
Peço perdão aos outros, por dirigir esta “carta” a um de vós. Não o identifico mas ele sabe que é para ele e um pouco para todos. É uma forma de pedir desculpa pela minha ausência e ingratidão para todos os que se têm preocupado comigo. Preguiça, neura, falta de paciência e mais uns quantos problemas de saúde. Ele tem sido o mais assíduo e por tal, a ele escrevo.
Hoje quando me ligaste, disse-te que estava a fazer “rojões à minhota” para o almoço. Estavam bons, os danados. Bem regados, seguidos de castanhas assadas. Foi pena não ter água-pé da “Casa Ratas”, mas o vinhito era bom. Todos, (éramos três) gostaram.
Este era o menu da casa de meu Pai. Lembrei-me disso. Lembrei-me do velho Martinho da minha infância, que todos os sábados ia lá a casa comer uma carcaça com carne, um copo de vinho e fumar um cigarro. Eu, menina de três anos, era a encarregada de fazer a entrega do almoço ao Martinho, sempre com o mesmo discurso: “a Mãe dá o pão, o Pai o vinho e a menina o cigarrinho”. Foi aí que me tornei fumadora. No dia de São Martinho a cena era outra. O Martinho fazia anos, nascera em Alcobaça como o meu Pai e, nesse dia entrava, almoçava com o Pai. Um dia foi embora. Nunca mais se ouviu o cajado do Martinho bater na calçada, nunca mais se ouviu a sua lengalenga: “nesta rua vou entrando p`ra falar ao mê amori”, nunca mais vi a sua figura de negro, alta e esguia, de chapéu na cabeça. Hoje, os rojões e as castanhas lembraram-me o Martinho, a infância feliz. E tu ajudaste. Quem sabe, se não me obrigaste a voltar. Lá convincente és tu. E amigo. Foi por ti que hoje venci a preguiça. Um abraço grande por isso.
Os outros meus amigos que não se zanguem. Tenho lido todos, só não tenho feito comentários porque a preguiça e a ingratidão não deixam. Perdoem as luas da Maria. Vou voltar, prometo. Talvez com menos frequência, mas volto. Beijinhos para todos vós, amigos.
“Tu”, amigo de quem não digo o nome, obrigada por toda a tua amizade, preocupação e ajuda.
Até um dia destes.
Hoje quando me ligaste, disse-te que estava a fazer “rojões à minhota” para o almoço. Estavam bons, os danados. Bem regados, seguidos de castanhas assadas. Foi pena não ter água-pé da “Casa Ratas”, mas o vinhito era bom. Todos, (éramos três) gostaram.
Este era o menu da casa de meu Pai. Lembrei-me disso. Lembrei-me do velho Martinho da minha infância, que todos os sábados ia lá a casa comer uma carcaça com carne, um copo de vinho e fumar um cigarro. Eu, menina de três anos, era a encarregada de fazer a entrega do almoço ao Martinho, sempre com o mesmo discurso: “a Mãe dá o pão, o Pai o vinho e a menina o cigarrinho”. Foi aí que me tornei fumadora. No dia de São Martinho a cena era outra. O Martinho fazia anos, nascera em Alcobaça como o meu Pai e, nesse dia entrava, almoçava com o Pai. Um dia foi embora. Nunca mais se ouviu o cajado do Martinho bater na calçada, nunca mais se ouviu a sua lengalenga: “nesta rua vou entrando p`ra falar ao mê amori”, nunca mais vi a sua figura de negro, alta e esguia, de chapéu na cabeça. Hoje, os rojões e as castanhas lembraram-me o Martinho, a infância feliz. E tu ajudaste. Quem sabe, se não me obrigaste a voltar. Lá convincente és tu. E amigo. Foi por ti que hoje venci a preguiça. Um abraço grande por isso.
Os outros meus amigos que não se zanguem. Tenho lido todos, só não tenho feito comentários porque a preguiça e a ingratidão não deixam. Perdoem as luas da Maria. Vou voltar, prometo. Talvez com menos frequência, mas volto. Beijinhos para todos vós, amigos.
“Tu”, amigo de quem não digo o nome, obrigada por toda a tua amizade, preocupação e ajuda.
Até um dia destes.



