quarta-feira, 22 de julho de 2009

Conta uma história Avozinha


Era todos os dias a mesma cantilena. Conta uma história. E tu contavas. Sentada aos teus pés, a cabeça nos teus joelhos, uma das tuas mãos no meu cabelo, a outra entre as minhas, ouvia vezes sem conta, as mesmas histórias de fadas e de princesas. E sonhava, minha avó, minha fazedora de sonhos. Outras vezes pedia histórias de verdade. Estas eram, tão somente, histórias de família. Do pai, dos tios, do avô e mais antigas ainda. Creio que devo ser hoje, quem melhor conhece toda a história da família. Nessas não me limitava a ouvir. Fazia perguntas. Nunca te vi aborrecida por isso. Eras como eu sou. Gostavas de lembrar o passado, de trazer de volta os mortos queridos.
Lembras-te de te zangares por eu te escrever pouco? Agora escrevo muito para ti.
Também eu conto histórias aos meus netos. E são eles que pedem: “Conta uma história avó”.
E sabes avozinha? Também conto histórias a outras pessoas e às vezes gostam.
Foste tu quem me ensinou a contá-las. Às vezes parece-me ouvir-te enquanto as escrevo.
Hoje é o dia dos teus anos. Queria dizer-te que ainda tens o teu jardim, os brincos-de-princesa, as roseiras, a erva-da-fortuna, mas não sei vó. Já não está ninguém nosso na tua casa. Nunca mais lá passei, nem vou passar. Está guardada na minha memória, junto das outras casas onde fui feliz.
Vês a carta grande que te escrevi?
Olha, hoje também faz anos que o Vasco, o único dos meus filhos que não conheceste, foi baptizado. Ele conhece-te, avó. Faz muitas perguntas como eu, quer saber tudo da família.
Vou acabar como de costume. Muitos beijinhos e saudades, da neta amiga que te pede a benção.
Até um dia destes.

45 comentários:

Anónimo disse...

Querida amiga,
Agradeço à tua avó por te ter ensinado a contar histórias, a seres curiosa, e a guardares no coração todos os que foram capazes de o tocar.
Um beijo de ternura à avó.
Um beijo carinhoso para ti
Nemy

Laura disse...

Oi. Quem não teve uma avó que não lhe contasse histórias? Quem não teve uma avó que não lhe desse miminhos, amor? A minha deu, deu muitos, tantos que ainda os sinto em mim...eramos 12 netos e ela dizia em frente a todos que a laurinha era a netinha mais querida, que mais atenção lhe dava...se era, memso vivendo longe, escrevia cartas de Luanda, mandava fotos, e depois de 74, vinha cá quase todos os anos, e dizia ela que, vinha vê-la de tão longe, e os que moravam a ui, por vezes passava-se um ano e nem vinham nem telefonavam nem escreviam, enfim, o amor é que sabe o porquê deste amor!...
Beijinhos a ti e para a tua avózinha também...laura.

Não, não fumo..nadinha diso... Beijinhos.

Osvaldo disse...

Maria;

Também eu quero acrescentar num papel à parte mas que partirá no mesmo envelope que é bem verdade, que tu nos contas histórias maravilhosas, histórias de vida e de quem as viveu e que para a Maria, a nossa Maria, a familia foi sempre e sempre será o elo mais forte da corrente que nos faz passar deste lado até chegarmos ao lado de lá...

Maria, certamente que sabes, como ser humano inteligente e sensivel que és, da admiração que nutrimos por ti e o quanto de sabedoria e tolerância tu nos transmites. Pois é verdade, hoje, como avós como uma boa parte de nós já é, apoiamo-nos nesta tua sabedoria de vivência para também nós nos motivar-mos a contar histórias e a perpéctuar esta eterna magia de amor entre avós e netos...

bjs para ti e um abraço para o João e até breve...

da Ana e Osvaldo

Maria disse...

Querida Nemy:
Como eu queria saber dar às minhas histórias, com a cor e o realismo dela!
Era a mãe do meu pai, que tu conheceste bem. Tinha a vivacidade e cultura dele, mas com uns laivos de ironia inteligente, que mais ninguém tem.
Senhora do seu nariz, sempre fez o que queria, quando queria. Amava ou detestava. Mesmo com os netos tinha os seus eleitos.
Eu era a das histórias, a única a quem leu pedaços de cartas do meu avô, antes se as queimar. Nesses momentos vi lágrimas naqueles olhos verdes e penetrantes, que nunca choravam.
O dia de hoje era a festa da família. Ninguém se atrevia a faltar.
Outros tempos, outras vidas.
Um dia conto-te algumas coisas dela.
Obrigada pelos beijinhos para as duas.
Beijinhos para ti da tua

Maria

Maria disse...

Querida Laura:
A minha avó foi e é, um dos meus maiores amores. Era uma mulher admiravel. Ficou só muito nova. Nunca voltou a casar. Muito orgulhosa, muito amiga, muito crítica, mas muito avó.
Muito do que sei, devo-lhe a ela. Tinha um saber e cultura enormes.
Obrigada pelos beijinhos, flor de linho.
Beijinho e até logo.

Maria disse...

Querido Osvaldo:
Fiquei de lágrimas nos olhos, eu que já não sei chorar, com o teu comentário.
Obrigada pelo que pensas de mim. Eu não mereço tanto. Limito-me a contar-vos coisas que vivi ou me contaram, da maneira que posso e sei.
É quase como se estivesse a contar histórias aos meus netos, tentando não deixar esquecer o passado. Porque o passado é importante. Porque o passado de cada família faz parte da História da Humanidade.
Obrigada pelas tuas palavras tão amigas, que eu não sei se mereço.
Abraços do João e beijinhos para a Anita e para ti.

Estrela d'Alva disse...

Maria,

Vim visitar o teu blogue e agradecer os teus comentários no meu blogue!

Não vou comentar muito mais, só te deixar um grande beijinho,
Estrela d'Alva

Laura disse...

Ai Maria, nunca esperes muita treta da estrelinha, poupa nas palavras que nem te digo, por vezes tenho de as tirar a saca rolhas, ejjhhhhhhhh, deve ser da idade, rio-me com ela que nemt e digo..é uma nina muito queridinha.

Já espanaste o pózinho todo? vê lá... se queres ajuda, sou boa a botar tudo ao chão, mudar as coisas de lugar, fazer barulho quanto baste! Já tou despedida é? Pô...vou saindo d emansinho..beijinho da laura.

Maria disse...

Benvinda Estrelinha e obrigada pela visita.
Espero por ti mais vezes.
Beijinho para ti.

Maria disse...

Laurinha:
O diabo do pó entra em todo o lado. Ainda por cima com o vento é díficil matê-lo longe.
Por hoje parei. Daqui a pouco vou tratar do jantar, porque o Vasco vem cá. Ele gosta de estar comigo no dia que faz anos que foi baptizado.
Beijinho nina e até logo.

Laura disse...

Nina, o meu gestor do blogue já vei o de férias, e, nem lhe dei descanso, ele faz sempre de boa vontade e tudo tão lindo, já posso entrar aqui sem precisar de entrar por outros lados...
Que bom que ot eu vasco vai ai papar e conversar, ora pois..é bom termos esses amores na vida, são os melhores nem haja dúvidas..beijinhos.

mariabesuga disse...

Pois Maria... olha só a coicidência!... falou-se da lua e dos homens lá terem chegado precisamente no dia do meu aniversário e de que a tua avó te contava a estória do homem da lua e então aqui a temos. A tua avó que neste dia nasceu dois dias depois de mim e te contava estórias como eu contava aos meus filhos quando pequeninos. O João ainda gosta.
Eu não tive uma avó a contar-me estórias pois uma conheci-a pouco e a outra não tinha muita paciência para estórias ao que me lembro. Mas ensinou-me a fazer renda com os pauzinhos da vassoura que as vassouras dantes eram feitas de ramos e tirava-se um pauzinho que servia de agulha. Coisas completamente impensáveis hoje. Parece tudo tão longe...

As estórias quem contava era o meu pai mas disso tu já sabes...

É fantástica a forma como nos trazes aqui as tuas memórias, Maria. Bem escrito... Tudo com sentidos... Muito bom!...
Obrigada!...

Beijinho minha querida e aquele abraço

mariabesuga disse...

Ah já me esquecia. Beijinhos para o teu Vasco pelo dia de hoje e por gostar de passá-lo contigo.

Maria disse...

Laurinha:
Já te fiz uma visita. Gostei muito.
Vou estar um pouquinho com o Vasco e depois caminha. Estou cansada e amanhã há muito que fazer.
Beijinho minha Flor de linho e até amanhã.

Maria disse...

Girassol:
A minha avó contava-me histórias, ouvia-me as confidências, ensinou-me a fazer renda inglesa, uma coisa díficil e trabalhosa, mas linda. Já é díficil arranjar material para a fazer. Ainda tenho os desenhos guardados e alguns trabalhos dela e meus. Foi das pessoas a quem mais amei. Nunca lhe consegui mentir. Tinha uns olhos verdes e penetrantes, que me liam até à alma.
O Vasco ainda aqui está. Sabe-me bem tê-lo cá.
Para a semana tenho cá a filha e a neta. Estou morta por as ver.
Beijinhos de cá para aí.

carla mar disse...

Beijinhos doces dos 4 :)

Maria disse...

Carlinha:
Hoje preciso mesmo de beijinhos dos amigos. Estou triste.
Beijinhos para os 4.
Obrigada minha querida.

Kim disse...

Como eu entendo esta saudade Maria!
Como eu sei o sabro que tinham as "estórias" da avózinha!
Como eu sei o que é recordar!
É dificil viver o presente sem recordar o passado!
Beijinhos Petite Marie!

Martim disse...

Muitos beijinhos, Tia Maria.
Não estejas triste, tenho a certeza que a tua Avó está feliz lá em cima no meio das estrelas. Confia em mim.

Dorme bem.

Martim

Anónimo disse...

A Mariana envia-te beijinhos. o Diogo, a Mãe e os Avós, também.

eu, o Martim

Maria disse...

Kim:
Estou triste e saudosa. Já são muitos os que partiram e nos dias como o de hoje, parece que se juntam todas as saudades, todas as lembranças.
Desculpa ter eliminado os meus primeiros comentários no teu blog.
Por duas vezes troquei tudo o que queria dizer-te.
Amanhã é outro dia, ficará a saudade. Para o ano, neste dia, vamos de novo encontrar-nos na mesma dor, nas mesmas lembranças.
Um beijinho grande da
Petite Marie

Maria disse...

Martim, meu amiguinho:
Os teus beijinhos fizeram-me bem.
É querido, a avozinha da tia Maria deve estar nas estrelas com o marido e os filhos, que já foram ter com ela.
Agradece os beijinhos à Mariana, ao Diogo e aos Avós.
Amanhã já estarei bem.
Obrigada e beijinhos para ti da
Tia Maria

Zé do Cão disse...

Maria. Com as lágrimas nos olhos acabado de ler o teu conto, confesso que tive avós. Ambas eram velhinhas quando eu era pequenito e a sua condição de mulheres escravas nos trabalhos de casa, campo e autentica fábricas de parir filhos, não lhes davam tempo para me contarem histórias. Tenho pena...
Mas o desvelo, a ternura e amor que empregaste nesta autentica carta ao céu, sensibilizou-me.
Obrigado. Beijocas

Zé do Cão disse...

Não tenho perspectivas de vir a contar notas ao meus netos.
Tenho filhos com idade para serem pais, mas não antevejo a chegada de cegonha, pelo que lamento não poder distribuir o que não tive, mas que preparei com amor, para num futuro lhes dar.
Todos os meus contos estão passado a papel, com fotografias e tudo, para um dia se os tiver e alguém lhes quiser mostrar, pelos menos poderem saber que o seu avô foi um bom malandro.
Com a idade que tenho, temo pela chegada do homem vestido de negro e gadanha na mão. Talvez lá tenha a oportunidade de ouvir as histórias que me faltaram se é que elas já não as esqueceram de todo.
Beijocas

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Mariamiguita

Bela estória contada de uma Avó que ouvia a sua Avó a contar... estórias.

Esta Avó conta-as e bem. Não apenas aos netos, como ela própria confessa, mas a muitos outros que gostam de a ler. Aqui neste seu cantinho, excelente, mas também na nossa Travessa - o que me dá muito prazer, mas também muito orulho e honra de a ter como contribuidora.

As Avós são assim. Pelo menos, a maioria delas. Conheci, apenas, a minha Avó materna, beirã da Aldeia da Ponte, melhor na cozinha e na lida de casa. E no carinho. O contador de estórias era o meu Avô.

O Senhor Tenente da Guarda Fiscal Braz Antunes, que viera de soldado, tinha bigode alvo e encerado e ia ao pálio nas procissões em Portalegre

Dos paternos não posso falar, já estavam mortos quando eu nasci. Mas, de acordo com o meu Pai, era gente boa. Acredito piamente, mas não atesto por falta de... provas.

E, agora, uma confidênci que rogo não seja divulgada. Por mais que me tente esquecer desta vergonha - durmo com uma Avó. O que, bem vistas as coisas, nem é de todo original. Até casámos no mesmo dia e no mesmo local, os Jerónimos, vejam lá...

Abs na Corte celestial ao santo mais guapo (dizem elas, que eu, ainda...) e qjs para a Avó dos Alcatruzes

Maria disse...

Zé do Cão:
Foste tu agora, quem me fez chorar. Aliás, desde ontem que não faço mais nada. A vossa ternura tem-me dado um grande amparo.
Todos vocês, que só conhecem a Maria daqui, parece que me conhecem melhor, do que muitos que lidam comigo com frequência. É em vós, que encontro a compreenção, a palavra amiga, o amparo.
Talvez porque aqui eu deixo a minha alma falar, sem pudores estúpidos. Talvez porque só por escrito, eu sou capaz de mostrar o que sinto. Talvez porque tenho a mania de armar em durona nos momentos em que todos vão abaixo.
Sabes Zé? Quando perdi o meu pai, um dos meus maiores amores, eu quase não chorei, consegui manter a frieza suficiente, para que tudo o que ele tinha pedido, fosse feito. Tinha perdido a minha sogra, que amava como mãe, dois meses antes e passou-se a mesma coisa.
Depois pago a conta com juros. Vivo no pânico constante de perder aqueles que amo. Faço uma tempestade num copo de água, por qualquer coisa. Porque não é em vão que se chega aos 64 anos. Perdem-se muitos dos que amamos. E eu já não consigo admitir a ideia de perder mais ninguém.
Se pudesse fazer um negócio com quem manda, pedia-lhe para me dar a pior de todas as doenças, em troca da vida dos que amo.
Desculpa, amigo. Hoje estou chata e tu é que pagaste.
Toma isto com prova de amizade.
Obrigada e um beijinho grato.

Maria disse...

Henriquamigo:
Parece que a carta para a minha avó, acordou em todos lembranças em toda a gente. Eu só conheci esta.
Os pais da minha mãe morreram quando ela era menina. O que sei deles, foi em grande parte, contando por esta avó, parente e amiga da outra. O meu avô paterno (já falei dele na Travessa) morreu cedo, mas à força de ouvir a minha avó, o meu pai e tios, falarem dele, às vezes penso que o conheci. Devia ter sido um avô porreiro.
Quanto a dormires com uma avó, meu amigo, eu durmo com um avô, o que vai dar no mesmo. Por acaso também casamos no mesmo dia, na Conservatória de Santo Ildefonso, no Porto.
Nem um, nem outro, tinhamos vontade de casar na igreja, o que deu um grande desgosto a ambas as famílias.
Agora imagina bem, euzinha, com um barrigão de 5 meses, a entrar na igreja pelo braço do meu pai!
Ele (que se dizia ateu), não teimou. Acho que foi o único que aceitou bem. A avó é que foi pior. Já eu tinha dois filhos, ainda ela me perguntava quando é que eu casava. Depois, apaixonou-se pelo João e habituou-se.
Abraço do João, beijinho para a Raquel e queijinhos desta avó com alma de menina.

mariabesuga disse...

Hoje o trabalho de casa (de férias) do meu menino é copiar este teu texto. Pode ser não pode?
Ele gosta destas estórias.

Bjinhos nossos daqui.

Laura disse...

Ai Maria, minha Maria, só com essa idade e tens medo de quê? Nunca perdemos ninguém, simplesmente, mudamos de Bairro... E lá no Bairro para onde formos, decerto que os encontramos à espera do comboio que nos levará até eles...
Não precisas de ficar assim. Ainda tens muitos momentos de felicidade à tua espera, ainda podes sorrir à vida e à esperança, ao amor que tens tão juntinho de ti, ai maria, Minha querida Maria...Era o que faltava teres de sofrer o que é dos outros...Já te chega o dia a dia...

Todos te amamos
Todos te queremos
Todos ansiamos
Encontrar
A Maria que amamos
De braços abertos
Para nele nos acolher
E ficamos tão felizes
Por isso tosos os dias
estar a acontecer!...

I love you so much..
Laura...

Maria disse...

Querida Girassol:
Se fores aos meus posts de Dezembro, tem muitas história dos meus bichos. Escrevi-as para os meninos, como o teu.
Esta é triste, coitadinho.
Mesmo assim, obrigada e beijinhos de cá para aí.

mariabesuga disse...

Ó Maria obrigada!...
Vou fazer isso sim para ter mais uns txtos para os trabalhos dele. Este ano preferi fazer assim com textos meus de estórias e agora este teu e ele está a adorar as escolhas que não pelos textos que lhe vêm nos livros da escola.

Beijinhos nossos

Já tens as tuas meninas?...
Curte a presença delas ao máximo sem as comeres se fazes o favor :)

Maria disse...

Minha Laurinha:
Já estou mais calma. Ontem foi um dia daqueles. Primeiro, fico sempre triste nesse dia. Segundo tive uma notícia, que sendo esperada, me doi: a única tia que me resta, a minha madrinha com 97 anos, está a apagar-se como uma velinha. Terceiro, o reguila do meu neto foi apanhado pelo pai, em cima do telhado da vivenda deles. Não sei como foi lá parar. Se caía, não sei o que aconteceria. Cair de mais de 4 metros, em cima das lages do páteo, não ficaria bem. Fiquei completamente apavorada. Os putos são o demo.
Agora já estou melhor e desejosa de vos abraçar a todos.
Obrigada pelos versos, nina.
I love you too
A lot of kisses, darling.

Maria disse...

Girassol:
Ainda bem que encontraste. Tinha prometido que Dezembro só escrevia para os meninos. Consegui encontrar fotos velhas da muita bicharada que passou e continua a passar, na minha vida. Os meus preferidos são os cães, mas houve outros que gostei muito.
Este Nabão, que trouxe pequenino e já está meio velhote, é o grande companheiro do dono e meu.
As meninas só vêm 4ª feira.
A mãe não a como, porque só tem ossinhos. A filha está cheinha, leva umas boas dentadas.
Lembras-te da história de "Gretel e Hansel"?
É muito gira
Beijinhos de cá para aí.

Je Vois la Vie en Vert disse...

Querida Maria,

É tão linda esta carta que escreveste à tua avó! Os teus netinhos têm sorte em ter uma avozinha para lhes contar histórias.

Sempre conheci a minha avó materna velhinha (ela já estava muitas cansada por ter trabalhado muito a cuidar de 8 filhos sendo viúva com 40 anos) e não me contava histórias mas eu gostava de estar ao pé dela. Lembro-me que ela me dava uma moedinha para ir comprar 1 gaufre (belga) em forma de coração e pareço que ainda tenho o sabor deste bolacha na minha boca quando penso nisto.
A minha avó paterna era uma mulher doente e muito fria com os netos. Viveu connosco alguns meses porque a minha mãe a recebeu (e muito bem) em casa, sendo doente, ela ia passar dois meses por ano em casa de cada um (6) dos filhos. Mas nunca recebi carinho dela mas da minha avó materna recebia e ainda vejo o seu olhar doce. Penso muitas vezes nela e até falo com a minha querida Mamy ...

Eu, infelizmente, ainda não tenho netos. Tendo sido mãe nova, sempre pensei em ser uma avó nova mas parece que vou ser uma avó velhinha mas estou ansiosa por isso !
Espero que já te encontras melhor, amiga Maria !

Beijinhos

Verdinha

Marsupilando disse...

Obrigado pelas estórias Maria.

A mãe hoje imprimiu esta para eu fazer uma cópia nos trabalhos das férias.

Fui ver as de Dezembro do ano passado e pedi à mãe para as passar para um ficheiro para eu fazer cópias delas todas.

São fantásticas estas estórias Maria. São SuperHiperMegaFantásticas!

Muitas bjokas do João para a Maria. (A mãe já me falou de si).

Maria disse...

Querida Verdinha:
Também a minha avó ficou viúva com quarenta e poucos anos e com seis filhos. Estava habituada a ter uma vida boa, tanto em solteira como depois de casada. Valeu-lhe a boa instrcção que tinha para a época. Dava lições em casa de meninas ricas. Ensinava línguas, piano, bordados, todas essas coisas que as meninas desse tempo aprendiam.
Depois, perdeu dois filhos muito novos, os outros fizeram as suas vidas e ela ficou a viver com a mais nova, que nunca casou. Mas ela ia muitas vezes para a nossa casa e eu para a dela.
Era muito inteligente. Morreu com
98 anos, lúcida.
Eu gosto muito de ser avó. Tenho uma neta com 13 anos e um neto com10, que são a luz dos meus olhos. Só me preocupa o futuro deles, neste mundo tão estranho.
Beijinhos querida e obrigada.

Laura disse...

Olha quem apareceu, o Janita da Besuiguinha, o nino reguila que me mandava beijinhos godinhos, ah, que bem que ele já escreve!...
Realmente as historinhas da Maria, são de ler e chorar por mais... Vá que não engordam o janita... Beijinhos da laura..Já mudaste o post do teu marsupilando? e ainda dizes o superhipermegafantástic...? uau...

Maria disse...

Marsupilando:

Obrigada por gostares das minhas histórias. Foram escritas para todos vocês.
Talvez no próximo Natal haja mais.
A "Bicharada da Maria", ainda tem muitos bichos para contar.
Que boa ideia a mãe teve, de te deixar fazer cópias de histórias em vez dos livros da escola.
Olha, o meu amiguinho Martim e os manos dele, chamam-me tia Maria.
Queres ser meu sobrinho, também?
Beijinhos João e boa noite.

Maria disse...

João (Marsupilando):

Fui espreitar o teu blog. Está tão lindo! Porque não continuas?
Agora que estás de férias, tens mais tempo.
Beijinhos.
Tia Maria

pico minha ilha disse...

Maria, as lágrimas vieram-me aos olhos, como lembrei da minha avó(fez a semana passada um ano que partiu)faz-me tanta falta.Os dias estão difícies por aqui, trabalho e mais trabalho de novo, é para o trabalho e para casa.O coração está mais leve, mas um pouco negro ainda, vai passar, um dia faz sol, outro chove como tudo na vida.O resto está na mesma, não consegui saber mais nada.Um beijinho grande Maria e obrigada

Maria disse...

Salomé amiga:
Ainda bem que a alma está mais leve.
Saudades das avós, querida, parece que todos têm. São a nossa ligação ao passado.
Vou mandar-te um Email.
Beijinhos, nina picarota.
Vive bem a tua vida, porque só temos esta.

Laura disse...

Empurrei a tua porta
devagar
Para não te acordar
E reparei
Que adormeceste à minha espera
Pois sabias
Que eu até ti viria
Para te acalentar
Te dar o teu beijinho de boa noite
E não te ver chorar
Com as saudades que tens
De quem em breve
Te virá abraçar!...

Beijinho da laura

Maria disse...

Minha Flor de linho:
Um dia destes vou procurar todos os versos que twns feito para mim e juntá-los numa pasta. Quero guardá-los para sempre.
Esta noite estava acordada. Estive até às 3 horas agarrada ao livro do André Moa, amigo do Osvaldo. Se o mundo fosse feito de homens assim, seria o céu. Ele é, desde já, mais um herói da minha galeria.
Tu que já passaste por tanta coisa, devias lê-lo. Tu que és também uma heroína, que continuas a lutar, para recuperares ao máximo a audição, ias entendê-lo bem.
Fiquei emocionada.
Que luta tão desigual ele trava e com que valentia e coragem.
Este homem deve ser santo e amar muito a vida. E que sabedoria!
Acho que não vou parar de ler o livro até ao fim.
Beijinhos, nina e até logo.

Estrela d'Alva disse...

Oi Maria =)

Vim só deixar um grande beijinho,
Estrela d'Alva

Maria disse...

Esrela D'Alva:
Beijinho recebido e retribuído, pequenina.