Freixo, teve o seu primeiro foral, dado por D. Afonso Henriques. A este 1º foral, juntaram-se mais tarde, duas declarações de D. Sancho II e D. Afonso III, que confirmavam a posse dos mesmos foros. Em 1512, novo Foral de D. Manuel I garante todos os direitos ao local.
Conta a lenda que, durante as escaramuças entre D. Dinis e seu filho D. Afonso, o rei se terá sentado a descansar à sombra do freixo, encostando a espada ao mesmo. Assim teria nascido o nome da bela terra “Freixo de Espada à Cinta”.
Durante algum tempo, pôs-se a hipótese, completamente posta de parte, de aí ter nascido Luís de Camões. Há até uma quadra que reza:
Conta a lenda que, durante as escaramuças entre D. Dinis e seu filho D. Afonso, o rei se terá sentado a descansar à sombra do freixo, encostando a espada ao mesmo. Assim teria nascido o nome da bela terra “Freixo de Espada à Cinta”.
Durante algum tempo, pôs-se a hipótese, completamente posta de parte, de aí ter nascido Luís de Camões. Há até uma quadra que reza:
Em Freixo de Espada à cinta
Nasceu Luís de Camões
Sua mãe, D .Jacinta
Negociava em melões.
Ora, nem a mãe de Camões se chamava Jacinta (Ana Vaz era seu nome), nem negociava em melões, nem Camões lá nasceu. Histórias do povo.
Mas, se Camões lá não nasceu, Freixo não deixou de ser berço de grande poeta: Abílio Guerra Junqueiro, autor dos “Simples”, “A Velhice do Padre Eterno” e outros.
Chegámos a Freixo, cerca do meio-dia. Esperava-nos um senhor do turismo local, que simpaticamente, nos levou ao mais importante miradouro da zona: “ Cabeço Durão”. A uma altura de 550 metros, caindo a pique sobre o Douro Internacional, a vista é impressionantemente bela. É o Douro em toda a sua rudeza e majestade. Avista-se uma barragem espanhola, de nome São Ceide, se não fui mal informada.
Voltamos a Freixo para o almoço. Casa antiga, muito bonita no exterior e no interior, bem decorada com peças de mobiliário muito conservadas. Simpática e acolhedora, como a sua proprietária e cozinheira. Estava tudo impecável, desde as mesas, bem postas e bem fornecidas, aos empregados, que podiam dar lições de bem servir aos seus colegas de Lisboa. A “Casa do Conselheiro” teve nota 20.
E acabou a parte boa. Mal o simpático senhor do Turismo, se preparava para nos mostrar a Igreja, a Torre Heptagonal, alguém que ao que parece, mandava no grupo, indelicadamente, pôs fim à visita. Mal houve tempo de fotografar a Igreja por fora, a torre, o Pelourinho e Guerra Junqueiro. Mais meia hora e teríamos, ao menos, visto aquela Igreja por dentro, já que não dava para mais.
Depois, foi a corrida desenfreada até à “maravilhosa” área de serviço de Abrantes, onde paramos meia hora, para o motorista descansar e os necessários xixis. Estava toda a gente gelada, mal disposta, sem os gracejos habituais, sem sorrisos. Mas havia alguém feliz. O “senhor que mandava”, provou a toda a gente, como age, um verdadeiro “Gentleman”. Foi indelicado com quem só queria mostrar-nos um pouquinho da sua linda terra, armou em “Coronel da Gabriela” com os ex-escravos que levou a passear.
Pros mesmos, amigos, pros mesmos. Até um dia destes.
