
Pouco passava das dez e meia de hoje, Raul Solnado bateu à porta da última guerra. Abriram-lha sem fazer perguntas e a estas horas deve estar a contar as suas histórias e a fazer rir muitas pessoas.
Durante várias gerações foi o que fez. Novos e velhos riam e vão continuar a rir, com as suas rábulas, com o seu sorriso contagiante, com as suas expressões tão próprias.
Solnado era um homem bom. Solnado era um Alfacinha da Madragoa, castiço, gingão, com uma cara marota e uma figura peculiar.
Fiquei em choque com a morte dele. Depois, a frase com que acabava um dos programas que fez na televisão, veio-me à memória: “Façam o favor de ser felizes”. A lágrima caiu, mas não achei digno dele desatar a fazer lamentações. Ele merece mais.
Assim, obrigada Solnado pelas gargalhadas que me fizeste dar;
Obrigada Solnado por todos os momentos de teatro que me deste.
Obrigada Solnado pelo papel de inspector da polícia, na “Balada da Praia dos Cães”. Obrigada Solnado pelo teu magnifico papel em “Batom”, peça televisiva. Obrigada Solnado pelo “Zip” e todos os concursos a que deste vida. Obrigada Solnado por todas as Guerras que travaste contra a morte. Finalmente, obrigada Solnado por teres sido tu.
Outros melhor que eu te contarão. Por mim, vou-te lembrar sempre e repetir a tua frase: “Façam o favor de ser felizes”.
Até sempre Raul. Um beijo.
Nós, até um dia destes.
Durante várias gerações foi o que fez. Novos e velhos riam e vão continuar a rir, com as suas rábulas, com o seu sorriso contagiante, com as suas expressões tão próprias.
Solnado era um homem bom. Solnado era um Alfacinha da Madragoa, castiço, gingão, com uma cara marota e uma figura peculiar.
Fiquei em choque com a morte dele. Depois, a frase com que acabava um dos programas que fez na televisão, veio-me à memória: “Façam o favor de ser felizes”. A lágrima caiu, mas não achei digno dele desatar a fazer lamentações. Ele merece mais.
Assim, obrigada Solnado pelas gargalhadas que me fizeste dar;
Obrigada Solnado por todos os momentos de teatro que me deste.
Obrigada Solnado pelo papel de inspector da polícia, na “Balada da Praia dos Cães”. Obrigada Solnado pelo teu magnifico papel em “Batom”, peça televisiva. Obrigada Solnado pelo “Zip” e todos os concursos a que deste vida. Obrigada Solnado por todas as Guerras que travaste contra a morte. Finalmente, obrigada Solnado por teres sido tu.
Outros melhor que eu te contarão. Por mim, vou-te lembrar sempre e repetir a tua frase: “Façam o favor de ser felizes”.
Até sempre Raul. Um beijo.
Nós, até um dia destes.


