
Já li muitos livros sobre a chamada Guerra no Ultramar.
É um tema do nosso tempo, que tocou de perto muitos de nós.
Concordando ou não, ela existiu e até há bem pouco tempo era Tabu falar dela. A pouco e pouco, alguns escritores foram tendo a coragem de a lembrar: Manuel Alegre, Carlos Vale Ferraz, João Aguiar, Lobo Antunes e agora Antunes Ferreira, em a “Morte na Picada”.
Sei que para algumas pessoas será difícil falar ou ler, sobre o tema.
Não é nada cómodo nem agradável saber o que se passou.
Mas devem compreender que, para quem lá esteve (alguns contrariados e revoltados por não aceitarem o que estavam a fazer) deve ser difícil, melhor dizendo, doloroso, conseguirem contar parte do que viram e viveram.
Não tenho procuração de ninguém para falar assim. A parte que vivi dessa guerra foi pequena, mas marcou-me. Perdi alguns amigos, vi outros voltarem doentes de corpo e espírito. Foi por pouco, muito pouco, que o meu marido lá não foi parar.
Henrique Antunes Ferreira vai fazer uma conferência sobre “Morte na Picada”. É mais uma prova de coragem, de alguém que esteve numa guerra estúpida, que ninguém queria, mas aguentámos cerca de 15 anos. Ele vai falar do livro, o livro fala dessa guerra.
É tempo de deixar de tapar a cabeça e fingir que nada aconteceu.
Ninguém teve influência, nem responsabilidade no que escrevi. É toda minha.
Até um dia destes.
É um tema do nosso tempo, que tocou de perto muitos de nós.
Concordando ou não, ela existiu e até há bem pouco tempo era Tabu falar dela. A pouco e pouco, alguns escritores foram tendo a coragem de a lembrar: Manuel Alegre, Carlos Vale Ferraz, João Aguiar, Lobo Antunes e agora Antunes Ferreira, em a “Morte na Picada”.
Sei que para algumas pessoas será difícil falar ou ler, sobre o tema.
Não é nada cómodo nem agradável saber o que se passou.
Mas devem compreender que, para quem lá esteve (alguns contrariados e revoltados por não aceitarem o que estavam a fazer) deve ser difícil, melhor dizendo, doloroso, conseguirem contar parte do que viram e viveram.
Não tenho procuração de ninguém para falar assim. A parte que vivi dessa guerra foi pequena, mas marcou-me. Perdi alguns amigos, vi outros voltarem doentes de corpo e espírito. Foi por pouco, muito pouco, que o meu marido lá não foi parar.
Henrique Antunes Ferreira vai fazer uma conferência sobre “Morte na Picada”. É mais uma prova de coragem, de alguém que esteve numa guerra estúpida, que ninguém queria, mas aguentámos cerca de 15 anos. Ele vai falar do livro, o livro fala dessa guerra.
É tempo de deixar de tapar a cabeça e fingir que nada aconteceu.
Ninguém teve influência, nem responsabilidade no que escrevi. É toda minha.
Até um dia destes.



