Não consigo escrever nada que te defina. Ofereço-te esta canção que te ouvi cantar um dia.
Até um dia destes, André Moa, meu poeta, meu amigo
Abreijos
Maria

Florence Nigtingale, nasceu em Florença em 1820, filha de boa família inglesa. Moça e bonita não se conformou com o papel que a família e a época, lhe tinham traçado: Esposa e mãe. Ela queria mais e, por isso arrostando com a ira dos familiares, tornou-se enfermeira.Num tempo em que esse papel cabia a cozinheiras, prostitutas e mulheres de extracto social baixo, Florence, a jovem Florence, começou a visitar hospitais e ficava horrorizada com a maneira como eram tratados os indigentes que, tinham o azar de ir parar a esses antros. Conseguiu que Charles Villiers, presidente do “Poor Law Board (Comité de lei para os pobres a ajudasse a reformar as Leis dos Pobres, que deu a estes mais cuidados.Em 1846, Flrence visitou Kaiserwerth, um hospital pioneiro e dirigido por uma ordem de freiras católicas na Alemanha, ficando muito impressionada pela qualidade do tratamento de médicos e religiosas, o que a levou a tentar implementar as mesmas práticas em Inglaterra.Em outubro de 1854, parte com 38 voluntárias treinadas por ela para os Campos de Scurit, na Turquia Otomana.Quando voltou a Inglaterra em 1857 e, de acordo com documentos da época, ela era a grande heroína da Guerra da Crimeia.Foi aí que ganhou o nome de “Senhora da lanterna”. Os feridos esperavam as suas visitas nocturnas com ansiedade. Quando viam a luzinha ao longe, sabiam que logo iriam receber lenitivo para as dores e para a alma. Uma mão fresca pousaria nas testas febris, uma palavra terna acalmava-os.Infelizmente, voltou da Crimeia, diminuída fisicamente, após uma Febre tifóide.Nem isso parou Florence. Continuou a formar enfermeiras, a tentar melhorar as condições de tratamento dos doentes internados nos hospitais.Em 1883, recebeu a Cruz Vermelha Real, concedida pela Rainha Victória e, em 1907 tornou-se a primeira mulher a receber a Ordem de Mérito.Morreu aos 90 anos, deixando uma vida cheia de exemplos.Esta é a história da Senhora da Lanterna.Florence Nigtingale, uma das minhas heroínas.| Se uma gaivota viesse trazer-me o céu de Lisboa no desenho que fizesse, nesse céu onde o olhar é uma asa que não voa, esmorece e cai no mar. Que perfeito coração no meu peito bateria, meu amor na tua mão, nessa mão onde cabia perfeito o meu coração. Se um português marinheiro, dos sete mares andarilho, fosse quem sabe o primeiro a contar-me o que inventasse, se um olhar de novo brilho no meu olhar se enlaçasse. Que perfeito coração no meu peito bateria, meu amor na tua mão, nessa mão onde cabia perfeito o meu coração. Se ao dizer adeus à vida as aves todas do céu, me dessem na despedida o teu olhar derradeiro, esse olhar que era só teu, amor que foste o primeiro. Que perfeito coração morreria no meu peito morreria, meu amor na tua mão, nessa mão onde perfeito bateu o meu coração. Alexandre O'Neill Até um dia destes Maria |