
Mais dois pescadores morreram no mar, desta vez na Foz do Neiva.
Dois irmãos, uma Mãe a quem o mar roubou dois filhos.
Nunca é demais, falar da vida triste, pobre e arriscada, destes verdadeiros “Heróis do Mar”. Nunca é demais, falar destas mulheres, que além da dor de perder filhos, maridos e pais, ficam sem amparo.
Por isso, é delas que vos falo hoje, com a tristeza de quem as conheceu bem e sente com elas essa mágoa enorme.
Morrer no Mar
O Mar lhes deu o pão e lho tirou.
O Mar foi sua vida e sua morte.
Foi berço de embalar e foi caixão.
Traçou-lhes toda a vida e toda a sorte.
Foi nele que cresceram, que viveram.
Foi dele que tiraram pão e abrigo.
Foi seu patrão, seu dono, seu amigo.
Foi nele que sonharam e nele que morreram.
Alguns, o Mar não quis e deitou fora,
Mortos ou vivos, voltaram para a praia.
Aos outros qui-los seus e, os guardou.
Em terra, uma mulher seu homem chora.
É negro o lenço, a blusa, o xaile, a saia,
Porque o pescador partiu e, não voltou.
Dois irmãos, uma Mãe a quem o mar roubou dois filhos.
Nunca é demais, falar da vida triste, pobre e arriscada, destes verdadeiros “Heróis do Mar”. Nunca é demais, falar destas mulheres, que além da dor de perder filhos, maridos e pais, ficam sem amparo.
Por isso, é delas que vos falo hoje, com a tristeza de quem as conheceu bem e sente com elas essa mágoa enorme.
Morrer no Mar
O Mar lhes deu o pão e lho tirou.
O Mar foi sua vida e sua morte.
Foi berço de embalar e foi caixão.
Traçou-lhes toda a vida e toda a sorte.
Foi nele que cresceram, que viveram.
Foi dele que tiraram pão e abrigo.
Foi seu patrão, seu dono, seu amigo.
Foi nele que sonharam e nele que morreram.
Alguns, o Mar não quis e deitou fora,
Mortos ou vivos, voltaram para a praia.
Aos outros qui-los seus e, os guardou.
Em terra, uma mulher seu homem chora.
É negro o lenço, a blusa, o xaile, a saia,
Porque o pescador partiu e, não voltou.
Maria
Até um dia destes.
Até um dia destes.



