
A Sé de Lisboa começou a ser construída no tempo de D. Afonso Henriques sobre os escombros, devidamente benzidos de uma mesquita muçulmana. É de estilo romano-gótico. No século XIII foi acrescentada pelos anexos de estilo gótico do lado norte. A primitiva capela-mor de estilo românica foi substituída pela actual de estilo ogival, no século XIV, juntamente com as capelas absidais e os deambulatórios. O terramoto fez ruir a torre sineira sobre a torre direita, deixando a Sé bastante arruinada. Foi já no princípio do século XX, que sofreu obras que a restituiram à sua traça primitiva.
Tem belos vitrais e sendo grande, convida ao recolhimento. Estando situada num local muito populoso e barulhento, lá dentro, há um silêncio, uma calma que convidam a ficar. Visitem-na que vale a pena.
A Igreja de Santo António, construída no local onde tudo indica seria a casa da família Bulhões e onde o Santo nasceu, fica vizinha da Sé. Reconstruída sob o risco de Mateus Vicente cerca de 1700, substituiu a primitiva,Manuelina, também destruída pelo terramoto.
Com fachada principal virada a poente, tem uma escadaria em leque, que leva à porta principal. Tem dos lados colunas jónicas, sendo as portas e janelas ladeadas por iguais colunas.
O interior neoclássico, paredes revestidas de mármore, alguns belos quadros de Pedro Alexandrino e algumas estátuas. A do Santo é da antiga Igreja, tendo sido poupada pelo terramoto. Desce-se um pouco e encontra-se o pequeno quartinho, onde nasceu o Santo. É o meu local preferido da Igreja. Foi aí que meu irmão me deu um santinho, que tem por trás o célebre responso. É ele que ilustra o meu escrito de hoje.
Agora um pouco da história do Santo que muitos julgam padroeiro de Lisboa. Não é. O Santo orago de Lisboa é São Vicente. Santo António é o padroeiro do povo de Lisboa, dos namorados, de várias terras.
Nasceu em Lisboa de família remediada, foi baptizado na Sé com o nome de Fernando de Bulhões, pertenceu ao coro da Sé, fez aí os primeiros estudos, completados em Coimbra. Foi frade de Santo Agostinho. Partiu de Portugal, passou em África, rumou a França e Itália. Aí, conheceu Bolonha, Assis, Pádua e São Francisco de Assis, seu mentor. Já na ordem Franciscana viveu alguns anos em Pádua e lá morreu novo. É conhecido por Santo António de Pádua, mas é Santo António de Lisboa. É certo que o que resta dele, está lá. Já lá fui, vi as cordas vocais dele numa redoma. Tem uma Igreja linda. Mas para mim ele está mais naquele quartinho acanhado da Igreja de Lisboa. Vou lá às vezes. Quando perco alguma coisa, rezo o responso e logo aparece. Ah! Foi no dia dele, a 13 de Junho que conheci o meu marido. E digam lá que ele não é milagreiro? Anda este desgraçadinho a aturar-me há 44 anos. Só por milagre.
Até um dia destes.
Tem belos vitrais e sendo grande, convida ao recolhimento. Estando situada num local muito populoso e barulhento, lá dentro, há um silêncio, uma calma que convidam a ficar. Visitem-na que vale a pena.
A Igreja de Santo António, construída no local onde tudo indica seria a casa da família Bulhões e onde o Santo nasceu, fica vizinha da Sé. Reconstruída sob o risco de Mateus Vicente cerca de 1700, substituiu a primitiva,Manuelina, também destruída pelo terramoto.
Com fachada principal virada a poente, tem uma escadaria em leque, que leva à porta principal. Tem dos lados colunas jónicas, sendo as portas e janelas ladeadas por iguais colunas.
O interior neoclássico, paredes revestidas de mármore, alguns belos quadros de Pedro Alexandrino e algumas estátuas. A do Santo é da antiga Igreja, tendo sido poupada pelo terramoto. Desce-se um pouco e encontra-se o pequeno quartinho, onde nasceu o Santo. É o meu local preferido da Igreja. Foi aí que meu irmão me deu um santinho, que tem por trás o célebre responso. É ele que ilustra o meu escrito de hoje.
Agora um pouco da história do Santo que muitos julgam padroeiro de Lisboa. Não é. O Santo orago de Lisboa é São Vicente. Santo António é o padroeiro do povo de Lisboa, dos namorados, de várias terras.
Nasceu em Lisboa de família remediada, foi baptizado na Sé com o nome de Fernando de Bulhões, pertenceu ao coro da Sé, fez aí os primeiros estudos, completados em Coimbra. Foi frade de Santo Agostinho. Partiu de Portugal, passou em África, rumou a França e Itália. Aí, conheceu Bolonha, Assis, Pádua e São Francisco de Assis, seu mentor. Já na ordem Franciscana viveu alguns anos em Pádua e lá morreu novo. É conhecido por Santo António de Pádua, mas é Santo António de Lisboa. É certo que o que resta dele, está lá. Já lá fui, vi as cordas vocais dele numa redoma. Tem uma Igreja linda. Mas para mim ele está mais naquele quartinho acanhado da Igreja de Lisboa. Vou lá às vezes. Quando perco alguma coisa, rezo o responso e logo aparece. Ah! Foi no dia dele, a 13 de Junho que conheci o meu marido. E digam lá que ele não é milagreiro? Anda este desgraçadinho a aturar-me há 44 anos. Só por milagre.
Até um dia destes.





