quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A Senhora da Lanterna

Florence Nigtingale, nasceu em Florença em 1820, filha de boa família inglesa. Moça e bonita não se conformou com o papel que a família e a época, lhe tinham traçado: Esposa e mãe. Ela queria mais e, por isso arrostando com a ira dos familiares, tornou-se enfermeira.Num tempo em que esse papel cabia a cozinheiras, prostitutas e mulheres de extracto social baixo, Florence, a jovem Florence, começou a visitar hospitais e ficava horrorizada com a maneira como eram tratados os indigentes que, tinham o azar de ir parar a esses antros. Conseguiu que Charles Villiers, presidente do “Poor Law Board (Comité de lei para os pobres a ajudasse a reformar as Leis dos Pobres, que deu a estes mais cuidados.Em 1846, Flrence visitou Kaiserwerth, um hospital pioneiro e dirigido por uma ordem de freiras católicas na Alemanha, ficando muito impressionada pela qualidade do tratamento de médicos e religiosas, o que a levou a tentar implementar as mesmas práticas em Inglaterra.Em outubro de 1854, parte com 38 voluntárias treinadas por ela para os Campos de Scurit, na Turquia Otomana.Quando voltou a Inglaterra em 1857 e, de acordo com documentos da época, ela era a grande heroína da Guerra da Crimeia.Foi aí que ganhou o nome de “Senhora da lanterna”. Os feridos esperavam as suas visitas nocturnas com ansiedade. Quando viam a luzinha ao longe, sabiam que logo iriam receber lenitivo para as dores e para a alma. Uma mão fresca pousaria nas testas febris, uma palavra terna acalmava-os.Infelizmente, voltou da Crimeia, diminuída fisicamente, após uma Febre tifóide.Nem isso parou Florence. Continuou a formar enfermeiras, a tentar melhorar as condições de tratamento dos doentes internados nos hospitais.Em 1883, recebeu a Cruz Vermelha Real, concedida pela Rainha Victória e, em 1907 tornou-se a primeira mulher a receber a Ordem de Mérito.Morreu aos 90 anos, deixando uma vida cheia de exemplos.Esta é a história da Senhora da Lanterna.Florence Nigtingale, uma das minhas heroínas.

Até um dia destes.

13 comentários:

Alva disse...

Olá Maria

Não conhecia a história de Florence Nigtingale mas é, sem dúvida, uma história de uma heroína.
Sabes... gosto imenso destas histórias de pessoas que enfrentaram a família e os valores da sociedade da época em virtude daquilo em que acreditavam/pensavam, da sua vocação profissional ou mesmo da sua forma de estar/encarar a vida.
Dão-me força para defender as minhas opiniões tendo em conta que posso não ser aceite da melhor forma...

Todas as escolhas que faço têm consequências (boas ou más) e definem-me um caminho. Tantas vezes onde escolhas que fiz não foram bem vistas mas acabaram por conduzir-me a bom caminho ao contrário daqueles que me criticaram...

"Deus escreve direito por linhas tortas" - Ando com esse provérbio em mente. Acredito que a sabedoria popular é mestra. =)

Beijinhos grandes,
Da tua Pequenina

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Mariamiga

Escolha excelente. Personagem óptima. Sempre tive a Florence Nigtingale no rol das minhas heroínas. E continuo a pensar que é émula de Teresa de Calcutá (não sei bem porque em Roma se esforçam para que seja santa no «céu», porque era mesmo na terra), de Helen Keller, de Marie Curie e de umas quantas mais, sem esquecer a Ana Magnani, a Rosa Mota,a Ana Castro Osório e a Maria Helena Vieira da Silva.

E por aqui me fico. Ganda ideia, bué da fixe.

3abçs e qjs frescos dos Açores com morcela assada.

Maria disse...

Pequenina
Há mulheres que são uma fonte de inspiração de vida. Esta é, juntamente com Maria Curie, Madre Teresa e outras estrangeiras, algumas portuguesas, umas conhecidas, outras anónimas, um exemplo disso.
Gosto de conhecê-las. Elas são exemplos a seguir.
Deves lutar por aquilo que desejas. A vida não nos dá tudo de bandeja e, a luta das mulheres é muito difícil, ainda.
A algumas devemos o facto de hoje termos mais direitos, do que já tivemos. Elas abriram uma nesga na porta que, tu e outras Pequeninas, terão de abrir toda.
Se isso acontecer, terão o mundo nas mãos.
Continua a lutar pelo que queres, seja o que for. Mas não te esqueças que por vezes,temos de fazer escolhas. Isso é o mais difícil. Para mim, foi. Tive dois caminhos que, me chamavam e, ainda hoje não sei se escolhi o certo. Sinto-me realizada mas, tenho a sensação que me falta qualquer coisa.
Um dia falaremos sobre isso.
Beijinhos, minha Pequenina, da tua
Maria

Maria disse...

Henriquamigo
Sabes como os teus comentários são importantes para mim.
Escolhi esta, como podia ter escolhido uma das outras.
Como mulher, admiro aquelas que, tiveram a coragem de lutar pelas suas ideias e sentimentos. Algumas, num tempo em que isso era uma aberração.
Como disse à Pequenina, houve um tempo, em que tive de escolher entre dois caminhos. Tive sorte na escolha, mas às vezes, só às vezes, ainda penso no caminho que rejeitei.
Talvez tivesse conseguido seguir os dois. Mas entrego-me demais ao que me meto a fazer e, isso tornaria a minha vida complicada.
Abrçs dos homens, beijinhos para a Raquel e um queijo da Serra bem curado, para tu
Maria

Corvo disse...

Grande Senhora que aqui descreves que, pelos vistos, dedicou toda a sua vida a ajudar os outros.
Merecia ser beatificada.
Gostei muito deste post.

Beijinhos.

Corvo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria disse...

Corvo
Não blasfemes! Misturar a Lili? Essa não lembra nem ao AF.
A Senhora da lanterna foi muito parecida, pelos actos e atitudes, com a Madre Teresa. Duas grandes mulheres!
Ana de Castro Osório foi com Carolina Beatriz Ângelo e, mais algumas, das primeiras sufragistas. Marie Curie e Helen Keller, creio não ser precisas que te diga quem fora. Ana Magnani foi uma grande artista de cinema. Rosa Mota foi uma heroína à sua maneira.
Amanhã falamos.
Beijinho
Mãe

Kim disse...

Desde há muito que admiro este anjo branco.
Acho que merecia mais protagonismo do que aquele que lhe foi dado.
Está de facto na senda da Madre Teresa onde os valores humanos se sobrepoem as económicos.
Beijinhos Petite Marie

Maria disse...

Amigo Kim
A minha Florence era uma mulher de excepção. Num tempo de mulheres passivas, ela foi o furacão que, abriu os olhos a muitas mulheres para um mundo que lhes era proibido. Houve e há mulheres assim.
Sem abdicar do seu lado feminino, lutaram por uma causa que as motivou.
Algumas estão esquecidas, por isso, irei de vez em quando, lembrar o seu papel na História do Mundo.
Beijinho
Maria

Laura disse...

Oláááá, já li livros sobre ela, e na verdade foi uma reviravolta no mundo da enfermagem, mas, tinha de acontecer, senão ainda hoje andávamos mal nos Hospitais...

Gostei de mais uma vez, ler sobre ela.
beijinhos da flor de linho!

Maria disse...

Olá minha Flor de Linho fugitiva.
Julguei que estavas zangada comigo.
Gosto e admiro muito esta Mulher.
Como estás? Feliz, espero.
Beijinhos
Maria

Je Vois La Vie en Vert disse...

A senhora da lanterna continua com a sua luz porque tornou-se uma estrela no céu.
Beijinhos, amiga Maria !
Verdinha

Maria disse...

Verdinha amiga
A lanterninha dela iluminou tantas almas em sofrimento que, ficará sempre a brilhar para quem sabe bem, a sua história.
Logo escrevo.
Abraço grande
Maria