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terça-feira, 30 de agosto de 2011

"Fim" de Mário Sá Carneiro por Luís Represas

Outro poeta meio esquecido e pouco divulgado. Hoje é Luís Represas quem o apresenta.
Em baixo segue o poema por escrito.




Fim
Quando eu morrer batam em latas
Rompam aos saltos e aos pinotes
façam estalar no ar chicotes
Chamem palhaços e acrobatas
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à Andalusa
a um morto nada se recusa,
eu quero por força ir de burro. 
  Mário de Sá Carneiro
Até um dia destes
Maria