domingo, 25 de março de 2012

Quarenta anos sem ti


É, Mãe! Passaram quarenta anos e a saudade ainda é maior, a falta que me fazes, às vezes quase impossível de suportar.
Tanta coisa aconteceu, tantos mais perdi, mas é de ti que me lembro nas horas más. Sobretudo nas horas más. Nas outras também, claro. Quando preciso chorar e não consigo, penso que no teu ombro, choraria. As palavras de dor, que já não digo, soltar-se-iam, se olhasse os teus olhos, Mãe.
Como queria que tu me adormecesses! As noites são longas, para quem não dorme. Se tivesse a tua mão no meu cabelo e ouvisse a tua linda voz cantar: “minha filha, dorme bem o teu soninho...”, sei que dormia.
As tuas flores, Mãe. As tuas violetas. E saudades, beijos, o amor eterno da tua
Filha.

Até um dia destes, amigos
Maria

24 comentários:

Um Jeito Manso disse...

Mary,

Que tristeza, que saudade se sente nestas suas palavras tão sentidas.

Mas durma bem, durma descansada, Mary, e anime-se que as violetas sempre florirão para a sua Mãe.

Um beijinho, Mary.

Olinda Melo disse...

Minha amiga, como a compreendo...Revejo-me nas suas palavras em relação à minha mãe.E por mais anos que passem, eu também, sinto-me sempre uma criancinha a ansiar pelo carinho, pelos afagos dela.

Acompanho-a na sua saudade, querida Maria, e desejo-lhe um bom domingo ao lado dos seus.

Beijinhos

Olinda

Maria disse...

Querida Jeitinho:
São 40 anos, amiga. Tinha 27, quando ela partiu.
Dormi mal. Lembrei o tempo em que ela estava comigo e tudo era mais fácil.
Ainda conheceu 3 netos. 2, meus e 1, do meu irmão. Já não conheceu o meu mais novo e os 2, da minha irmã.
A minha sobrinha é muito parecida com ela.
Violetas, saudades, beijos e os Nocturnos de Chopin, vai tê-los, enquanto eu cá estiver.
Obrigada, pelas suas ternas palavras. Estou triste. Vivo cada minuto deste dia, como vivi, há 40 anos. Sem lágrimas. As últimas, chorei-as nesse dia.
Beijinho
Maria

Maria disse...

Querida Olinda:
É difícil deixar de pensar, no amor mais incondicional, que elas nos deram. Nos momentos piores, é nelas que pensamos, é a ela, que nos dirigimos.
Nesta saudade, junto a de meu pai, que foi o meu ídolo.
Devem estar juntos. Foi um amor lindo, que nem a morte apagou.
Fazem-me muita falta.
Apesar de ter marido, filhos, netos, irmãos, eles e os meus sogros, que amei como pais,fazem-me uma falta enorme.
Obrigada amiga, pela companhia.
Bom Domingo e beijinhos
Maria

Vasco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vasco disse...

Também és logo a 1.ª pessoa de que me lembro nas horas más, e a pessoa que tem sempre uma palavra que me reconforta. Nas horas boas, também sinto necessidade imediata de contar as boas novidades.
Imagino o que sentes, e sinto uma enorme tristeza, ao pensar (se acontecer pela ordem natural da vida) que num dia vou sentir o mesmo que tu.
Acredito que há alguma coisa depois da morte e, nessas ocasiões, penso sempre: "qualquer dia também vou". E uma das pessoas que gostaria mesmo de conhecer (com quem já sonhei que estávamos juntos na boa conversa), é a Avó Milaide.
Um beijinho para ti e outro beijinho para a Avó Milaide.
Do filho e neto,
Vasco.
(Apesar de não nos termos chegado a conhecer não me esqueço da avó. Guardo religiosamente uma oração escrita pelas suas mãos, que ainda ontem passei os olhos, e outras recordações. E, sempre que for necessário, vou a Benfica).

Maria disse...

Filho:
Só tu, conseguirias fazer chorar, estes olhos sem lágrimas.
O amor que tens pela avó, que nem conheceste, deixa-me sempre comovida, quando falas nela. Chego a esquecer-me, que nunca a viste, nem ela a ti, tal a maneira que tu falas dela.
Tenho pena, mas penso, que ela te iria adorar, como adorava os três, que conheceu.
Era um ser muito especial. Toda ela era amor.
Esperou o teu avô 13 anos e morreu nos braços dele. Da mesma forma, amou filhos e netos.
Obrigada pelos beijinhos para ela e para mim. Obrigada, pela declaração de amor, tão linda, que me fazes.
Estou sempre aqui, para ti, os teus irmãos e sobrinhos, nos bons e maus momentos, juntamente com o pai, que vos adora.
Beijinhos, filho mais novo.
Mãe

Verdinha disse...

Como eu entendo a tua saudade, minha querida amiga. Mas não é pelas mesmas razões que enumeras, eu já não precisava da minha mãe como tu, era mais o contrário, eu simplesmente sinto saudade da sua presença, do seu perfume, da sua voz (que era muito jovem apesar do peso dos seus 90 anos), do seu amor.
Mas também sei que ela está muito melhor onde está, que continua a amar-me e que eu continuo a amá-la.
Não são 40 anos mas é só 1 ano que me parece uma eternidade.
Envio-te muitos beijinhos com carinho para tentar amenizar esta tua dor.
Verdinha

Maria disse...

Verdinha Querida:
A saudade e necessidade dos que perdemos, nunca desaparece.
Um ano ou, quarenta, a falta é sempre igual.
Hoje, as lembranças são muito fortes.
As boas e as más.
Se lhe escrevi, hoje, todos os dias falo com ela.
Viste o comentário do Vasco? Fez-me chorar. Ele nem conheceu a avó, mas fala dela, como se a tivesse conhecido.
Obrigada, pelas tuas palavras.
Abraço grande
Maria

elvira carvalho disse...

Percebo a sua dor, a sua saiudade. Perdi a minha o ano passado, o meu pai,faz dia 28 deste mês 3 anos. A dor e a saudade não se atenua com o passar dos anos. Quem já perdeu os seus pais sabe disso. Resta-nos a fé de que um dia vamos voltar a estar juntos.
E tem razão o casal lá do Sexta foram os meus pais.
Um abraço e bom Domingo

Maria disse...

Elvirinha querida:
Que lindo o amor de seus pais!
O dos meus, dava um romance.
Espero que a morte que os separou, os tenha voltado a juntar. Aos seus e aos meus.
Um dia, será a nossa vez.
Até lá, tentemos aproveitar a vida e amar como eles.
Obrigada e beijinhos
Maria

Kim disse...

Ma Petite Marie!
Mãe é mãe. Tudo o que possas dizer dela é certamente pouco.
És uma felizarda, tal como eu, pois nem toda a gente teve a sorte de ter uma mãe assim.
E não há bruma que apague a memória de quem tanto nos quis.
Um beijinho

Maria disse...

Kim amigo:
Tivemos sorte em termos estas mães.
Já cá não estão, mas deixaram-nos uma tal lembrança do seu carinho e amor, que nunca as esqueceremos. São mães, amigo. As que não sabem amar como elas, nem merecem o nome de mãe.
O significado de mãe, devia ser amor.
Ter tido pais, como os nossos, é uma verdadeira riqueza.
O pior, é que quando partem, a dor e a saudade, acompanham-nos o resto da vida. Fica um vazio, uma sensação de desamparo, que não tem cura.
Fizeram-nos e fizeram de nós o que somos. Resta a saudade.
Beijinhos
Maria

Maria disse...

Minha amiga que carta tão cheia de amor, saudade e tristeza. A dor de perdemos os nossos pais apenas se suaviza com o tempo, mas fica para sempre gravada no nosso coração e é realmente nos momentos mais dificeis da nossa vida que ela se torna mais forte.
Lindas violetas como lindo e maravilhoso contínua a ser o seu amor pela sua mãe.
Tenha uma boa semana
Beijinhos
MAria

Maria disse...

Querida Maria:
Passaram 40 anos, Maria e a dor, continua. Como uma ferida, que fecha, mas cuja cicatriz, nunca deixa de doer. Há dias que se sente mais a falta, a saudade.
Tanta coisa passou nestes anos e ela, já não viu.
Não assistiu ao casamento da minha irmã, não conheceu os três netos mais novos, nem os bisnetos.
O meu pai foi mais feliz. Conheceu os bisnetos, o que o fez ficar muito contente.
É a vida! Temos que a aceitar, como é.
Beijinhos, amiga
Maria

Anequim disse...

Olha Mãe, como já te tenho dito não reparo muito nas datas, muitas vezes nem me lembro em que dia estou, nem penso nisso! Mas lembro-me muito das pessoas e da avó, apesar de ser há tantos anos que ficámos sem ela. Nas horas boas, quando vou ao campo porque me recorda os passeios aos moinhos, ou de cada vez que cheiro a farinha maizena, ou quando olho para as miniaturas de metal que ela tinha na cozinha.
bjs
João

Maria disse...

Filho mais velho:
Como tu te lembras bem da avó!
Os campos, são agora casas. Os poucos moinhos,estão em ruínas. Apenas a Maizena ainda tem o mesmo cheiro.
Ela fez e continua a fazer parte da nossa vida.
Ninguém morre inteiramente, enquanto houver, quem se lembre dela. É o caso da avó e de outros, que passaram na nossa vida e deixaram marcas.
Passamos um bom dia hoje. O menino, foi agora dormir.
É bom voltar a ter o meu neto comigo.
Beijinhos para a Sílvia e para ti, da
Mãe

DAD disse...

Sinto o mesmo que tu e provavelmente todas as filhas sentem em relação ao desaparecimento da minha mãe. É uma dor que nunca se cura.
Maria eu tenho andado muito atarefada e tenho vindo pouco aos Blogs porque tenho estado a cuidar do meu neto, cá em casa e ele não me larga um momento. É um doce mas com ´18 meses o rapaz acha que a avó Dadinha é só dele a toda a hora. Se puderes manda-me um email para dadpintora@gmail.com para que possamos trocar numeros de telefone e falarmos uma com a outra.
Beijinhos grandes para ti,
Dad

Maria disse...

Querida Dad:
Penso que os homens sentem o mesmo.
Vejo pelo Kim e pelo meu marido.
O Kim, fala sempre da mãe dele, com uma saudade muito grande. O meu marido, fala pouco nela, o que nele, é sinal da falta que sente. Não gosta de falar no que lhe causa mágoa, mas pensa e cala. Talvez ainda seja pior.
O Zé do canito, na última postagem, fala dos pais, de uma maneira linda.
Mãe, quando é mãe, faz sempre imensa falta.
Já fiz o que me pediste.
Beijinhos, minha amiga.
Maria

Alva disse...

Olá Maria

Transmites muitas saudades e Amor pela tua mãe no texto que escreveste.
São belos e puros sentimentos.

O tempo passa... a saudade fica.

Muitos beijinhos,
Da tua Pequenina

Maria disse...

Querida Pequenina:
Só agora, vi o teu comentário, porque o meu neto está cá e não tenho tempo de aqui vir.
Quero estar o tempo todo com ele.
Beijinhos e obrigada, querida.
Maria

Olinda Melo disse...

Olá, querida Maria

Venho desejar-lhe um bom fim de semana e com tudo de bom na semana santa que se aproxima.

Muita saúde e muitas alegrias.

:)

Beijinhos.

Olinda

Maria disse...

Querida Olinda:
Obrigada e Bom Fim de Semana, para si e os seus.
Este tempo pardacento e frio, está mesmo de "Semana Santa".
Que Jesus, o meu Jesus, ressuscitasse, corresse com todos os vendilhões, era o que eu desejava, para este mundo tão confuso em que vivemos.
Beijinhos, minha amiga
Maria

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Só hoje, vim comentar, essa triste mas verdadeira mensagem à sua querida mãe.
A minha mãe, não atenho a meu lado há 31 anos, em julho próximo fará 32 anos. Ela partiu 1 ano exato, depois de meu casamento. Eu já morava no Rio de Janeiro e não pude estar com ela no seu último ano de vida.
Quando me casei, no Rio vim passar 1 mes em Fortaleza. Era engraçado que ela sempre queria nos acompanhar nos passeios,Foi uma "Lua de Mel a 3", rsrs. Mas compensou, pelo certo remorso que eu sentia de estar tantos anos vivendo longe dela. Só nas férias, nos víamos, ou eu vinha, ou ela ia estar comigo, no Rio.
Imagino, o que você sente. É uma saudade que dói muito, que só aceitamos porque faz parte da vida.

Meu abraço forte, irmãzinha,
da lúcia