segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Agostinho Neto dito por Mário Viegas
Achei-o tão bonito que tive de o partilhar convosco.
"Não me peçam sorrisos" de Agostinho Neto, dito por Mário Viegas.
Até um dia destes
Maria
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Florbela e Eunice-Duas Mulheres Alentejanas
Este tempo cinzento, já começa a dar-me vontade de um chá e biscoitos, à tarde.
Convidei hoje, Duas Senhoras que muito admiro.
Por coincidência, as duas nasceram no Alentejo. Florbela em Vila Viçosa, corria o ano de 1894, Eunice na Amareleja, em 1928.
Florbela morreu nova, Eunice, felizmente vive e, é a grande Senhora do Teatro e da Televisão. Também declama, como vão ver.
Eu vou beber o meu chá e, perder-me a ouvir Eunice dizer alguns poemas de Florbela.
Laurinha amiga:
Hoje deixo-te apenas o nome dos poemas. São vários e levava muito tempo a passá-los
- 1Amiga
2. De joelhos
3. Sem remédio
4. Fanatismo
5. O meu orgulho
6. Saudades
7. Ódio?
8. Versos de orgulho
9. Rústica
A um moribundo
Procura-os no livro, sim?
Eis o duo imbatível.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
"Fim" de Mário Sá Carneiro por Luís Represas
Fim
Quando eu morrer batam em latas
Rompam aos saltos e aos pinotes
façam estalar no ar chicotes
Chamem palhaços e acrobatas
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à Andalusa
a um morto nada se recusa,
eu quero por força ir de burro.
Mário de Sá Carneiro
Até um dia destes
Maria
domingo, 28 de agosto de 2011
Cesário Verde dito por Mário Viegas
| De tarde |
Naquele «pic-nic» de burguesas,
Até um dia destes Maria
|
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
"Não sei Ama onde era" Fernando Pessoa dito por Mário Viegas
Não sei, ama, onde era,
Não sei, ama, onde era,
Nunca o saberei...
Sei que era Primavera
E o jardim do rei...
(Filha, quem o soubera!...).
Que azul tão azul tinha
Ali o azul do céu!
Se eu não era a rainha,
Porque era tudo meu?
(Filha, quem o adivinha?).
E o jardim tinha flores
De que não me sei lembrar...
Flores de tantas cores...
Penso e fico a chorar...
(Filha, os sonhos são dores...).
Qualquer dia viria
Qualquer coisa a fazer
Toda aquela alegria
Mais alegria nascer
(Filha, o resto é morrer...).
Conta-me contos, ama...
Todos os contos são
Esse dia, e jardim e a dama
Que eu fui nessa solidão.
Até um dia destes
Maria
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Natália Correia em casa de Amália
Maria
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
David Mourão Ferreira e de novo Amália
Amália
(David Mourão-Ferreira / Alan Oulman)
Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Foi de noite numa noite
De todas a mais sombria
Foi de noite, foi de noite
E nunca mais se fez dia.
Ai! Dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar
E ao menos ouves o vento
E ao menos ouves o mar.
Apreciem, vale a pena.
Até um dia destes
Maria