segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Uma noite em Roma


Éramos quatro. Vínhamos com os olhos cheios de beleza, de Milão, Veneza, Pádua, Assis, Pisa, Siena e Florença. Florença, meu amor, Florença, onde vou voltar. Chegados a Roma, foi um corrupio, para conseguirmos ver o máximo possível. Uma noite, depois de jantarmos, não sei o quê, fomos à “Piazza di Spagna”, subimos as escadinhas que vão dar à Igreja “Trinità dei Monti”, sentámo-nos na esplanada de um pequeno bar, pedimos quatro “Limoncello” e, cada um ficou a sonhar os seus sonhos, enquanto conversávamos. Eu e o meu irmão lembrávamos o filme “Férias em Roma” com Audrey Hepburn. A minha cunhada, pensava em toda a arte que Roma encerra. O meu marido, com ar sonhador, esperava ver a Laetitia Casta, descer as escadas, bela e sedutora, sentar-se à mesa com ele e, em voz doce, pedir: “Un Limoncello, per favor”. Não teve sorte, coitado. Tirando eu e a minha cunhada, os únicos seres do sexo feminino, eram umas inglesas já entradas, tão bem bebidas que, uma delas, teve direito a ambulância e tudo.
Nós, bebemos mais um copinho daquele Amalfitano néctar e dispusemo-nos a voltar para o hotel. Fomos direitos ao metro mais próximo e, vimos um cartaz a anunciar “Greve”. Fartámo-nos de andar, até aparecer um bem aventurado táxi, que nos levou ao descanço merecido. No dia seguinte, havia mais Roma para ver.
Tenho de confessar que este post é repetido. Publico-o hoje porque queria escrever alguma coisa que tivesse a ver com o meu irmão sem entrar em lamechices. É tudo o que ele menos precisa.

Assim, lembrando os nossos dias felizes em Itália, fico a sonhar repeti-los.

Boa noite irmão e cunhada.

Até um dia destes e façam o favor de ser felizes. Eu vou tentar.

20 comentários:

Laura disse...

Itália, la doce venetia, a tagliata, as coisas boas, doces, enfim, uma terra que desejaria conhecer, muito, muito, mas, quem sabe, um dia... com algum amor ao lado, porque para se ir a Itália tem de se levar um amor...
A Neide já conhece, esteve lá há meses e na Grécia, nas ilhas, adorou.
Claro que ainda vamos lá voltar, todos em grupo, os bloguistas, mais o teu mano, ora pois então!...tamém quero ir, se quero..Beijinhos d alaura.

Corvo disse...

Eu... já desconfiava!

Comecei a ler e lembrei-me do Narciso Canalizador ("Onde é que eu já li isto?").

Também gostava de ir a Itália, mas não à Itália dos Feios, Porcos e Maus. Mas já me contento indo a um restaurante italiano que há lá perto do meu trabalho, para almoçar um Spaguetti alla Putanesca.

Bjinhos.

Maria disse...

Laurinha:
Itália é linda. Florença e toda a Toscana são uma maravilha. Não me importava de lá morar. Roma é um museu, Veneza é um sonho, todas as cidades que vi, amei. Mas Florença é tão bela, tão feita à minha medida, que se tornou quase a rival de Paris, no meu coração. E tem um rio lindo, o Arno. Nina como eu fui feliz em Florença!
E estive em Verona, a terra de Romeu e Julieta, junto à casa dela.
E vou voltar. De novo com o meu irmão, qualquer dia. E vou a Pádua agradecer ao Santo António, o meu santo e dele, que dele tem escrito coisas lindas.
Beijinhos, amiga querida.

P.S. Quando fores a Itália leva o Manel. Os homis ficam românticos lá.

Maria disse...

Corvo palrador:
Irás a Itália um dia, com uma Corva boazona.
Se queres ver a Itália dos Feios Porcos e Maus, chegas a Roma, vais ao Trastevere e há lá muitos.
Massinhas e pizza não gosto. Acho mesmo que é a única coisa que não gosto em Itália. Isso e o Berlusconi.
Beijinhos
Mãe

mariabesuga disse...

Olha que rica ideia Maria a de nos dares aqui um trabalho que falando do teu irmão é animador e de memória saltando para desejos de futuro em que voltarão a Itália.

Tomara que haja menos precalços dessa vez que andar e andar a pé depois de um cansativo dia de deambular para ver o mais possível é dose.

E que é que tem que seja repetido pois se há sempre quem já nem se lembre ou não te conhecesse na altura ou coisa assim que nem todos são como o teu Corvo de orelha alerta e bem desperto :)

Aquele abraço para ti e pensa positivo minha querida Maria que o teu maninho vai estar aí pronto para as curvas (salvo seja).

Beijinhos meus Maria de mimo e força para ti.

Maria disse...

Girassol amiga:

Estava sem pachorra para escrever coisas alegres. Tudo o que me vinha à memória eram coisas tristes. Não gosto de alimentar angústias, mas hoje tinha de falar no meu irmão. Lembrei-me dessa noite em Roma, em que até a caminhada a pé nos fez rir. Como a tinha publicado logo no inicio do Blog, resolvi ir buscá-la. Nessa altura tinha muito menos amigos. Assim, os actuais ficariam aa conhecê-la.
Foram dias muito felizes, passeando por essa Itália de sonho.
Espero lá voltar com o meu cicerone preferido: o meu irmão.
Ele adivinha as coisas que mais gosto. Já em Paris aconteceu o mesmo. Levou-me a todos os locais com que eu sonhava desde menina.
Somos muito ligados. Além de irmãos, somos amigos e confidentes.
Por isso as dores que tem tido, me doem tanto.
Esta fase má vai passar e tudo voltará a ser igual.
Se vejo o dia de amanhã passado, ainda penso que é mentira.
Obrigada a ti e a todos, por todo o carinho e amparo que me têm dado.
Aquele abraço e beijinhos daqui para aí.

Laura disse...

Credo, Maria, pra longe vá o agouro, levar o traste(vere?)para lá? credo, qual romântico? se nunca o foi...eu é que fui apenas mais uma cegueta sem luneta...
Itália? só pela mão do meu amor,s e tiver de sonhar toda a vida, pois, que seja...Beijinhos.

Maria disse...

Laurinha:
Se calhar tinhas uma surpresa e o homi chegava lá e tranformava-se num Romeu (teu).
Vou dar o almoço ao João, tentar comer e vou para o hospital saber do meu irmão.
Beijinho até logo.

Laura disse...

Maria, o tempo das surpresas já foi às urtigas... Já nada me surpreende, mas, se aparecer um jeitosão, ora pois...passa no resteas para ver o que fiz e vou fazer...hum..beijinhos.

Kim disse...

Roma é talvez a cidade mais interessante do mundo, em termos das pedras que eu amo. Fiquei doido com ela (Roma).
Toda a Itália é bonita apetece sempre lá voltar.
É isso que vou fazendo.
Espero que o teu irmão esteja a recuperar
Beijinhos Petite Marie

Pascoalita disse...

Pois ainda bem que repetiste o texto, pois eu ainda não tive tempo de fazer uma "inspecção geral" como gosto de fazer e assim fico a saber mais um pouquinho de ti eheheh

Hummm também queria conher ROMA :(

Tadita de mim que só agora comecei a fazer os primeiros "treinos" em passeatas e num ritmo tão lento, mas tão lento, que receio não ver grande coisa.

Olha lá, não podias fazer o jeito ao teu mano e ajudar a tua cunhada a transformar-se em Laetitia Casta?

Um jinho para ti

Maria disse...

Kim:
A operação correu bem, mas falta muito para ficar bem.
Obrigada pelo teu interesse, amigo.
Beijinhos

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Mariazinhamiguinha

Era a primeira vez que iamos a Roma. A Raquel e eu, tralmente. Com bilhetes grátis da TAP, tralmente. Com vontade de ver tudo, tralmente.

(Uma parentética: já disse e redisse que não me posso divorciar da goesa em causa. Perdia os bilhetes à borla, porque ela éké reformada da TAP. Coisas)

Ficámos em casa de uns Amigões - a Manuela Paixão, que foi correspondente do DN e, depois da RTP, e marido Dennis Redmont director da AP na cidade Eterna, que a conhecera aqui em Lisboa. Um destes dias coto o rapto dela (por ele) em que também participei... Malandragem.

Os bandidos tinham uma casa em Monteverdi, bairro finissímo e eram molto simpatici. E a empregada portuguesa, a Mariana, adoptou-nos durante os cinco dias que ali passámos.

Bem me esforcei para conseguir ver a Lollo, a Sofia, a Magnani, a Mangano. Nada. Na fontana de Trevi ainda descortinei a Raquel... O. A. de Melo Ferreira - quando pretendia encontrar a outra, a Welsh.

Mas passei a 108,789 metros, mais coisa menos coisa da Claudia Cardinale, E, apesar do apelido, não foi no Vaticano... Foi junto ao momumento ao Victor Emanuel.

Quando nos preparávamos para aterrar no Fiumiccino e menina já avisava pelos altifalantes «Per favore, chiediamo ai signori passaggeri diallaciare le cinture de siguranza.» um cura que viajava do outro lado da coxia central, benzeu-se e uniu as mãos em oração.

E eu, puxando de tofo o Italiano que aprendera no Instituto, virei-me para o sacerdote: «Padre è la prima volta che viagga in aereo?»

Ele mirou-me de alto a baixo e retorquiu: «Porra!, Bocê non presisava de falar-me em Italiano. De Latim, bá que não vá; mas de Italiano, pêba...» Era da Cedofeita, pároco encartado.

Há sempre um Portuga desconhecido que espera por nós...

As melhoras do Ápiozinho, com abs, qjs à tua cunhada, abs ao Johnny e qjs de Serpa para tu.

PS (ainda) - Com estas confusões de Badajozes, Évoras, Albuquerqueques, Valencias de Alcantaras e Marvões, já nem sei se tenho textículo teu para publicar... Pelo sim, pelo não, per favore,spedite il imeile pronto!

Maria disse...

Pascoalita:
Quem imaginva a Laetiia Casta, era o meu marido.
Teve de se contentar comigo, que não sou Laetitia e muito menos Casta. Depois de 43 anos a aturá-lo e ele a mim, foi o que se pode arranjar.
Comeu a carninha, agora roe o ossos.
Beijinhos

carla mar disse...

miminhos dos 4 :)

... as melhoras, rápidas, do teu irmão.

c

Maria disse...

Henriquamigo:
O mano já foi operado, mas vai ser uma convalescença longa e díficil.
A cabeça está optima, vive cheio de papéis e livros á roda e tem 3.000 ideias por minuto. As malvadas das dores é que ainda não passaram.
Mandei-te um texto, mas vou mandá-lo outra vez.
Grande azar encontrar um padre, ainda por cima português, numa viajem a Roma, onde o único defeito é haver tanta padresia.
Quando lá estive, não vi ninguém conhecido. O único facto importante foi a morte da Alida Valli, mas como não me convidou, não fui ao funeral. Eu e o meu irmão ainda pensámos telefonar à Sophia, para vir tomar um Limoncello, mas desistimos porque ela sai pouco à noite. Hábitos burgueses éké. Cá o menino é que só deixou de imaginar a Laetitia a descer os degraus da Piazza de Spapna, quando viu uma exposição do Modigilani.
Abraço do João, beijinhos para a Raquel (Antunes Ferreira) e um bocadinho de queijo Parmesano per te.

Maria disse...

Henriquamigo:
O mano já foi operado, mas vai ser uma convalescença longa e díficil.
A cabeça está optima, vive cheio de papéis e livros á roda e tem 3.000 ideias por minuto. As malvadas das dores é que ainda não passaram.
Mandei-te um texto, mas vou mandá-lo outra vez.
Grande azar encontrar um padre, ainda por cima português, numa viajem a Roma, onde o único defeito é haver tanta padresia.
Quando lá estive, não vi ninguém conhecido. O único facto importante foi a morte da Alida Valli, mas como não me convidou, não fui ao funeral. Eu e o meu irmão ainda pensámos telefonar à Sophia, para vir tomar um Limoncello, mas desistimos porque ela sai pouco à noite. Hábitos burgueses éké. Cá o menino é que só deixou de imaginar a Laetitia a descer os degraus da Piazza de Spapna, quando viu uma exposição do Modigilani.
Abraço do João, beijinhos para a Raquel (Antunes Ferreira) e um bocadinho de queijo Parmesano per te.

Maria disse...

Carlinha querida:
Obrigada e beijinhos para os 4

Estrela d'Alva disse...

Meu Deus, Maria!

Não me digas que foste a Itália com a Abreu? Em 2008??
Eu fui nessa viagem...
Mas 15 dias depois, em que a primeira paragem era Roma e a última Milão (passando por todas as que disseste).

Fico à espera da tua resposta... =)

Beijinhos,
Estrela d'Alva

Maria disse...

Estrelinha:
Foi com a Abreu, sim, mas em 2006.
Gostaste?
Eu a única coisa que não gosto em Itália, nem em lado nenhum, são as massas. A pizza então, enjoa-me.
Gostaste de Florença?
Beijinhos