sexta-feira, 19 de março de 2010

Frango de cabidela


Quando vivemos no Porto, tinha o meu pai um carrito que nos permitia dar “grandes passeios ao Domingo”, perdoe-me José Régio o atrevimento. Quase sempre eram para o Minho, local que todos adorávamos. Ora Ceide, “visitar o Camilo”, como dizia o meu pai, antecedido de uma paragem em Famalicão, no Tanoeiro, para as belas “Papas de Sarrabulho”, ora Penafiel onde imperava um “Cozido à Portuguesa” de se lhe tirar o chapéu, ora Póvoa do Varzim, onde era obrigatória a “Pescada à Poveira” antecedida dos deliciosos “percebes”. Havia uma terra que ficava muito nas nossas saídas. Braga, a belíssima Bracara Augusta. Meu pai tinha lá um primo já velhinho, casado com uma adorável senhora, que fazia os mais gostosos doces de ovos que já comi. Viviam com uma filha solteira, muito simpática e paciente. Convidavam-nos muitas vezes, umas vezes para Braga, outras para uma quintinha amorosa em Ruílhe. Era sempre um prazer ir a casa deles. Gente afável, comida óptima, vinho a condizer, e os doces, meu Deus, os doces!!!
Um dia meu pai falou, não sei porquê, em frango de cabidela. Logo a prima combinou para daí a uma semana, em Ruílhe, comermos o dito frango com arroz malandrinho. Assim foi. Estava um dia morno de Primavera, a casa era fresca e o frango divino. O meu pai na viajem para casa, só falava no almoço. Tudo bem. O que não estava bem, é que ele tinha andado a dizer a meio Porto, que queria experimentar o arroz de cabidela.
Por azar, no dia seguinte, tínhamos um convite de uma amiga minha para jantar. Vamos para a mesa e quem chega a seguir? A bela terrina com a cabidela e a travessa de arroz malandrinho. Lá comemos, estava boa, mas já tinha um certo ar de dejá-vu. Quando fomos para casa, o meu pai já deitava o frango de cabidela pelos olhos. Julgam talvez que acabou a história? Desenganem-se.
Um amigo do pai, tinha um restaurante para os lados de Gondomar, numa pequena praia fluvial, onde só havia a casa em madeira, pedras, árvores, o rio transparente, o cantar dos passarinhos. Tinha um caminho horrível para lá chegar. Depois era um deslumbramento. Chegamos, saímos do carro e eu senti no ar um aroma conhecido, misturado com lenha queimada. Só disse baixinho, ao meu pai: Pai, não te assustes, mas acho que o jantar é frango de cabidela. Riram-se todos, julgando que estava a brincar.
Entrámos por uma porta e pela outra, entrou quem? O arroz malandrinho e a cabidela de frango.
Três dias a dieta de frango de cabidela. Só anos depois, consegui voltar a prová-lo.
Porquê hoje dia do pai, me lembrei do dito prato? Talvez, à minha maneira, seja uma forma de homenagear aquele em quem tenho pensado todo o dia. Ele não gostava de coisas tristes. Por isso, meu pai querido, um beijo e a saudade imensa que tenho deste tempo.
Até um dia destes.

35 comentários:

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Mariamiga

Pelo-me pelo ditoso frango de cabidela. A minha Mãe, portalegrense, fazia-o que era um regalo. Confesso, no entanto, que não me recordo de ter comido tal pitéu - da maneira seguidinha como tu o escreves.

A receita, essa, minha Mãe levou-a para o Alto de São João. Ficou a recordação do sabor e do saber da Dona Glória.

Mas, em Goa também se faz cabidela de galinha. Só. Com temperos locais, o que transforma o prato de ascendência portuga, como muitos outros, num manjar verdadeiramente celestial.

E lá torno eu a chorar a minha cobardia - de não ter sido capaz de ficar naquela terra abençoada, pelo menos mais 234,5 anos. Ou mais. Com cabidela ou sem. Acompanhada de arroz branco. Vida maldita, esta.

Finalmente e no que concerne ao dia do pai (isto tá bem escrito, não tá?) tenho a declarar que os meus descendentes só devem felicitar-me amanhã, aquando do hapitual almoço sabadal. Espero que me tragam algo. Mas não uma terrina de cabidela. Ou seja, se for caso disso, muito bom proveito.

Abs aos virtuosos, em especial ao Joãrtista, e qjs para tu

Maria disse...

Henriquamigo

Gosto muito de frango de cabidela. Mas três dias a fio, foi demais. A cara do meu pai era digna de ser vista. Era a única maneira que ele gostava do galináceo. A partir daí, nunca mais o vi comer. Aliás, ele dizia que a galinha só servia para pôr ovos e fazer canja. O resto era para deitar fora.
Dia do pai é todos os dias, como da mãe também. Há algum dia, em que não pensemos nos nossos meninos?
Torga dizia que: "Só me senti responsável por mim, no dia em que o meu pai morreu". Eu nem isso digo.
Desde que há oito anos perdi o meu, continuo a depender dele. Nada resolvo, sem primeiro pensar bem, como ele ia agir. A saudade é cada vez maior. Éramos muito ligados. Foi meu pai, meu mestre, meu companheiro de horas boas e más.
Amanhã terás os teus meninos contigo. Espero que eles saibam o pai e mãe que fizeram deles o que são.
O João já falou com os dois mais velhos e tem cá o Corvo até amanhã.
Feliz dia do pai para ti.
Abraços dos homes, beijinhos para a Raquel e queijinhos par tu.
Maria

Corvo disse...

Arroz de cabidela todos os dias ao almoço e ao jantar, também enjoa...

Kim disse...

Se não tivesse havido fartura de cabidela, não haveria "estória" para contar.
É algo que raramente como, mas gosto.
Estou contigo na memória dos nossos pais.
Um beijinho Petite Marie

Andre Moa disse...

Eu gosto de cabidela.
Três vezes seguidas, não.
Que cheiro sai da panela!
Já fui um bom comilão.

Abreijos
André Moa

Paixão Lima disse...

Minha cara Maria,
A sua narrativa, é um manancial de coisas boas. Abriu-me o apetite e fiquei com uma fome danada. Como sabe, os homens conquistam-se pelo estômago. Fiquei completamente conquistado com a sua narrativa.
A próxima vez que for a Braga, recomendo-lhe, vivamente, bacalhau à Narcisa e de sobremesa pudim abade de Prisco. É divinal.
Já percebi, que começa a gostar de comer, o que muito me satisfaz.
Beijinhos Maria e bom apetite.

Maria disse...

Meu Corvo
Foi frango a mais e não foi só ao Domingo. Foi Domingo, Segunda e Terça. E o frango de cabidela é um bom prato, mas um pouco enjoativo. Imagina o que é três dias a comê-lo.
Sempre igual.
Brr.... nem pensar.
Beijinhos
Mãe

Maria disse...

É verdade Kim.
É destas pequenas coisas que se faz a história de uma vida.
As lembranças do meu pai são muitas, e quase todas metem comida e bebida. Era um bom garfo e um bom copo. Adorava comer e beber bem.
Beijinho
Maria

Maria disse...

André

Eu nunca fui de alimento.
Era gulosa, isso sim.
Hoje cheguei ao momento
Que digo mal de um pudim.

Beijinho
Maria

Maria disse...

Paixão Lima
Fui sempre pouco comilona. Dava cabo da cabeça aos pais. Doces e bolos sim. (Que saudades do pudim do Abade de Priscos)! Agora nem isso.
Um dia, no Porto em fevereiro, num tempo em que os morangos não nasciam em estufas, o meu pai, desesperado por eu não comer, perguntou o que me apetecia para o jantar. Respondi que queria morangos com natas. Aquela alma, correu o "Porto a eito" como a costureirinha da canção, e conseguiu arranjar meia dúzia dos frutos e um pacote de natas. Feliz, voltou a casa. Comi 3 morangos e uma colherinnha de nata. O resto foi para a mana, menos esquisita e mais comilona. Como vê, esta guerra entre mim e a comida, é de sempre. E meu pai com tanto amor, ainda fez pior. Razão tinha a minha mãe, que dizia que o apetite é o melhor cozinheiro. E sabe a melhor? Não como, mas segundo os outros, sou uma boa cozinheira.
Beijinho
Maria

Paixão Lima disse...

Não sei se diga, se não diga. Mas não dizer, é negar a mim mesmo o poder dizer. Assim digo, mas o quê? Que adorei o seu comentário no ciclo da emoção no blogue do Moa. Um comentário breve mas sublime de humor refinado: «Nado morto, Amigo? Pois olhe que ficou com muito bom aspecto!».Não pude reprimir uma gargalhada. O nado morto que não sofre do aspecto.
Como viveu no Porto algum tempo, não duvido, agora, que frequentamos a mesma escola. Também sou como a Maria. A vida sem amor e sem humor, não presta. O nosso primeiro encontro foi tumultuoso. Atacou-me com o «de»Lima, o que me deixou deliciado. Mas por percepção ou estratégia, teve a perspicácia e a inteligência de parar sem se expor. E mais ainda, conseguiu virar o feitiço contra o feiticeiro. Deixou-me desarmado num campo que me era vantajoso. Eu sou especialista da polémica. Quando me faltam argumentos, invento-os. E contra-atacou com eficácia. Passou-me até a mão pelo pêlo e fez-me um elogio. O gato quer carapau! Toma lá carapau, ó gato! Há outro factor contudo, que contribui, e muito, para guindar a Maria a um patamar elevado da minha consideração.
Não suspeita qual seja, claro, mas eu o direi lá para o verão, pela força do calor.
Com admiração sempre crescente, receba um beijo, ó Maria!

Maria disse...

Meu amigo Paixão Lima
O seu segundo comentário agradou-me muito. É como diz: o gato gosta que lhe ofereçam carapau. Eu também sou assim. Gosto de elogios (quem não gosta?) mas não me irrito com críticas, aceito-as e penso nelas. É assim que se cimentam amizades.
Fico à espera da tal razão. Estou curiosa. É um dos meus defeitos, que são bastantes. Os outros, lá mais para o Verão, vou dizendo.
Obrigada e beijinhos da
Maria

Estrela d'Alva disse...

Olá Maria,

Arroz de cabidela? huuum...
Não gosto lá muito! Dá-me uma certa aflição...

Vim mais uma vez só por uma passagem rápida, deixando como sempre mil e um beijinhos,
Estrela d'Alva

Osvaldo disse...

Maria;
Que maravilhoso roteiro culinário tu nos descreveste... Que bela homenagem à gastronomia do nosso país de fazer inveja a todos os grandes chefes de cozinha franceses.
E confirmo que a melhor gastronomia típica das nossa gentes, se encontra no Minho e Trás-os-Montes.

E também foi bem original, como homenageaste o teu pai no dia de todos nós... com o que mais lhe dava prazer... um bom prato!.

bjs, Maria e abraços para o Vasco e João.
da Anita e Osvaldo

Laura disse...

Ai Maria, já tenho pena do frango quanto mais do sangue a misturar, sabe bem se sabe, mas, isso vai ter de passar a ser prato de Museu...faz mal, fazemos nós mal aos franguitos, enfim não serve de desculpa termos de comer...
Mas valeu a pena ler sobre os passeios à Csa do Camilo, eu fui lá e fez-me tanta pena aquele viver e até a Ana Plácido ser presa por ser casada com o António, ai menina que mundo cruel que nega o amor aos amantes!...
Lindas passeatas e eu acho que enm queria saber se fosse frango de cabidela ao outro dia...com tanto passeio..Beijinhos da tua flor de linho, laura

Maria disse...

Pequenina
Ainda no Porto, tinhamos um grande quintal com capoeira de galinhas.
Eu era encarregada de lhes dar de comer. Quando matavam alguma para comer em casa, eu não conseguia comê-la. Fazia-me horror, ter alimentado o animal e depois comê-lo. Nem à mesa me sentava. Todas tinham nome e gostava delas.
Já vês que te entendo.
Beijinhos mil
Maria

Maria disse...

Osvaldo
A nossa culinária é fora de série.
Temos até pratos de haute-cuisine ignorados pelos próprios portugueses. Dou-te um exemplo: Já ouviste falar da Perdiz à Convento de Alcântara? Dá uma trabalheira, porque a perdiz tem que ser toda desossada. Depois é recheada com paté de figado, os miúdos picados, mais umas coisinhas e vinho do Porto (claro). Fi-la duas vezes. Andam-me sempre a pedir que repita, mas o meu fornecedor de perdizes morreu, e nego-me a ter tanto trabalho com perdizes de aviário.
Em doces então, devemos ter a mais rica doçaria do mundo. Vivam as Madres Paulas todas dos conventos, que nos deixaram este belo legado.
Abraço do João e do Vasco e beijinhos para a Anita e para ti da
Maria

Maria disse...

Laurinha
Gostas de lampreia? não da de ovos, mas daquelas mesmo do rio. Se gostas, nunca queiras saber os tratos que a triste leva, antes de ir para o tacho.
Beijocas, nina
Maria

Je Vois la Vie en Vert disse...

Desculpa não comentar o teu post, confesso que não tive tempo de lê-lo porque regressei da Bélgica esta noite mas não quis deixar de passar aqui para te deixar um beijinho. Pensei várias vezes em ti mas desta vez, não deu para ir à procura de músicas franceses porque tive que dar muito apoio aos meus pais.
Só pelo título : Cabidela ? Não aprecio, quero dizer nem como...tudo o que é feito com sangue arrepia-me....

Beijinhos

Verdinha

Maria disse...

Querida Verdinha
Finalmente voltaste. Como encontraste os teus pais? E tu senteste-te melhor? Espero que o frio não te tenha feito mal.
Beijinhos
Maria

Je Vois la Vie en Vert disse...

Obrigada, minha querida, a tua tradução está perfeita ! Como dominas muito bem o francês, consegues apanhar o significado das palavras e torná-lo muito bonito em português.
Um grande beijo carinho para ti !

Verdinha

P.S. Respondendo à tua pergunta no meu blog, posso dizer-te que não encontrei a primavera em casa dos meus pais. Sofro de ver a decadência deles como escrevi no post do Kim cerca do pai.

Maria disse...

Querida Verdinha
Ainda bem que gostaste.
Quanto aos teus pais, sei por experiência, o choque horrível que é vê-los entrar em decadência. É fácil dizer que a vida é assim. Mas custa muito, dói muito.
Abraço grande
Maria

Paixão Lima disse...

Uma história para a doce Maria, que é boa cozinheira mas que não gosta de comer.
A minha filha, quando «petit», também não gostava de comer. Preocupados, consultamos uma pediatra que receitou um estimulante do apetite chamado Periactim. Na segunda visita à médica, a miúda pede - Dá-me essa coisa! - Não, porque isto é para ouvir o teu coraçãozinho bater.- Então dá-me o papel! - Não, porque o papel é a receita.- Então dá essa coisa que tens na mão.- Não, porque isto é uma caneta para passar a receita. Cansada de pedir sem nada obter e já zangada, a minha filha faz um último pedido. - Olha! Então dá o «piliatitim» à Céu!

Paixão Lima disse...

Vou confessar-lhe uma coisa, Maria. Não! Não é o que pensa. Isso é lá para o verão. Tal como a Maria, eu amo a poesia. Mas não sou poeta. Ser poeta é ser abençoado por Deus. É um dom. Eu não sou abençoado. Mas neste momento, eu daria tudo para ser um grande poeta. O maior poeta até. Um Torga, um Leandro, um Pessoa ou o André Moa. E sabe porquê, Maria? Para lhe inspirar ternura e esperança. Para alimentar o seu espírito atribulado. E assim, ser um herói para si.
Vá lá! Não seja mázinha e não me faça chorar, sim? É que eu não sei chorar. Não estou habituado.
Beijinhos Maria, e continue corajosa.

Zé do Cão disse...

Maria

Que belo texto a fazer-me lembrar, Braga, Ruilhe, e o seu bairro construído com dinheiro dos sorteios,bem como o seu Centro Social, Braga, Penafiel etc. etc.
Sempre foram 20 anos lá por cima.
Dia do Pai, pois será possível que alguém se esqueça?

Beijonhos

Green Knight disse...

Não há fartura que não enjôe
Adoro este prato e assisti muitas vezes à sua confecção.
Em criança achava divertido o processo de extacção do sangue da vítima.
Nos dias de hoje gosto mais do prato já concebido e pronto a comer.
Maria! Quero manifestar o meu reconhecimento de todo o carinho que me tens transmitido através do teu blog.
Só agora me estou a entender melhor com esta máquina e é meu dever dar-te a conhecer o meu blog
Bejinho do jrom

Maria disse...

Paixão Lima
Deliciosa a história da sua filha.
Meu amigo, ser poeta não é só fazer versos. A poesia pode estar num belo pedaço de prosa, numa frase, num olhar, na natureza, no voo de um pássaro. Está nos nossos olhos, nos nossos pensamentos. Só poucos sabem pôr em verso o que sentem e vêem.
Os meus heróis são todos os que sentem a beleza e a poesia, nas pequenas coisas como nas grandiosas. Por isso, sinta-se herói.
Beijinho
Maria

Maria disse...

Amigo Zé
O Minho é realmente um sonho. Flores, plantas, hortaliça, tudo verdinho, água por todo o lado, e a comida, deliciosa.
Passeios sem fim com o meu pai, desde os belos campos, a casa do José do Telhado, em Caíde, próximo a Penafiel, os monumentos cheios de história. Foi assim, no meio de pedras e caminhos, que aprendi grande parte da nossa História. Meu pai ensinava nos lugares. Em Amares, por exemplo, conheci a terra natal de Gualdim Pais, o fundador de Tomar.
Dia do pai, amigo Zé, é todos os dias para mim, que nada digo ou faço, sem pensar nele.
Beijinho
Maria

Maria disse...

Jrom amigo
Já conheço e gosto do teu blog. Falas dos meus queridos cavalos e eu gosto de aprender sobre eles.
Animal nobre, belo.
Vou visitar-te logo. Agora vou tratar do almoço do João. O meu? Bledine de qualquer coisa. Sabe tudo ao mesmo e não me faz mal ao estômago.
Até já e beijinho
Maria

Laura disse...

Maria, cá por mim não te rales, detesto lampreia sem nunca ater comido, é que vi a tirarem a pele a uma num restaurante onde fomos quando eu era pequena, ah, nunca mais!...crime, é crime como devia ser crime matar frangos, coelhos, vacas, mas, a sociedade ainda não aprendeu a viver sem comer animais, demos-lhes tempo!
Aquele abraço e se precisas de rir vai lá ao meu canto, este Osvaldo é demais..aquele abraço apertadinho da laura

Maria disse...

Laurinha
Vou agora começar as visitas aos amigos. De manhã só deu mesmo para responder aos meus comentários.
Pois é. Vendo bem, passa-se bem sem carne e peixe. Só hortaliça, frutos, legumes e pãosinho. Mas habituámo-nos a comer de outra maneira e alguns organismos não reagem bem ao vegetarianismo. Outros, fazem disso a sua forma de comer e vivem bem e com saúde.
Não matei nem sou capaz de matar animais. Faz-me aflição.
Beijinho e até já
Maria

Laura disse...

Maria, o primeiro frango que tentei matar, para desgraça e aflição minha, ainda correu com o pescoço meio de lado, á volta da capoeira com o galinéu todo atrás dele, tadinho, coelhos, a mãe obrigava-me a ajudar a segurar para tirar a pele, xi, que dor, hoje? nem vê-los...cozinho para eles os rapazes querem carne e o manel, claro, eu e neide comemos mais vegetais e fruta, sopas, saladas, inventamos, por vezes cansa mas, como peixinho grelhado, se tivesse uma casa comia grelhadinhos sempre,de verão sabem bem, uma posta de salmão ou uma dourada, só com saladinha e tudo grelhado...
Tem um dia lindo, o sol vai brilhar de novo.
Abraços e beijinhos da tua flor de linho, laura

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Pst, pst, ó menina

Fáxavor, agora é a minha vez. Já estamos a entrar no dia 24 e nickles batatoides...

Os comprimentos, com u, do custume, com o

Maria disse...

Henriquamigo
Isto está mau. As dores do estômago
deixam-me sem paciência para nada. Estou cansada, com os nervos feitos num feixe e tiram-me a inspiração. Amanhã, talvez apareça alguma coisa, mas não juro.
Só aqui venho de fugida para ver o que há de novo e desligo.
A porcaria dos medicamentos arranjam de um lado, estragam do outro e não me sinto nada bem. Tenho tudo a funcinar mal, até a cabeça.
Abraços, beijinhos e queijinhos, a distribuir como de costume.
Maria

Laura disse...

Maria, isso não é funcionar mal, somos todos que andamos stressados por tudo e por nada, hoje deu-me para pintar...vamos a ver o que sai de lá, se magia s eporcaria, ehhh...espero tudo de mim, Beijinho da flor de linho, laura