segunda-feira, 14 de maio de 2012

Adeus meu cão, meu companheiro, meu amigo



Primeiro, quero dizer-te, que me deste muitas horas de alegria. Por elas, obrigada.
Segundo, quero que saibas, que cumpri a promessa que te fiz. Estive contigo até ao fim.
Só mais duas palavras, para agradecer ao teu Doutor.
Ajudou-te a viver, enquanto pôde, ajudou-te a dormir, quando não havia mais nada para ti.
Adeus meu cão, meu companheiro, meu amigo.
Foram 14 anos felizes para ti e para nós.
Obrigada filhos e neto, pelo vosso apoio e companhia, até ao fim.
Adeus Nabão. Os donos não vão esquecer-te nunca.
O último beijo da tua
Dona, que tu julgavas tua mãe.
Até um dia destes.
Maria

48 comentários:

Um Jeito Manso disse...

Mary, querida amiga,

Que pena, que tristeza deve estar a ser para si.

Que palavras bonitas e sentidas as suas.

Um beijinho e não digo mais nada porque sei muito bem o que lhe está a custar.

Maria disse...

Amiga:
Não consigo dormir. Estou desfeita.
Estes três últimos dias, foram medonhos.
O beijinho e a compreensão, chegam.
Obrigada Amiga
Mary

Olinda Melo disse...

Querida Maria

Aqui estou a enviar-lhe palavras sinceras de apoio. Foram muitos anos de companhia e durante algum tempo vai sentir muito a sua falta.

Procure descansar, amanhã será outro dia...

Beijinhos

Olinda

Vasco disse...

Adeus, "Cão como nós". Sendo que no fim, ainda te foi dada mais dignidade do que a um Ser Humano. Fizemos o que tinha de ser feito; a única solução que restava. Se eu estivesse no lugar em que ele estava, preferia morrer a estar naquele sofrimento.
Agora, nós, tu, o pai, temos de ter força.

Beijinhos (agora) para os dois.

Maria disse...

Querida Olinda:
Não preguei olho, tenho os olhos inchados de chorar, eu que pensava já não ter lágrimas.
A casa está vazia, grande demais, só para nós dois.
Os filhos e o neto, acompanharam-nos até ao fim.
Mais um ciclo da minha vida se fecha e, claro, vou aguentar.
Obrigada pelo seu carinho.
Beijinho
Maria

Maria disse...

Meu Filho:
O nosso canito foi dormir.
É claro que foi melhor para ele.
Seria egoísmo nosso, querer prendê-lo.
Agora, é aguentar a falta dele e continuar a viver.
Ainda o vejo e sinto, por toda a casa.
Até logo, filho.
Beijinhos
Mãe

Anequim disse...

Agora têm é que pensar que ele teve uma vidinha bem grande e muito boa. Não podia ter tido melhor tratamento, família, amigos, comidinha nem mais mimos.
Teve uma sorte que muito poucos canitos podem ter.
bjs
João

Maria disse...

Filho Anequim:
É isso que tento pensar, mas dói.
Vou lembrar sempre, aqueles olhinhos redondinhos, da cor dos meus.
Foi muito bom ter ontem a vossa companhia.
Beijinhos para os três da mãe e avó
Maga

Anónimo disse...

Mary:
sinto muito pelo momento que está a viver. Venho dizer-lhe que a coragem inconsciente que temos é muito forte.

Beijinho amigo
Corajosa Mary
Leanor formosa e segura

Maria disse...

Leonor, minha amiga:
Não foi coragem, foi amor mesmo.
Criei-o desde um mês de idade. Acho que ele pensava, que eu era mãe dele.
Morreu nos meus braços, como sempre lhe prometi.
O médico foi impecável. De uma delicadeza extrema.
Ele deixou de sofrer. Eu, terei que me aguentar.
Obrigada pelas suas palavras tão queridas e sensatas.
Beijinhos
Mary

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Mariazinhamiga

Numa altura como esta tens de recuperar e renascer para a vida do dia-a-dia. O teu Nabão (que de tanto te ouvir falar sobre ele também já era meu, ou mesmo, nosso) descansou de vez. Mas depois de ter tido uma vida de príncipe, nunca de cão.

As perdas de quem quer que nos pertença, familiares, amigos, animais de estimação e de companhia são difíceis de suportar, são duras.

Mas, hoje também é dia, e amanhã, e depois de amanhã. De vida

3abçs, bjs da Raquel e qjs para tu

PS - Não te chateies: agora, na quarta-feira podes ir espairecer as mágoas na SLP, aturando-me. Eu prometo que te aturo...

Maria disse...

Henriquamigo:
Foi quase perder uma pessoa chegada.
Teve que ser. Gostava, gosto, demais dele, para o ver sofrer. Desde 5ª feira, não tirava os olhos de mim, como se me estivesse a lembrar a promessa de estar com ele, até ao fim. Depois da 1ª injecção, encostou-se aos meus braços, que o seguravam, olhou-me muito meigo e foi adormecendo de mansinho, até o coração parar. O médico foi impecável, de uma sensibilidade a toda a prova.
Agora, sinto a falta dele, procuro-o por toda a casa, mas não me arrependo do que fiz. Dói, dói muito.
A vossa amizade e as palavras que têm escrito, têm-me ajudado muito.
Vai levar tempo a passar, mas passará. A vida já me deu tanta porrada, que sei como é.
Não quero esquecê-lo, mas queria que me doesse tanto.
Obrigada meu querido amigo. Um destes dias, volto.
Abraços dos homens e beijinhos para os dois da
Mariamiga

Anónimo disse...

Vim parar a este blog da mesma maneira que vamos parar a muitos, sem saber como. Mas vim. E leio logo esta sua despedida ao seu querido cãozinho.
Eu que nada sei de si, nem do seu blog, nem do seu amigo, chorei, chorei e chorei. Eu também tenho um cãozinho de 4 anos que é o meu "bebé" e sofro muito por antecipação e tenho muito medo de um dia o vir a perder.
Não sei o que dizer numa situação destas, desculpe.
Intrometi-me na sua história sem ser convidada e nem sei que dizer para a reconfortar.
Ouvi dizer que para esquecer(atenuar a lembrança) um grande amor só outro grande amor... ajuda?
Isabel

Maria disse...

Isabel amiga:
Foram 14 anos de alegria, de companheirismo, de um amor mútuo. Adorávamos-lo e ele a nós.
A casa ficou vazia. Passamos a vida a ver onde ele está.
Foi muito saudável há um ano. A partir daí, tudo lhe chegou. Começou a perder qualidade de vida. Deixou de andar, ficou com doenças várias.
A semana passada, tudo se precipitou.
Um edema num pulmão e engasgamentos sucessivos, foram o sinal do fim. Esteve nos meus braços,até ao fim.
Veio para cá bebé, foi tratado como uma pessoa. Como o cão de Manuel Alegre, foi um "Cão como nós".
Isabel, agora já sabe, quem foi o Nabão. Deixou a casa vazia, mas nenhum vai ocupar o lugar dele.
Obrigada, minha amiga.
Maria

Olinda Melo disse...

Maria, querida amiga

Venho desejar-lhe uma boa noite, com resignação e a certeza de que o seu cãozinho teve o melhor, em atenção e amor.

Beijinhos e dias cheios de Sol. As melhoras ao seu marido. Dias difíceis, não é?

Olinda

Maria disse...

Querida Olinda:
O meu cãozinho, foi muito amimado. Foi muito feliz e fez-nos muito felizes.
Esta noite, como não consegui dormir, estive a reler o "Cão como nós". Tem muita coisa, que me faz lembrar o meu. Acho que ele se achava pessoa e nós também assim o considerámos. Por isso, não quero mais nenhum. Os dos meus filhos, chegam para brincar.
Vou tentar dormir. Ainda o sinto pela casa toda.
Obrigada pela sua ternura.
Beijinhos, querida.
Maria

elvira carvalho disse...

É sempre muito doloroso a separação de um amigo, seja ele qual fôr. 14 anos de convivência diária é toda uma vida, por isso será ainda mais dolorosa a separação. Gostaria de saber dizer alguma coisa que servisse de consolo, mas nunca fui boa nessa matéria.
Deixo um abraço

Maria disse...

Querida Elvirinha:
Já disse tudo, minha amiga. Todas as separações são dolorosas. Vai doer, por muito tempo. Ainda não consegui aceitar e tentar meter a vida nos eixos.
Nem tenho ido visitar os meus amigos, não consigo ler, nem com a casa me tenho preocupado.
Hoje, vou tentar, entrar na vida de sempre. Não sei se consigo, mas tentarei.
Beijinhos, querida
Maria

Alva disse...

Maria,

Sempre achei que existem momentos onde as palavras são inúteis (pensando em Amália...). São inúteis quando morre um amigo e companheiro de 14 anos. Os sentimentos, os gestos, o carinho, têm sempre muito mais significado.

Um beijinho...
Silencionso, sereno, suave....
Da tua Pequenina

"Acho inúteis as palavras"
Acho inúteis as palavras
Quando o silêncio é maior
Acho inúteis as palavras
Quando o silêncio é maior
(...)

Amália Rodrigues

Maria disse...

Minha Pequenina:
Tens razão, as palavras nada dizem. A ternura que todos têm tido comigo, essa é que conta.
Ainda o sinto tão perto, que quase não acredito no que aconteceu.
Obrigada pelos beijinhos e pelos versos.
Gosto muito de ti, minha amiguinha.
Beijinhos
Maria

Kim disse...

Oh Ma Petite Marie!
Como eu lamento a perda de tão fiel amigo!
Sei bem o que sentias pelo Nabão pois ele estava sempre presente nas tuas conversas.
Valeu o amor que te deu e a companhia que te fez durante o seu breve reinado.
Um beijinho minha querida

José Rodrigues Dias disse...

Caríssima Maria:

Para o indizível da alma não há palavras.
Só o silêncio de olhar longe...

E a nora viva roda...

J. Rodrigues Dias

Maria disse...

Kim, meu amigo:
O nosso trio: Dono, Dona, Cão como nós, desfez-se. Isto, contando apenas com os de casa.
Teve ao lado dele até ao fim, além de nós, o Corvo, os meus meninos de Sesimbra, filhos e neto. O Corvo passou os dois últimos dias cá.
O Veterinário, foi aquilo que muitos médicos de gente, não são. Pôs-lo a dormir. Adormeceu nos meus braços, como lhe tinha prometido.
Ainda o oiço, ainda o sinto. Dói muito.
Os testemunhos de ternura e amizade, que aqui tenho recebido, têm ajudado muito.
Obrigada e beijinhos
Petite Marie

Maria disse...

Meu amigo Poeta:
Não calcula, o que representou para mim, o seu belo poema e agora as suas palavras.
A nora vai virar roda, de novo.
Posso pôr aqui o seu poema?
Um abraço grande, meu amigo
Maria

José Rodrigues Dias disse...

Caríssima Maria:

Sim, pode aqui partilhar o poema. Será uma honra para mim.

Um abraço de alguém que também já chorou por cães,

J. Rodrigues Dias

PS: É homem quem diz que um homem não chora?

Maria disse...

Querido amigo:
Para mim, Homem que é Homem, chora, sim.
Aqui está o lindo poema, que o meu grande amigo, Professor José Rodrigues Dias, o meu Poeta, escreveu.

E a nora viva roda …

Roda viva a nora.
Enche-se vazio o alcatruz em baixo
Na penumbra do dia adormecido
Em quase quietude
Vigilante.

Vem do fundo da noite
A luz
Num alcatruz de água fresca
Que subindo cheio
Liberta a manhã,
Guia o homem
E refresca o dia …

Roda viva a nora,
Sempre a nora viva roda …

José Rodrigues Dias, 2012-05-15

Neste momento, os alcatruzes estão cheios de lágrimas até acima.
Obrigada, mais uma vez, meu Poeta.
Um abraço grande da
Maria

Emília Pinto e Hermínia Lopes disse...

Sei o que é isso Maria. A minha nora tinha um cachorrinho que criou desde que ele nasceu, dando-lhe biberão, pois era muito fraquinho. Já estava muito velhinho agora e se foi. Doeu-lhe muito também. Os bichos às vezes são mais companheiros que os humanos e muita gente esquece-se que devem ser tratados com a dignidade que eles têm para connosco. Um beijinho muito especial, Maria e espero que recuperes da melhor maneira possível. Sei que não vai ser fácil, pois na nossa idade já não há o barulhos das crianças pela casa e por isso durante muito tempo vais senti-lo por aí. Mas tem que passar e vai passar; tudo passa e, infelizmente tudo se vai também. Chegou a hora dele...um dia chegará a nossa, amiga! Beijinhos carinhosos
Emília

Maria disse...

Querida Emília:
O sofrimento dele terminou. O meu, não passará tão cedo.
Na noite que ele adormeceu para sempre, não consegui dormir, estive a reler o livro do Manuel Alegre, "Cão como nós". A história do meu, é muito semelhante à do dele.
Teve tudo, até a sorte de arranjar um Veterinário, a quem chamo, o São Francisco de Odivelas. Até ele, tinha lágrimas nos olhos, quando o nosso amigo partiu.
Nunca o vou esquecer, mas não quero mais nenhum. Dói muito.
Fico com as lembranças boas dele, pequenino e maroto, cão adulto e meigo, velhinho e doente, mas feliz, quando nos tinha ao pé.
Obrigada pela tua ternura, amiga.
Abraaaaaaaaaaço
Maria

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Minha irmãzinha querida. Só soube, porque você me alertou. Tenho saído pouco, a "arruar"...mas aqui estou, e preste atenção no que vou dizer:
Há dois anos, passei pelo mesmo que você passa agora: foi-se o meu galgo querido, o Billy, que adotei com 40 dias de vida...
Viveu 12 anos, teve muito amor, de todos de casa. Até uma lápide fiz, para colocar em sua última morada, no Cemitério de cães e gatos.
Mas é sempre assim, esses queridos filhos (pois são!) vivem tão pouco!
Portanto, só nos resta a conformação.
Agora tenho duas gatas: a Rouquinha e a a Sementinha (apanhadas da rua, pelo meu filho,que é Médico Veterinário-quase!). Sei que as terei por mais uns 8 anos, mais ou menos.
Assim, já me preparo, para não sofrer tanto...
Mais: no memento, são minhas companheiras, desde que o pai (meu marido) "seguiu" o Billy...rsrs.
Meu filho e nora, estudam em outra cidade, 300km distante. Estou só, junto às gatinhas, num apto. imenso...
Repouse e se alimente bem, mana. Fica a saudade, mas temos que nos cuidar, para os filhos, para a família, por nós mesmas, enfim.

Amada irmã, espero que já esteja melhor e fique melhor ainda, com ânimo, para a vida que é tão bela e pelo muito que você ainda tem a oferecer aos seus entes queridos.

Beijinhos, "aquele abraço", bem fraternal, que vem lá do coração.
Um até, da mana brasileira,
Lúcia

Anónimo disse...

Mary, bela e suave gaivota,

Venho saber de si.
Ultimamente, não a tenho visto a passear pelo teclado, e tenho sentido a falta das suas palavras espirituosas e bem humoradas.

deixo um beijinho com desejos de rápida recuperação.

Leanor formosa e segura

Olinda Melo disse...

Queridíssima Maria

Bom dia, bom dia, bom dia!

Está um dia de Sol, com uma aragem suave, o céu azul, com algumas pequenas nuvens brancas. As flores silvestres, com as suas cores, fazem o dia mais lindo ainda, a esta hora da manhã. A Natureza conspira a nosso favor... :)

Como vai esse coraçãozinho magoado? Ainda é cedo, doem as saudades e as recordações. A pouco e pouco as coisas seguirão o seu curso, ficando depois uma enorme saudade. É fácil de dizer aqui deste lado, não é? Mas, pronto, é para a fazer sentir-se melhor... :)

Maria, muito obrigada pelas visitas ao Xaile e pelos comentários que me tem deixado, nesta 'minha' Semana da Lusofonia. :)

Desejo que o seu marido já esteja melhor das costas. Isso vai devagarinho. No princípio do ano dei um mau jeito no ginásio e pensei que nunca mais iria endireitar-me.

Muitos beijinhos

Olinda



Como está esse coraçãozinho

Maria disse...

Querida Lucinha:
Suas doces palavras, vindas de tão longe, fizeram-me bem.
A tristeza tomou conta de mim, desde que meu amiguinho foi embora.
Quando eu chorava, ele lambia a minha cara e gania. Agora, as lágrimas correm e, ele não está aqui. A casa parece vazia, ou cheia de recordações dele. Nada de objectos dele, que os meus filhos levaram, para os canitos deles. Mas parece-me sentir as patinhas dele no soalho, ouço o respirar fundo e cansado, dos últimos dias. Não consigo conformar-me.
Todos aqui, têm sido uns amores, comigo. Isso tem ajudado.
Obrigada, irmãzinha.
Beijo grande
Maria

Maria disse...

Doce Leanor:
Estou ainda muito dorida. A falta do meu companheiro de 4 patas, dói.
Vou ver se começo a reagir.
Mal tenho saído de casa.
Mas vou voltar aos passeios pelas teclas, a visitar os amigos do costume.
Beijinho querida Obrigada
Mary

Maria disse...

Querida Olinda:
A dor continua cá, sim. Nunca pensei que fosse tão funda. Vejo-o e ouço-o, por todo o lado.
O meu marido está quase bom. Depois, vamos sair mais, respirar, fugir desta casa, ainda tão cheia do meu Nabão.
Não foi o 1º que perdi. Ainda era solteira, o meu pai deu-me um, que eu adorava e me adorava. Morreu na véspera da minha filha nascer. Foi muito triste e não quis mais nenhum. Durante trinta e tal anos, cumpri o que dissera. Há 14 anos, na feira da "Boca do Inferno", senti uma bolinha de pelo castanho, roçar-me as pernas. Peguei-lhe ao colo, ele aninhou-se. A senhora perguntou se eu o queria. Foi esta a história da nossa vida em comum. 14 anos de ternura, brincadeiras, alguns disparates. Agora, acabou. Tenho que reaprender a viver sem ele. Eu e o dono, que felizmente está melhor das costas, mas com o coração tão magoado, como eu. Parecemos dois tolinhos, à procura do nosso amiguinho.
Tem que passar, mas vai levar tempo.
Obrigada, querida Olinda.
Beijinhos
Maria

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Vim lhe trazer, meu abraço apertado, de irmã que não quer sabê-la triste.
Reaja, procure se distrair, arejar a "cuca" com pensamentos alegres, junto aos filhotes, ao amado, aos amigos.

Bom domingo, amiga...
Um xêro, bem brasileiro,
da mana Lúcia

Maria disse...

Lucinha, irmã:
Leva tempo. Tenho que me habituar a viver, sem ter o meu canito sempre ao lado. Para onde quer que olhe, vejo os olhos dele, fitarem os meus, cheios de amor.
Com algum tempo, tudo entrará no devido lugar.
Tenho sempre muita dificuldade, em aceitar os desgostos. Preciso de sofrer. Um dia acordo, encontro o meu sorriso de volta e, a saudade será só saudade, não mais dor.
Beijinho e obrigada pela sua ternura
Maria

Zé do Cão disse...

Maria

Compreendo perfeitamente a dor pela perda de quem te foi fiel toda a vida.




Beijo

Maria disse...

Zé amigo:
Não foi só fiel. Foi amigo, companheiro, lambeu-me muitas lágrimas de dor, quando morreram meu pai e minha sogra, quando o meu querido irmão esteve muito doente, quando morreu o Moa.
Ele chorava comigo, fazia-me festas, gania baixinho. Agora que o perdi, que as lágrimas teimam em correr ainda, já cá não está, para me consolar.
Morreu feliz, nos braços que o embalaram desde pequenino. Teve amor até ao fim. Aqueles de quem mais gostava, estiveram com ele, até o Doutor, tinha uma lágrima nos olhos. Fez tudo o que pode. Estava velhinho e com muitas complicações. Descansou. Faz hoje oito dias e ainda o sinto.
Logo que tenha coragem, volto.
Beijinhos para ti e para a Dona, da
Maria

Olinda Melo disse...

Querida Maria

O domingo já vai quase no fim, neste dia instável que já me obrigou a envergar uma camisola mais quentinha.

Só hoje li o belo poema do seu amigo e que partilhou aqui connosco. Gostei muito. Obrigada.

Desejo que o seu fim de semana tenha sido o melhor possível, ao lado dos seus, com amor e carinho.

Beijinhos

Olinda

Maria disse...

Olinda:
O tempo está péssimo. Frio, cinzento, triste.
Ontem ainda fui a Cascais, pois era o aniversário da minha sogra e vou sempre ao cemitério por-lhe flores. Apanhei uma chuvada de todo o tamanho.
Hoje, estou com arrepios e uma vontade enorme de me deitar.
Este tempo não ajuda nada, nem física, nem moralmente.
O meu Poeta, tem poemas lindos.
Beijinhos
Maria

Maria Rodrigues disse...

Minha amiga os nossos animais fazem parte integrante da familia e a sua partida deixa sempre um vazio imenso, lamento do coração a sua perda.
Descanse e tente aliviar a sua dor nas boas recordações que ele deixou.
Beijinhos
Maria

Maria disse...

Olá Maria:
Ontem já fez oito dias, que ele partiu. Estou ainda a reabituar-me a viver sem ele.
Foram 14 anos de vida, sempre juntos.
Acho que ele nunca se sentiu cão. Deu-nos amor, ternura, entretimento. Por troca, teve tudo o que precisava.
Faz-me muita falta. Procuro-o por todo o lado. Vai ser difícil, mas tem de ser.
Obrigada e beijinhos
Maria

Anónimo disse...

Olá Amiga Maria!
Ao passar por aqui hoje, tomo comhecimento da sua perda.Entendo e compartilho o vosso sofrimento.Um ser que partilha o nosso espaço que nos dá tanto de bom, por quem nós criamos laços profundos de "vários" sentimentos;A sua falta é muito dolorosa.
"A Maria diz!Para onde quer que olhe vejo os olhos dele fitarem os meus".(Como eu sei o que isso é)!Perdi a minha Béky já á algum tempo e ainda hoje choro por Ela.(Foi o Ser que mais me amou.Brincam e afagam,são amor incondicional.
È difícil!Só o tempo vai atenuar;para ficarem boas recordações.
(Os seres humanos que gostamos,também partem)!
Beijocas e abraços grandes.
Dos amigos,Mariana e Zé Romano

Maria disse...

Amigos Mariana e Zé:
Já passaram oito dias e, parece que a dor não nos larga. Os laços que levaram 14 anos a nascer, não se desatam com facilidade. Continuamos a ouvi-lo e a vê-lo a todo o momento.
Quando estávamos tristes, ele sabia. Olhava para nós, com aqueles olhos grandes e redondos, cheios de ternura, gania e lambia-me as lágrimas. Agora que correm por ele, já não as pode secar.
Isto tem de passar, mas estamos muito em baixo.
Obrigada, meus amigos Mariana e Zé.
Beijinhos da
Maria

Verdinha disse...

Oh minha querida,

Lamento não ter vindo mais cedo para te dar o meu apoio nesta tua tristeza de ver partir o teu amigo fiel.
Sei que não deve ter sido fácil tomar esta decisão e este momento pelo qual passaste.
Imagino como deve ser difícil viver sem a presença do teu Nabão e que vais continuar a procurá-lo durante um tempo. Os cães são animais de estimação que se tornam quase família e não estou nada admirada que ainda choras a perda dele.
Estavas tão bem, tão feliz por teres deixado de fumar, por te sentir melhor e veio este grande desgosto !
Força, minha querida !
Naquele programa da televisão, a senhora inglesa dizia que podia-se reencontrar os animais no mundo espirituais. Resta-te esta consolação.
Muitos beijinhos amigos da
Verdinha

Maria disse...

Minha querida Verdinha:
Dói-me muito a falta do meu amiguinho. Se tu visses, os olhos dele, nos 3 últimos dias! Olhavam para mim, parecendo pedir o cumprimento da promessa, que lhe fiz, há 14 anos, quando o adoptei: Serás feliz até ao fim. Teve amor, ternura, alimento, abrigo, tudo. Até o melhor doutor do mundo. Devia ensinar muitos médicos de gente. Teve à volta todos os que amou e o amaram. Adormeceu para sempre, ao meu colo, nos braços que o acolheram desde pequenino. Faz-me muita falta. Ainda o procuro.
Ele está em paz. Eu fiz o melhor para ele, mas continuo a sofrer.
Um dia acordo, a dor transformou-se em saudades, a mágoa transformou-se em recordação das brincadeiras dele.
O tempo ajuda muito. Eu sou forte.
Obrigada pelas tuas palavras amigas.
Abraço grande
Maria.

Ps- Se conseguires falar com a Dad e a Laura, diz-lhes que algo continua mal com os blogues delas e o do André. Ás vezes aparecem, outras têm aviso de vírus.
Já mandei mails para as duas, mas não tive resposta.
M.

Je Vois La Vie en Vert disse...

Amiga Maria,

Entendo como deves sofrer. Qualquer perda para sempre é dolorosa. resta-te a saudade. Vou enviar-te um belo PPS sobre ela.
Lembro-me de ter visto o teu aviso à Laura. Ela pediu-me ajuda e não reparei nada de anormal no blog dela nem no blog do Moa.
A Laurinha, coitadinha, está bem ocupada com a mãe em casa. Ela tem que fazer tudo para ela, a mãe quase não sai da cama. Estive com ela há 1 mês. Entretanto, a Laurinha caiu, magoou-se e depois disso ainda foi operada ao dedo , uma operação já prevista.
Transmitir-lhe-ei a tua mensagem.
Quanto à Dad, eis o link do seu blog : aqui

Agora vou ver a tua resposta ao meu outro comentário...

Beijinhos
Verdinha

Anónimo disse...

Maria já lhe contei a minha história lá no blog da jeitinho. Passei pelo mesmo em Dezembro, é uma tristeza enorme eu entendo o que está a passar e dedico-lhe todo o meu carinho.
Beijinho
Ana