duna como sua mãe, brinca com a Java, é bem tolerado pela condescendente Tuca e esperemos que Fräulein Vega, atendendo ao facto de ambos serem de raça e terem a origem alemã, seja tolerante com ele.
É um animal esperto, vivo e bonito.
Brinca muito com a Java, “ajuda-a” a tirar os cobertores das casotas, (acho que é para arejarem), mete-se com as outras quando têm paciência para o aturar. Gosta de bolachas e há tempos apanhou um rato e foi mostrar aos donos, para provar que não era só a Tuca que sabia caçar.
Ainda é muito pequenino para ter grandes histórias, mas é um espertalhão.
Acho que um dia ainda vai dar que falar.
Hoje é o último dia deste grupo. Amanhã começará outro mais variado. Depois verão.
Até amanhã com... Só digo que não é cão.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Era uma vez a bicharada da Maria 11


Hoje vou falar de novo na Java. Já é conhecida por maus e bons motivos, primeiro desapareceu, depois quando já desesperávamos de a voltar a ver, apareceu, magoada e assustada, mas voltou.
A vida dela tem muita semelhança com a de algumas pessoas. Tem tido dias maus, dias bons, mas ao contrário de muita gente, não se tornou revoltada nem agressiva, pelo contrário parece cada vez mais grata a tudo o que de bom lhe é dado.
Foi adoptada em Setúbal, onde uma Associação de protecção a animais, a “Patas Amigas” tentava arranjar donos para cães, que de outra forma seriam provavelmente abatidos. Era difícil olhar os olhos dela e resistir. Foi juntar-se às três, de que falei antes. Tem uma doença na tiróide, uma glândula que nós também temos e que quando não trabalha bem, tem de ser tratada diariamente. Conto isto para vocês saberem que os animais têm doenças como nós e precisam de tratamento. Quero com este reparo alertar-vos para o facto de que ter um animal em casa, não é só dar-lhe de comer. Precisam de vacinas e tratamento continuado, quando estão doentes.
A Java tem isso tudo, mais o amor dos donos. Quando ela desapareceu, eles não só a procuraram dia e noite, como puseram anúncios nas lojas, nos postes das ruas, na rádio. Um senhor viu-a, Alimentou-a e reconhecendo-a num anúncio, apressou-se a contactar os donos e entregá-la. Tudo acabou bem para ela de novo. Está já boa, continua o tratamento e cada vez está mais meiga e amiga dos donos. A Java tem uma história bonita como ela.
Apenas um ponto foi feio: a falta de cuidado e profissionalismo da veterinária.
Mais uma vez, a Java, eu e os donos agradecemos a todos os que se preocuparam com ela e de um modo particular ao senhor que a achou.
E pronto. Mais uma história, mais um dia.
Até amanhã com...