terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Hospital Beatriz Ângelo

Abriu há dias, um novo Hospital. Deram-lhe o nome da 1ª médica, 1ª cirurgiã, 1ª ginecologista, portuguesa: Carolina Beatriz Ângelo. Nome merecido mas, sabendo bem que, neste País, poucos são os que sabem alguma coisa acerca dela, será conhecido como Hospital de Loures.

Ela merecia esta homenagem há muito. Por isso, aqui vai a história dela, tirada da Wikipédia. Leiam que vale a pena.

" Frequentou até ao Liceu em sua terra natal, Guarda [3]. Posteriormente ingressou nas Escolas Politécnica e Médico-Cirúrgica em Lisboa, onde concluiu o curso de Medicina em 1902[4].

Sufragista, destacou-se como militante da Liga Republicana das Mulheres, fundadora e presidente da Associação de Propaganda Feminista [5].

O fato de ser viúva permitiu-lhe invocar em tribunal o direito de ser considerada "chefe de família", tornando-se a assim primeira a votar no país, nas eleições constituintes, a 28 de maiode 1911. Por forma a evitar que tal exemplo pudesse ser repetido, a lei foi alterada no ano seguinte, com a especificação de que apenas os chefes de família do sexo masculinopoderiam votar.

Cirurgiã e activista dos direitos femininos, Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher a votar em Portugal. Estava-se em 1911, a República acabara de ser implantada em Outubro de 1910, e Carolina «torceu» a seu favor um dos «buracos» da lei ou, se se quiser, da língua portuguesa [6].

Carolina Beatriz Ângelo nasceu na Guarda em 1877, onde fez os estudos primários e secundários. Em Lisboa, estudou medicina, concluindo o curso em 1902. Nesse mesmo ano, casou-se com Januário Barreto, seu primo e activista republicano. Tornou-se a primeira médica portuguesa a operar no Hospital de São José, dedicando-se mais tarde à especialidade de ginecologia.

A militância cívica iniciou-a em 1906, em conjunto com outras médicas, vindo a aderir a movimentos femininos a favor da paz e da implantação da República e à Maçonaria e tornando-se defensora dos direitos das mulheres, nomeadamente o de votar. Por toda a Europa, e não só, havia anos que as sufragistas reivindicavam ruidosamente este direito para as mulheres e a Nova Zelândia tinha-se tornado o primeiro país a concedê-lo em 1893.

A primeira lei eleitoral da República Portuguesa reconhecia o direito de votar aos «cidadãos portugueses com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família».

Carolina Ângelo viu nesta redacção da lei a oportunidade de a subverter a seu favor, dado que, gramaticalmente, o plural masculino das palavras inclui o masculino e o feminino. Viúva e com uma filha menor a cargo, com mais de 21 anos e instruída, dirigiu ao presidente da comissão recenseadora do 2º bairro de Lisboa um requerimento no sentido de o seu nome «ser incluído no novo recenseamento eleitoral a que tem de proceder-se».

A pretensão foi indeferida pela comissão recenseadora, o que a levou a apresentar recurso em tribunal, argumentando que a lei não excluía expressamente as mulheres. A 28 de Abril de 1911, o juiz João Baptista de Castro proferia a sentença que ficaria para a História: «Excluir a mulher (…) só por ser mulher (…) é simplesmente absurdo e iníquo e em oposição com as próprias ideias da democracia e justiça proclamadas pelo partido republicano. (…) Onde a lei não distingue, não pode o julgador distinguir (…) e mando que a reclamante seja incluída no recenseamento eleitoral».

Assim, a 28 de Maio de 1911, nas eleições para a Assembleia Constituinte, Carolina Beatriz Ângelo tornou-se a primeira mulher portuguesa a exercer o direito de voto. Não sem um pequeno incidente, que a mesma relatou ao jornal A Capital: «No final da primeira chamada, o presidente da assembleia [de voto], Sr. Constâncio de Oliveira, consultou a mesa sobre se deveria ou não aceitar o meu voto, consulta na verdade extravagante, porquanto, estando recenseada em virtude duma sentença judicial, a mesma não tinha competência para se intrometer no assunto».

O seu gesto teria como consequência imediata um retrocesso na lei: o Código Eleitoral de 1913 determinava que «são eleitores de cargos legislativos os cidadãos portugueses do sexo masculino maiores de 21 anos ou que completem essa idade até ao termo das operações de recenseamento, que estejam no pleno gozo dos seus direitos civis e políticos, saibam ler e escrever português, residam no território da República Portuguesa».

As mulheres portuguesas teriam de esperar por Salazar e pelo ano de 1931 para lhes ser concedido o direito de voto e, ainda assim, com restrições: apenas podiam votar as que tivessem cursos secundários ou superiores, enquanto para os homens continuava a bastar saber ler e escrever.

A lei eleitoral de Maio de 1946 alargou o direito de voto aos homens que, sendo analfabetos, pagassem ao Estado pelo menos 100 escudos de impostos e às mulheres chefes de família e às casadas que, sabendo ler e escrever, tivessem bens próprios e pagassem pelo menos 200 escudos de contribuição predial…

Em Dezembro de 1968 foi reconhecido o direito de voto político às mulheres, mas as Juntas de Freguesia continuaram a ser eleitas apenas pelos chefes de família. Só em 1974, já depois do 25 de Abril, seriam abolidas todas as restrições à capacidade eleitoral dos cidadãos tendo por base o género."

[editar]Wikipédia

Senti-me na obrigação de falar, desta senhora que, admiro de há muito.
O Hospital chama-se "Beatriz Ângelo". Por favor, não lhe chamem "Hospital de Loures"
Até um dia destes.Publicar mensagem
Maria

28 comentários:

Alva disse...

Olá Maria

Acho que nunca te contei isto:
Tenho duas características que definem grande parte do que sou: Patriota e feminista.
Como tal, sempre admirei Carolina Beatriz Ângelo. Gosto de pessoas assim: lutadoras e que desafiem os preconceitos criados pela sociedade.
A vida dela é uma autêntica fonte de inspiração.

Obrigada pela partilha Maria.

Beijinhos, muitos,
Da tua Pequenina

Emília Pinto e Hermínia Lopes disse...

Não conhecia esta Senhora e fico-te muito grata por nos dares a conhecer Mulher tão valente. É assim mesmo! Infelizmente as mulheres ainda sofrem alguma descriminação, mas se não houvesse mulheres destas ainda estaríamos como nesse tempo. Um beijinho e Obrigada!
Emília

Maria disse...

Olá Pequenina
Também eu sou patriota e feminista.
Sempre li muito sobre as primeiras sufragistas, uma grande parte vinda de famílias pobres.
Feminista sou também mas, sem grandes extremos. Ser mulher é muito bonito, apesar do que sofremos.
Depois do 25 de Abril, ainda andei envolvida com política, no que às mulheres diz respeito. Desiludi-me um pouco mas, continuo a ter as mesmas ideias.
Beijinhos mil
Maria

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Certamente, minha irmã Maria, irei chamar o Hospital Beatriz ângelo, de Hospital de Loures. Certamente, minha querida, irei me utilizar esse hospital (as probabilidades são minimérrimas rsrs). No entanto, posso emitir minha opinião sobre a justa homenagem à grande mulher, médica e patriótica que foi.

Belíssima biografia!

Beijinhos,
da sua irmã brasileira,
Lúcia

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Perdoe, irmã, "engoli" duas vezes a palavra NUNCA (ou JAMAIS) no meu comentárioancima. Quis dizer que, jamais iria chamar...(...)e.. jamais irei me utilizar..(..)...`

Beijinhos
Lúcia

Olinda Melo disse...

Querida Maria

Grata por ter trazido aqui Beatriz Ângelo, uma das mulheres mais valentes e inteligentes de que há memória.

Infelizmente é como diz, quase ninguém fala dela.

Estou a pensar em fazer um post sobre uma mulher de que também nao se ouve falar. Penso que há poucos elementos sobre ela.

Ela é...:)) suspense! Depois digo-lhe.

Bj

Olinda

Maria disse...

Emilia amiga
Esta senhora, conjuntamente com Ana de Castro Osório, Adelaide Cabete e, algumas mais, foram as primeiras sufragistas portuguesas, Tinham cursos superiores, conseguidos com o seu trabalho, pois eram de origens pobres. Adelaide Cabete, só aprendeu a ler aos 18 anos, depois de ter trabalhado no campo. São mulheres que, ainda hoje, deveriam ser um exemplo e uma bandeira para todas nós.
Meu pai falava-me muito delas. Por isso, conheço-as há muitos anos. Fiquei contente, por ver uma delas homenageada.
Beijinhos
Maria

Maria disse...

Lucinha querida
Num país onde se esquecem facilmente os grandes vultos, alguém teve a coragem de dar este nome a um hospital. Está lá, em grandes letras.
Ela merecia-o.
Além de tudo, conseguiu ser mãe e mulher. Ficou viúva cedo. Disso se serviu, para conseguir votar, como chefe de família. Morreu nova.
São muitas a mulheres dessa altura que, mereciam esta homenagem.
Por acaso, este é o hospital da minha zona. Será pois, o meu hospital.
Beijinhos, irmã.
Maria

Maria disse...

Olinda amiga
São muitas as grandes mulheres esquecidas, no nosso país.
Tudo o que se possa dizer delas, mesmo pouco, servirá para as tirar do ostracismo a que as relegaram. Acho que os homens não gostam muito de lembrar que, há e sempre houve, mulheres valentes e inteligentes, como "homens".
Eles é que são os heróis mas, nunca pariram um filho, lutaram por um curso, por um voto.
Fale de mulheres, sim.
Elas merecem e, nós também.
Beijinho
Maria

Um Jeito Manso disse...

Mary,

Pois não fazia ideia. Fiquei agora a saber quem foi esta corajosa e inovadora mulher.

Obrigada pela informação.

Um beijinho!

Maria disse...

Jeitinho, amiga:
Estas coisas antigas são a minha paixão.
Há mulheres destas, esquecidas. Ela, Ana de Castro Osório, Adelaide Cabete, Maria Veleda, foram grandes mulheres que, muito fizeram pelas mulheres e crianças do nosso país.
Aos poucos, irei falando de todas.
Beijinho, querida
Mary

Green Knight disse...

Olá Maria!
Louvo o seu post e agradeço a esta e outras mulheres que com coragem e força estiveram na linha da frente iniciando a luta pela mudança, alterando preconceitos absurdos que excluiam a mulher.

(Não vou esquecer o nome deste hospital)!
Beijocas para a Maria.
Mariana

Maria disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria disse...

Querida Mariana
Embora não pareça, sou um bocadinho feminista. A igualdade para mim, é um mito. Homem é homem, mulher é mulher.
Mas há coisas em que as mulheres são iguais ou, até superiores, aos homens.
Há verdadeiras heroínas no dia a dia.
A mulher que se levanta de madrugada, trata dos filhos, sai para o emprego, faz trabalhos duros, vai para casa, faz toda a lida, (Parece a história, da Luísa da "Calçada de Carriche" , do Gedeão mas, é verdade. Ele descreveu bem a vida dessas heroínas. Depois, há Beatriz Ângelo, Adelaide Cabete, Ana de Castro Osório, Maria Veleda, que lutaram por elas e pelas outras, numa luta feroz e, hoje estão completamente esquecidas. A memória dos homens e, neste caso, das mulheres, é curta. Afinal, todas elas viviam há menos de 100 anos.
Só a padeira de Aljubarrota é conhecida, mesmo não se tendo a certeza de ser verdadeira. E a Maria da Fonte que, igualmente, é suspeita.
Numa conversa, haveria tanto que falar das nossas heroínas verdadeiras! Quem sabe um dia?!
Beijocas para a Mariana e um abraço
ao Jrom da
Maria

Kim disse...

Petite Marie!
Já me tinha questionado, quem seria esta senhora. Não foi preciso procurar, tu deste a resposta.
É de louvar a atitude dela, sobretudo numa altura em que as mulheres tinham de comer e calar.
É difícil entender, agora, o que terá sido a sua luta há 100 anos.
Beijinho ma petite

Maria disse...

Kim amigo:
Os senhores da 1ª Republica e o Estado Novo, fizeram tudo para que estas mulheres fossem esquecidas.
Só Magalhães de Lima as ajudou e incentivou. Nunca na escola, nos falaram delas. As mulheres eram criadas para serem donas de casa prendadas ou, trabalhar na terra e fábricas. Quiseram a todo o custo, convencer as mulheres que, eram cidadãs de 2ª, dependentes dos pais e dos maridos. Elas próprias, assim se consideravam. Algumas, no entanto, lutaram contra isso. A Carolina Beatriz Ângelo, a Adelaide Cabete, a Ana Castro Osório, a Maria Veleda e, mais tarde a Elina Guimarães que, casou com Palma Carlos, a Maria Lamas e, muitas outras. Foi uma luta dura. Lutaram contra o sistema, os homens e até, contra outras mulheres que, se sentiam felizes, ou não, com o triste estatuto que tinham.
Apesar de pertencer ao grupo das domésticas, como o cão e o gato, sempre admirei a força e coragem delas. Não fui nunca obrigada a nada. Senti que os meus filhos precisavam de mim e, fiz a escolha.
Porque, Mestre Kim, esta Maria tímida, contente com a vida que levou, foi sempre livre, por dentro.
Depois do 25 de Abril, ainda tentei , com um grupo do PS, formar uma coisa chamada "Condição Feminina" que, nem as assinaturas do então 1º ministro Mário Soares, Jaime Gama e outros, acabou por desaparecer.
Desisti e, continuei a ser mulher, mãe e dona de casa. Fiz tudo o que podia para ser boa, no meu "trabalho" e, não me sinto arrependida. Isto não impede que, continue a admirar as mulheres que tentam fazer mais e, o conseguem.
Nunca queimei sotians mas isso não me impede de ser feminista e, achar que as mulheres ocupam um lugar muito grande no mundo.
A Petite não é oca nem burra. É mandriona, pouco dada a lutas.
Beijinhos
Maria

Je Vois La Vie en Vert disse...

Minha querida amiga,

Com o comentário que acabaste de escrever, até me vieram as lágrimas nos olhos. Nem imagines como eu fico feliz por ter conseguido te tornar mais feliz aproximando-te mais Dele sem ter "forçado" nada !
Sinto-me melhor, já consigo olhar para as fotos dos meus pais e amigos sem chorar e isso, também é graças a eles. Eles se juntaram todos para me enviar energia, para me fazer saber que eles estavam todos felizes e que gostavam de me ver alegre e quando me sinto um pouco mais triste, esta imagem deles me levanta logo o moral.
Ainda faltam tantos agradecimentos a Ele mas na altura, foram os que me vieram à mente e eu quis os publicar logo porque já chegava o meu tempo de silêncio, tinha saudade da blogosfera !

Quanto à tua publicação, foi uma bela homenagem que deixaste à esta senhora, que eu não conhecia, confesso. As mulheres são generosas, é uma das suas grandes qualidades. Basta pensar como aceitam carregar uma criança na barriga durante 9 meses e todos os inconvenientes que disso muitas vezes resulta.
Vê outra grande senhora ligada a um hospital : aqui.

Muitos beijinhos
Verdinha

Maria disse...

Minha querida Verdinha:
Começo por te dizer que, me sinto muito feliz por te ter de volta.
Deus e o tempo, farão o resto.
Quanto ao hospital da Parede, o Vasco é lá tratado dos problemas da coluna.
Como ele trabalha na Santa Casa, tem facilidades lá. Conhecia vagamente a história desta boa senhora. Vou tentar que, ele me arranje documentação na Santa Casa.
Como eu já disse em algum lugar, as mulheres foram e continuam a ser, cidadãs de 2ª. Gosto de as dar a conhecer.
Tens-me feito imensa falta, amiga.
Quando o tempo estiver mais quentinho, prometo que vou a um concerto do teu grupo. Com o frio, quase não tenho saído de casa.
O Osvaldo postou umas fotos dos Alpes, lindas de morrer e, tive vontade de ir lá. Mas só de pensar, na quantidade de roupa que teria de vestir, desisti.
Como está o Leo e os teus filhos?
2ª feira vou de novo à médica, já com análises e exames feitos. Algum valores estão bastante alterados e estou cheia de microlítios nos rins.
Se Deus quiser, não deve ser nada muito grave.
Abraço grande, minha amiga
Maria

Je Vois La Vie en Vert disse...

Amiga Maria,

Vou responder-te por email.

Beijinhos
Verdinha

DAD disse...

Maria,
Foi com muita emoção que li o comentário feito lá no meu momentos de luar. E ainda eu me queixava... a vida foi dificil mas nada que se parecesse com a tua! És mesmo uma grande, grande senhora pois nunca desististe...
É um exemplo e ainda bem que, apesar de tudo o que se passa, a mulher passou a ter um estatuto muito diferente.
Beijinhos grandes, com muita admiração,

Maria disse...

Dad querida
Creio que já te respondi no Email.
Gosto muito de ser mulher, mãe e avó.
Talvez seja essa a explicação.
E gosto de ter amigas e amigos, como tu que, me dizem coisas tão bonitas que, nem sei se mereço.
Obrigada Dadinha
Beijinho
Maria

DAD disse...

Não imaginas como gostei de te conhecer melhor através da tua postura relativamente às mulheres especiais que conseguiram, com coragem, lutar pelo objectivo dos direitos deveres e oportunidades para as mulheres. Todas as que citaste e muitas mais, merecem certamente o nosso grande respeito e amor pois foi através da sua luta que as mulheres conseguiram a maior parte dos direitos que nos assiste - ou seja ser iguais aos nossos parceiros homens.
A minha mãe sempre nos ensinou isso - igualdade - e graças a ela e a Deus, foi sempre assim que pensei e agi.
Gostei tanto de te conhecer assim com esta frontalidade e coragem do passado e que claro, continua a projectar-se no presente. Tenho pena de não ter os teus contactos pessoais pois concerteza, se convivessemos, iriamos dar-nos muito bem!

Beijinhos grandes, amiga Maria!

O Bicho disse...

Desde que eu conheço este mundo que percebi que são as mulheres que mais contribuem para o progresso do homem.
Mães, Companheiras, Chefes ou Sub-chefes de família, são elas que asseguram a estabilidade e são as primeiras a enfrentar as dificuldades da vida.
Quando sobressaem na primeira linha de uma justa reivindicação dos seus direitos na sociedade, recebem normalmente dessa mesma sociedade a mais acirrada oposição.

O Bicho disse...

Conhecia este histórico episódio da 1ª república, só não sabia quem era, ao certo, a Senhora.
Quanto à República tenho a dizer, por isto, começou muito mal.
E pelo que hoje acontece com o seu mais destacado representante (o sr. Silva) posso dizer que a República vai de mal a pior...

Maria disse...

Bicho, amigo
As mulheres sempre trabalharam sempre muito. De uma forma diferente dos homens mas, trabalharam.
Esta e outras que aqui referi, nos comentários, algumas mulheres do campo (Adelaide Cabete só aos 18 anos, começou a estudar e foi médica e sufragista), foram um dos grandes pilares da 1ª Republica, apenas apoiadas por Magalhães de Lima. Conseguiram muito. Mas a vida das mulheres continua a ser vítima de si mesma e dos preconceitos de educação.
Feminista sou, sem exageros. Custa-me muito ver a maneira como ainda são tratadas algumas delas.
Este assunto dava pano para mangas.
E, sim, tens razão. Isto cada vez está pior.
Beijinhos da
Maia

Zé do Cão disse...

Maria
Uma autentica mulher de armas. Pudera era da Guarda
Republicana
Fiscal
Portão
chuva
napo
roupa
lama
fios
vento, acabou era uma admirável mulher que deve ser respeitado pelo bem que fez e deu à sociedade.
Obrigado, Maria

Maria disse...

Zé amigo
Era uma grande mulher, sim. Teve companheiras tão grandes como ela.
Faz-me um bocado de confusão que, tão poucos a conheçam.
Claro que, tu sabias.
Beijinho
Maria

Green Knight disse...

Maria amiga
Voltando ao seu post,que nos lembra e me dá a conhecer o querer e a coragem de grandes mulheres,
apetece-me dizer:a vida não
pára,cada instante é único, reunindo esforços e coragem se alcançam objectivos.
(Quero acreditar que a humanidade,vai encontrar o rumo certo;mais do que nunca é necessário mudar.)
Abraço.
Mariana