quarta-feira, 8 de julho de 2009

Alda Hermínia, a Boneca mais que centenária


Gosto de bonecas. Muito. Tive algumas humildes de cartão, de celulóide, quando era pequena. De todas guardo lembranças boas e tristes. Boas, quando eram novas, com grandes olhos pintados, boca em forma de coração, muito vermelha, cabeças com altos a fingir ondas, também pintados de amarelo e castanho. Aos poucos o verniz estalava, as cores iam desaparecendo, os braços e as pernas presos com elásticos caíam e a pobre boneca transformava-se em mísero trambolho, a quem eu tratava desveladamente, porque estava doente. As duas de celulóide que tive, também acabaram mal. Com tanto banho, tanto carinho, acabavam com altos e baixos, fendas, olhos metidos nas órbitas. Resumindo: tinham um curto prazo de validade.
Um dia a minha avó deu-me uma boneca linda. Cabeça de biscuit alemão, olhos azuis, corpo de pelica. Não tinha cabelo, mas tinha ainda algumas peças de roupa originais.
O problema do cabelo foi resolvido facilmente. Eu tinha muito. É pois o meu cabelo que ela ainda tem. Roupas, a minha mãe com restos de tecidos sem idade e muita arte vestiu-a. Claro que não tinha ordem de lhe mexer senão em dias de festa. Mas era minha e eu podia olhá-la, mostrá-la às minhas colegas. Dei-lhe o nome da minha avó. O tempo passou, os velhos tecidos romperam-se e fui eu que a voltei a vestir. Nova busca nos restos de tecidos. Dias e dias a tentar reproduzir o vestido de noiva da minha outra avó, que ainda guardo. O cabelo ainda é o meu cabelo de menina. Está numa vitrine, juntamente com outros tesouros. Já me ofereceram bom dinheiro por ela. Só que ela já não é minha. É da minha neta, eu sou apenas Fiel depositária dela. Mesmo que ainda fosse minha nunca me desfaria dela.
Minha avó faria no dia 22 deste mês 132 anos. A boneca foi-lhe dada no dia em que fez um ano.
Acham possível desfazer-me desta relíquia? Eu não seria capaz.
Isto de limpar o pó, dá-me cada ideia!
Até um dia destes.

domingo, 5 de julho de 2009

Irmãs


No dia em que fiz dois anos, estávamos no Carregal, perto de Ovar.
À hora do jantar, um grande reboliço pôs tudo em polvorosa. Estava tudo de volta da mãe, que agarrava a grande barriga com as mãos e gemia. Desatei a berrar. Queria o colo dela, queria a minha mãe.
Levaram-me dali, adormeceram-me e já não dei pela saída da mãe para o Porto.
De manhã as tias explicaram-me que a mãe e o pai tinham ido buscar o bebé novo. Aí fiquei contente. Eu já tinha um irmão mais velho, que era o meu protector, tinha tido uma irmãzinha que não conhecera e pela qual a mãe chorava ainda. Um bebé, era tudo o que eu queria. Só que o bebé, levou quatro dias a chegar. Eu já estava em pulgas. Então nem bebé, nem mãe, nem pai? Mas onde é que tinham ido buscar o bebé?
Um dia vestiram-me a preceito, meteram-me no carro do tio Zé e levaram-me a uma casa enorme, com umas senhoras vestidas de branco, véus na cabeça, terços à cintura. Andamos por um corredor grande, abriram a porta e lá dentro estava a mãe sem barriga, o pai com ar embevecido e uma trouxa de roupa cor de rosa, só com a carinha de fora, isto é: o nariz arrebitado, o polegar na boca e os olhos fechados. Olhei para a mãe com ar interrogador e ela disse: é o teu bebé e é uma menina. Já mais ninguém teve licença de te tocar. O bebé era meu. Só eu tinha direito de te tentar tirar o dedo que teimosamente, metias de novo na boquita.
Fomos crescendo. Sempre juntas, sempre cúmplices, sempre à bulha, sempre irmãs. Até eu casar, dormíamos no mesmo quarto. Chorámos e rimos, discutimos e encobrimo-nos. Num minuto odiávamo-nos, noutro morríamos a rir por qualquer coisa.
Separámo-nos. Cada uma teve e tem a sua vida. Tu estás aí, nas ilhas de bruma, eu aqui, neste país de lodo.
Todos os dias me lembro de ti. Como és agora, como fomos dantes.
A vida mudou e mudou-nos. Mas há coisas que permanecem iguais. A amizade, a ternura, a saudade e a lembrança daquele dia doze de Dezembro. Ainda oiço a voz da mãe: “Olha filha, é o teu bebé”.
Sabes que não sou de grandes manifestações de ternura, ao contrário de ti. Hoje abro uma excepção. Um abraço daqueles sufocantes e uma data de beijos como gostas.
Até um dia destes.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Casa de Bonecas


Talvez devesse começar por dizer, “Era uma vez”, porque esta história foi passada com uma criança e mais parece um conto de crianças. Só que é verdadeira e foi passada comigo. Ou melhor, com a Maria menina de cinco anos, com a cabeça cheia de sonhos e uma loucura por brinquedos, que geralmente não podia ter.
Minha mãe viveu alguns anos em Águeda. Tinha lá amigas, daquelas amigas que vêem da infância e duram uma vida inteira.
Uma delas casou rica. Um dia, estávamos em Ovar a passar férias e minha mãe recebeu um convite dessa amiga, para ir passar o dia com ela a Águeda. Fomos. A senhora vivia num grande palacete, perto do centro da então vila.
Não me perguntem como era a casa. Tinha um jardim, uma cave e dois andares. Só me lembro da cave. Tinha três divisões: um bar, uma sala de jogos e um quarto de brinquedos. Havia duas meninas amorosas, que logo me levaram para o dito quarto. Eu parei à porta, muda, trémula, de olhos arregalados. Aquilo era uma loja de brinquedos preciosos. Havia bonecas lindas, de todas as nacionalidades, camas, armários cheios de roupinhas, pequenos pratos com comidas a fingir, sei lá. Eu nunca tinha visto nada assim.
A menina mais velha agarrou numa boneca com trancinhas, pôs-ma nos braços, dizendo: podes mexer em tudo. Olha esta tão parecida contigo! Até tem trancinhas como tu!
Mas eu já não via nada. Ao fundo do quarto, em cima de uma mesa, estava uma casinha pequenina, linda, com janelas, portas, plantas.
A menina viu o meu olhar e apressou-se a abrir a parte da frente da casinha. Tinha tudo. Móveis lindos, carpetes, cortinas, loiças, livros, bonequinhas vestidas de formas diferentes. Fiquei maravilhada e não larguei a casa em todo o dia. Limpei-a, arrumei-a, mudei a roupa das bonecas. Quando chegou a hora de partir, levei nos olhos aquele brinquedo que nunca poderia possuir. Chorei baixinho todo o caminho de Águeda a Ovar. Nunca esqueci a casinha. Era o meu sonho secreto e impossível.
Quando a minha filha fez cinco anos, o pai fez-lhe uma casinha com todos os moveis. Tudo feito por ele. Ela ainda hoje a tem.
Para mim foi o prémio de consolação.
Aqui há poucos anos, era a minha neta pequenina, apareceram uns fascículos de um livro, chamado “Casas de Bonecas”. Cada fascículo vinha acompanhado de uma peça da casa, ou um pequeno móvel. Logo sonhei dar uma à minha neta. Quando fui comprar o primeiro fascículo, o sonho de outrora falou mais alto. A Maria menina entrou na minha cabeça e disse: “Compra dois!” Quase sem pensar, comprei mesmo. E fui juntando semana a semana, paredes, portas, chão, estrutura, móveis, loiças. Quando acabou, o meu marido construiu-as. Ficaram lindas. Quando acabei de lhes pôr os móveis, as carpetes, as cortinas e as loiças, o meu coração batia como o da Maria menina de cinco anos. As lágrimas caiam-me dos olhos de novo, mas desta vez de alegria. Era o meu sonho realizado. Esta era minha. Não teria que a deixar.
Hoje ao limpá-la, tudo isto me passou na cabeça.
E sabem a melhor? A minha casa das bonecas não é um simples objecto de adorno. De vez em quando brinco com ela. Mudo os móveis de sítio, falo com as Donas Bonecas, invento histórias de vida para elas. Louca? Sou sim. Mas alguém ainda tinha dúvidas?
Se todos os sonhos fossem tão simples!
Até um dia destes.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Estremoz, terra do barro


De Estremoz vi o castelo e o Museu do barro.
Fora dos muros havia uma enorme feira, daquelas onde tudo se compra, tudo se vende, desde chouriços e queijos até velharias e roupas. Muita gente, muito barulho, um trânsito infernal, tudo aquilo de que eu queria fugir.
Subimos ao Castelo e a Paz voltou. Ruas estreitinhas, casas típicas e antigas, o que resta dos Paços onde a Rainha Santa viveu muitos dos seus dias, a Igreja, fechada para variar, um Museu e as muralhas do Castelo. Parte do Paço está transformada em pousada. O que resta está um bocado abandonado, mas ainda é muito bonito.
O Museu tem uma parte dedicada à arqueologia, onde estão pedaços de antigos artefactos de barro e metal, moedas, etc.
No segundo andar é o Museu do barro. Peças antigas e modernas, reconstituição de cenas campestres, domésticas e de diversas artes, procissões completissimas, desde os músicos aos andores dos santos, desde os anjinhos ao povo, presépios, um sem número de figuras populares, que alguns de nós ainda conheceram.
Noutra sala, uma bela cama Alentejana, arcas, lavatório e um grande número de Oratórios, de diversos tamanhos e qualidade. Há os pequeninos e humildes, como há os enormes de madeiras nobres e trabalhados.
No pátio estão as lápides, restos de velhos capiteis, urnas, pedras de armas, um pouco desarrumados, mas resguardados.
Há um outro Museu em Estremoz. Nesse dia estava interdito ao público até às 16 horas, porque era esperado um senhor ministro ou coisa parecida. Não se podia estacionar, não se podia ver o museu, porque era esperado o senhor. Democracia! Pronto.
Restava a feira, mas como já disse, não vou muito a feiras. Ainda se fosse só de velharias, enfim. O barulho, a confusão, o ministro ou lá que era, afastaram-me de Estremoz. Um dia volto.
Até um dia destes.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Anta, Cromeleque e um calor!...


Um dos dias passados no Alentejo foi inteiramente dedicado à arqueologia. É um assunto que interessa ao meu marido e, por sua influência, me agrada também. Saímos bem cedo do hotel, pois o calor já se adivinhava e os campos do Alentejo são quase África.
Munidos de mapas, máquina fotográfica, o meu bloco de notas, uma caneta e água, metemos rodas ao caminho. Rumámos à Anta grande do Zambujeiro, parámos o carro a uns 300 metros, fomos o resto do caminho a pé e, lá estava ela enorme, pedras grandes e pesadas, escorada em alguns pontos. É majestosa de verdade. Parece que é a mais alta do mundo, tem grandes esteios de granito, alguns com 6 metros de altura. Esta, foi monumento funerário colectivo e tem menos de 6 mil anos, pertencendo portanto, ao período final do Neolítico.
Depois de coscuvilhar toda a Anta, voltámos para o carro, para seguir para o Cromeleque dos Almendres. Aí, começou a aventura. Seguimos as setas que indicavam o caminho para lá e para o Castelo de Dom Rodrigo. Pronto. A Maria viu o nome de um castelo e já não pensou mais. Era ali. Deixámos o carro mais ou menos à sombra e vá de palmilhar quilómetros atrás de quilómetros para encontrar o castelo, o recinto megalítico, o Menir. Depois de uma caminhada de mais de três quilómetros a subir, sem ver castelo, nem cromeleque, nada a não ser o sol que escaldava, algumas árvores, lagartixas, nada neolíticas, resolvemos voltar ao carro. Eu já estava vermelha do sol, já via luzinhas à frente dos olhos e estávamos estafados e furiosos. Andámos um pouco para trás e lá estava o caminho para os Almendres. Estrada mázinha, mas chegava mesmo ao recinto. Sendo o maior monumento megalítico da Península, tem a provecta idade de cerca de 7 mil anos, pertencendo assim ao principio do período Neolítico.
Pensa-se que a sua forma original se assemelhava à forma de uma ferradura com abertura a nascente. Posteriormente sofreu modificações, quer nos tempos antigos, quer por alguns actos de vandalismo. Tem cerca de uma centena de monólitos, alguns dos quais com inscrições e desenhos esculpidos.
Ao que parece, a escolha dos locais onde foram erigidos, tem a ver com a estrutura da paisagem, os rios, mas também com fenómenos astronómicos relacionados com o Sol e a Lua.
Já não houve tempo, nem pernas, para encontrar o Menir. Fica para a próxima.
O sol já ia muito alto, as pernas queixavam-se, o estômago também.
Ainda tentámos ir ao Escoural, mas como é costume estava fechado. Parece que se tem que marcar a visita.
Almoçamos e fomos para o Hotel descansar e esperar que o calor passasse. À noitinha fomos ao centro de Évora, à Praça do Geraldo, estivemos por ali um bocadinho e fomos dormir, que no outro dia havia mais Alentejo para ver.
Bom fim de semana para todos.
Até um dia destes.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Travessa do Manuelinho


Quando deambulava por Évora, reparei numa tabuleta dizendo: “Travessa do Manuelinho”. Aquele nome chamou-me à memória algo que tinha a ver com uma revolta em Évora a 21 de Agosto de 1637, conhecida também como “Revolta das Maçarocas”. Ainda se estendeu a uma parte do País, mas só passados três anos, nos livraríamos dos espanhóis.
Lembrei-me de homenagear aqui, num herói do povo, num homem simples que teve a coragem de se revoltar contra um português “vendido” a Espanha, todos aqueles que aqui ou noutros lugares, lutaram por este País que eu adoro com todos os deus defeitos.
Tirei a foto da pequena travessa e pedi ao próprio Manuelinho, que ajudado pela escrita de Manuel Alegre, nos contasse a sua história.
Aqui está, com os meus agradecimentos a ambos os Manueis.

“Carta do Manuelinho de Évora a Miguel de Vasconcelos, ministro do Reino por vontade de Espanha.

Tiraste-me o direito à vida mas eu vivo
Mandaste-me prender mas eu sou livre
Que não pode morrer não pode ser cativo
Quem pela Pátria morre e só por ela vive.

Mandaste-me prender e preso não me prendes
Tu ministro do reino por vontade estranha
Tu que tudo vendeste e só não vendes
Quem luta por seu povo e não por Espanha.

Vi os campos sorrir mas não ouvi
Raparigas cantando em nossas eiras
Nossos frutos eu vi levar e vi
Na minha Pátria as garras estrangeiras.

Vi pesados tributos sobre o pobre
E vi no Paço o oiro da traição
Negros corvos eu vi pairando sobre
Minha Pátria com sombras pelo chão.

E vi velhos e meninos assentados
Nos degraus da tristeza vi meu povo cismando
Vi os campos desertos vi partir soldados
Sobre o meu povo negros corvos vi pairando.

E em cada noite ouvi o silvo do açoite
Em cada noite sempre sempre não se cansam
Os carrascos nos grandes longos turnos
Em que somente as sombras dos chicotes dançam
Como se fossem pássaros nocturnos
A encher de sangue a grande grande noite.

E em cada noite dormes sobre o sangue da cidade
Nenhuma dor te dói. Nenhum grito. Mas dói-te
Saber que se a tristeza tem a nossa idade
Da nossa idade é este sonho: Liberdade
Rosa de sangue flor da grande noite.

Não sei de quantas lágrimas se tece a dor.
Tu saberás as lágrimas choradas
Tu que só dor plantaste tu verás a flor
Da tristeza florir em ódio e espadas.

São estas as notícias que te dou
Na minha Pátria prisioneiro mas de pé.
Vai dizer ao teu rei que o meu preço não é
O baixo preço porque te comprou.

Vai dizer a Filipe quem eu sou.
Alguém que o desafia e que sabe porquê
Alguém que vê o que o teu rei não vê
Que nunca à vossa lei meu povo se curvou.

Tu ministro do Reino por vontade estranha
Vai dizer ao teu rei que viste algo de novo:
Quem luta por seu povo e não por Espanha.

E se a Pátria confundes eu distingo-a:
A Pátria não és tu mas este povo
Que não entende as leis que ditas noutra língua.

E tu que do País fizeste a triste cela
Tu que te fechas em teu próprio cativeiro
Tu saberás que a Pátria não se vende
E em cada peito em cada olhar se acende
Este vento este fogo de lutar por ela.

Tu saberás que o vento não se vende.

E não terás nas tuas mãos de carcereiro
O sol que mora nas canções que nós cantamos
Nem estas uvas penduradas nas palavras
Tu que servis as pretendeste ou escravas
Em silêncios de morte e de convento
Tu ouvirás na língua que traíste
Palavras como um fogo como um vento
Estas palavras com que Portugal resiste.
Tu saberás que há línguas que recusam amos.

Tu saberás que nós não aceitamos
O céu de que nos falas se o teu céu é feito
Do espaço estreito dessa negra cela
Que em vez do coração trazes no peito.
Tu saberás as lágrimas choradas
Quando na Pátria a dor florir em espadas
Em cada peito que sangrou por ela.

Manuel Alegre “A Praça da Canção”


Foi só um pouquinho da nossa história. Às vezes é bom lembrar quem fomos e pensarmos um pouco no que queremos ser.
Até um dia destes.

domingo, 21 de junho de 2009

Basta um gesto


Basta um gesto, uma expressão, uma palavra! E as lembranças surgem em catadupa.
Agora olhei para ti e, em segundos, vi-te bebé a dormir. Depois, a posição em que dormias, lembrou-me o meu pai, teu avô. Não aquele com quem te pareces muito fisicamente, mas o outro. Aquele, que ainda hoje é o teu ídolo, aquele, de quem foste o último confidente e de quem herdaste tantos gestos, manias, convicções.
Porque era assim filho, que depois de almoçar, antes de enfrentar mais uma tarde de trabalho e de calor, ele se sentava no sofá, inclinado tal qual estás, a mão apoiada na testa, pés no chão (pés em cima da mesa? Americanices! Parece-me ouvi-lo ainda), só te falta o jornal sobre os joelhos. Ainda to quis pôr, mas tive medo de te acordar. E queria ver-te assim.
É bom ver um filho dormir sob o meu olhar. Era bom se ainda pudesse ver o meu pai dormir assim.
Fui eu que tirei a foto. Deve estar uma porcaria, mas fui eu que a tirei.
E fica aqui. Quando a vir, vou lembrar dois dos Homens da minha vida. O meu pai e o meu filho mais novo.
E fico feliz, porque vejo no meu filho, o gesto do meu pai. E amo-os tanto aos dois!
Até um dia destes.