sexta-feira, 26 de junho de 2009

Anta, Cromeleque e um calor!...


Um dos dias passados no Alentejo foi inteiramente dedicado à arqueologia. É um assunto que interessa ao meu marido e, por sua influência, me agrada também. Saímos bem cedo do hotel, pois o calor já se adivinhava e os campos do Alentejo são quase África.
Munidos de mapas, máquina fotográfica, o meu bloco de notas, uma caneta e água, metemos rodas ao caminho. Rumámos à Anta grande do Zambujeiro, parámos o carro a uns 300 metros, fomos o resto do caminho a pé e, lá estava ela enorme, pedras grandes e pesadas, escorada em alguns pontos. É majestosa de verdade. Parece que é a mais alta do mundo, tem grandes esteios de granito, alguns com 6 metros de altura. Esta, foi monumento funerário colectivo e tem menos de 6 mil anos, pertencendo portanto, ao período final do Neolítico.
Depois de coscuvilhar toda a Anta, voltámos para o carro, para seguir para o Cromeleque dos Almendres. Aí, começou a aventura. Seguimos as setas que indicavam o caminho para lá e para o Castelo de Dom Rodrigo. Pronto. A Maria viu o nome de um castelo e já não pensou mais. Era ali. Deixámos o carro mais ou menos à sombra e vá de palmilhar quilómetros atrás de quilómetros para encontrar o castelo, o recinto megalítico, o Menir. Depois de uma caminhada de mais de três quilómetros a subir, sem ver castelo, nem cromeleque, nada a não ser o sol que escaldava, algumas árvores, lagartixas, nada neolíticas, resolvemos voltar ao carro. Eu já estava vermelha do sol, já via luzinhas à frente dos olhos e estávamos estafados e furiosos. Andámos um pouco para trás e lá estava o caminho para os Almendres. Estrada mázinha, mas chegava mesmo ao recinto. Sendo o maior monumento megalítico da Península, tem a provecta idade de cerca de 7 mil anos, pertencendo assim ao principio do período Neolítico.
Pensa-se que a sua forma original se assemelhava à forma de uma ferradura com abertura a nascente. Posteriormente sofreu modificações, quer nos tempos antigos, quer por alguns actos de vandalismo. Tem cerca de uma centena de monólitos, alguns dos quais com inscrições e desenhos esculpidos.
Ao que parece, a escolha dos locais onde foram erigidos, tem a ver com a estrutura da paisagem, os rios, mas também com fenómenos astronómicos relacionados com o Sol e a Lua.
Já não houve tempo, nem pernas, para encontrar o Menir. Fica para a próxima.
O sol já ia muito alto, as pernas queixavam-se, o estômago também.
Ainda tentámos ir ao Escoural, mas como é costume estava fechado. Parece que se tem que marcar a visita.
Almoçamos e fomos para o Hotel descansar e esperar que o calor passasse. À noitinha fomos ao centro de Évora, à Praça do Geraldo, estivemos por ali um bocadinho e fomos dormir, que no outro dia havia mais Alentejo para ver.
Bom fim de semana para todos.
Até um dia destes.

22 comentários:

Kim disse...

E para resistir ao calor do Alentejo só um menir do Neolitico.
Também eu sou um apaixonado por arqueologia. Os meus filhos dizem que eu gosto de pedras porque nasci atrás duma pedra. Mas gosto sobretudo das pedras que falam. E em todo o Portugal há-as aos montes.
A umas percebo-as lindamente. A outras nem tanto já que o seu múrmurio me parece o lamento duma moira encantada.
O Alentejo está cada vez mais lindo. Estive lá há poucas semanas e nem queria acreditar.
Verde, verde, verde!
Beijinhos Petite Marie

Maria disse...

Kim:
Também gosto de falar com as pedras.
O meu pai ensinou-me uma coisa muito gira. Cada canteiro tinha uma marca ou sigla. Era a sua assinatura. Tinhamos folhas com elas desenhadas e quando iamos a um qualquer monumento, passávamos horas, a tentar encontrar siglas conhecidas. Encontrávamos sempre algumas. Ficávamos a saber que naquele momumento tinha trabalhado o mesmo canteiro, que tinhamos visto antes. Depois ele explicava-me tudo o que sabia sobre o monumento, a razão pelo qual tinha sido feito etc.
Era instrutivo e divertido.
O Alentejo é muito lindo. Ainda guarda uma grande pureza. Quando posso, passo lá uns dias. Aquela paz das grandes planicies dá-me uma grande paz.
Beijinhos

Laura disse...

Maria, não li tudo, agora não dá, mais logo venho ler, pois gosto de elr tudinho..Beijinhos.

Laura disse...

só comecei a ler e, ontem é que me fartei de falar cas pedras, as pedras mudas mas que falam através do sentir, do Mosteiro de Santa Clara...Xi, Maria, nem imaginas o que elas me disseram... ou eu inventei, como sempre..Beijinho meu.

Maria disse...

Laurinha:
As pedras falam a língua delas. Nós traduzimos como queremos. Mas aquelas podiam contar-te todo o sofrimento da Raínha Santa, todo o drama de Inês, passado ali ao lado.
Logo falamos mais, porque agora, tenho "problemas Logísticos" (como agora se diz) para resolver.
Beijinhos

O Bicho disse...

Maria, eu já percorri esses caminhos várias vezes e gosto sempre de rever as "pedras", talvez para verificar se não mudaram, desde a última vez que as vi - é que, por vezes o homem moderno consegue estragar, em pouco tempo, monumentos que resistiram à passagem de milhares de anos.
Sou um apaixonado de Évora e conheço bem os arredores e sei que tem alguns caminhos muito difíceis e percursos mal assinalados para o Castelo e/ou os diversos Megalitos.
Para todos eles há bons caminhos alternativos, mesmo de automóvel.
Mas, continua a viagem porque esse Alentejo vale a pena!!

Maria disse...

Bicho:
É verdade que por ignorância ou simples vandalimo, o homem moderno estraga em segundos, coisas com milhares ou milhões de anos.
A Citânia de Briteiros, próxima de Guimarães, é um exemplo disso. Foram encontradas pedras que lhe pertenciam, em muros e outras construções. Só há relativamente poucos anos, descobriram o interesse daquilo que parecia um amontoado de pedras sem significado.
O Alentejo é uma das minhas paixões.
Desta vez foram 5 dias, quem sabe para a próxima, serão mais. Já o ano passado lá tinha estado uns dias: Moura, Monsaraz, Alqueva, minas de São Domingos. Este ano fizemos base em Évora, fomos a Montemor, Redondo, Campo Maior, Estremoz, Elvas, Vila Viçosa e mais algumas. Eu sou muito miudinha a ver as coisas. Gosto de pormenores, de Museus arqueológicos, de Igrejas, de ruas e vielas. Em Évora perco-me nas ruas, de tal maneira as acho bonitas. Pena que não haja cuidado com os muitos tesouros que temos.
Dei um saltinho a Olivença e fiquei encantada. Como é linda e está bem cuidada! Algo que deviamos aprender com nuestros hermanos.
Aqui, é o deixa andar, deixa cair.
beijinhos, meu amigo

Zé do Cão disse...

Pois, pois. De história, mão só gosto como sou apaixonado. Agora de arqueologia, sinceramente não chego lá, não obstante ela fazer parte da história.
Passei os olhos por alguns comentários e li a palavra Monsaraz. Nunca lá tinha ido e o pensamento sobre o Alqueva passava-me ao lado. Um dia enchi-me de brios e mais a "Dona" fomos pasar 4 dias nessa terra distante, próxima e bonita.
Deparei com uma praça de touros do mais invulgar que pode existir no mundo. Com uma igreja que já foi e já não, onde se expõem quadros lindos. Terra de marasmo, calcorreei todas as suas ruas, devagar, devagarinho, e eis que de repente, julgo estar a sonhar. O que via não podia ser verdade e a "Dona" chamou-me a atenção para o mesmo que eu via. Não quer ver, Maria, que numa das vielas de Mlonsaraz, passeava, interessada em tudo que via uma Japonesa, vestida a rigor, com o seu traje festivo da sua região, o cabelo com aqueles alfinetes enormes, a cara pintada como se vê nos filmes e os sapatos pequeninos, que tantas dores devem fazer, acompanhada com o seu criado.
As poucas pessoas que a terra tinha, espiavam-na de olhos esbugalhados. Por vergonha não usei a máquina fotográfica, admiti que a senhora ficaria incomodada.
Valeu a pena ter ido a Monsaraz

Laura disse...

Rapariga, tu és stora de arqueologia? pois, pareces ser...tão beme xplicadinho, e eu que detesto arqueologia, só gosto de escavar e encontrar tarecos, louças, coisas partidas, moedas, enfim, mas, esqueletos? nánaninaná, isso nã senhora... nem de graça, nem tocá-los, enfim...mas que fizeste aqui uma descrição do teu dia que daria umas bela spáginas d eum livro. Parabéns minha querida Maria..Jinhos de mim..laura.

Osvaldo disse...

Olá Maria;

Que bela aventura!...

Conheço pouco do Alentejo, o que reconheço, me faz corar de vergonha, para alguém que "corre mundo", mas do pouco que vi, me encheu os olhos de tanta beleza.

No ano passado preparamos uma exposição arqueológica " Dos Alpes au Léman", dirigida pelo Arquelogo Cantonal e meu grande amigo Marc-André Haldimman e deu-me uma imensa satisfação ter colaborado nesse evento que teve bastante afluência e reconhecida pelos visitantes e imprensa como das melhores exposições do ano.

Como ainda devo ter um ou dois catálogos, depois ofereço um ao João.

Bjs e abraços da Ana e Osvaldo

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Mariamiga

Estas são, das pedras que falam, umas das mais antigas. Tenho-me perdido por ali inúmeras vezes, conta-las nem pelos dedos de dez mãos e volto sempre. E descubro sempre uma novidade, seja ela uma lagartixa pousada num «calhau», seja ela uma parede sólida, seja ela um poema lavrado por canteiro aprimorado, sabe-se lá de quando.

Hoje, na Goocge News veio uma notícia que, embora sujeito a que me punas severamente por ocupação de espaço aqui nos Alcatruzes, transcrevo.

«O Homo antecessor, a primeira espécie humana a povoar a Europa há mais de um milhão de anos, comia os seus adversários depois de matá-los em combate e praticava regularmente a antropofagia para se alimentar e não como cerimónia ritual».

E segue:

«A descoberta foi feita por arqueólogos em Atapuerca, perto de Burgos (norte de Espanha), considerado um dos sítios arqueológicos mais importantes da Europa porque já foram aí encontrados sete mil fósseis humanos. Este sítio, onde há escavações há 30 anos, é Património Mundial da UNESCO desde 2000».

Adiante:

«José Bermúdez de Castro, sub-director de Atapuerca, afirmou à agência France Press que "este é o primeiro caso de canibalismo bem documentado da história da Humanidade". Os restos fossilizados agora descobertos pertenciam a crianças e adolescentes e estavam misturados com restos de cavalos, rinocerontes e outros animais de caça».

Adita, ainda o texto noticioso:

«O Homo antecessor é, provavelmente, o antepassado comum à nossa espécie - o Homo sapiens - e ao homem de Neandertal, que viveu na Europa até há 28 mil anos. E, segundo os arqueólogos de Atapuerca, instalou-se nas grutas da região há 800 mil anos, quando a comida era abundante na Península Ibérica, devido ao clima húmido e ameno».

Finalmente,

«O nosso antepassado terá chegado à Europa vindo do Médio Oriente através do Cáucaso, e fabricava utensílios de pedra muito simples destinados a cortar a carne e os ossos dos animais de caça, bem como - sabe-se agora - dos próprios seres humanos».

A erudição não é, pois, minha, apenas a transcrição. Mas, sendo um verdadeiro louco por História (e por estórias...), nomeadamente no que toca à Proto e às diversas Prés - há muitas, nunca uma única - esta impressionante descoberta está forçosamente ligada às pedras.

Ao ler o que, como sempre, tão bem transmites a quem te visita e lê (os dotados para a escrita são assim) mais me regozijo por te ter como contribuidora na Minha (Nossa) Travessa.

Espíritos abertos como o teu, sensibilidade e saberes como os teus, resultam em coisas interessantíssimas como esta que fizeste sobre as pedras alentejanas que falam, que nos falam, porque estão ali para nos contar essas mesmas coisas.

Para quê dar-te os parabéns, se os mereces quotidianamente? Seria despiciendo... Mas, um muito obrigado - sim.

Qjs lumiarescos & outros e abs ao famoso João-o-pão

NE - O teu textículo está em lista de espera. Estas viagens ao nada, dão um desarranjo que nem falar. Pior - só o intestinal...

Maria disse...

Zé do Cão:
Falaste de Monsaraz, uma das jóias do Alentejo. Agora o que eu não consigo, por maior que seja a minha imaginação, é uma japonesa vestida e penteada a rigor, com os pobres pés metidos naqueles instrumentos de tortura. Mas o facto é que com japonesa ou sem japonesa, Monsaraz é um encanto.
Além do castelo e da pequena vila muralhada, tem uma vista soberba.
O Alentejo tem muito que ver. Pena é, haver tão pouco cuidado na conservação dos Castelos, Igrejas, terras típicas e até nas estaçõs arqueológicas.
Beijinho amigo, Zé.

Maria disse...

Laurinha, querida:
Estou com uma constipação daquelas.
Toda apanhadinha. Quando não tusso, espirro, dói-me a cabeça, que ainda por cima parece que está oca. Já dei cabo de 5 pacotes de lenços, não consigo ter os olhos abertos muito tempo, por isso só agora estou a responder, mas não me responsabilizo pelos disparates que disser. As constipações fazem-me mais burra do que sou.
Minha flor de linho, eu não sou stora em nada. Apenas leio muito, sou curiosa, tenho boa memória e quando falo de alguma coisa, documento-me mais ou menos bem. Sabes o primeiro sítio que visito nas terras onde vou? O posto de Turismo. Levo todos os folhetos que encontro, se vir algum livro sobre a terra, a preço acessível compro-o e quando chego a casa procuro nos meus livros, na net, tudo o que me dê a conhecer melhor aquilo que vi. Com as fotos que o João tira e os apontamentos que tirei, depois é fácil. Há locais onde gosto de ouvir as história antigas, das pessoas velhinhas e se possível, conhecer as canções, romances, lendas.
É assim a tua Maria, nina. Coca-bichinhos, como diz o meu irmão.
Saber, querida? Há tanta coisa que eu ainda gostava de saber, que já não há tempo.
Beijinhos

Maria disse...

Caro Osvaldo:
Se visses o Cromeleque de Almendres, ias ficar maravilhado. Parece mentira, que umas simples pedras talhadas e dispostas de certa forma, tenham aquela harmonia, aquela beleza. Algumas são esculpidas. Nas fotos não dá para ver, creio.
Nos vários Museus arqueológicos, entre muita coisa de pouco interesse, descobrem-se verdadeiras obras de arte. Desde pequenos artefactos de osso e metal, até lápides esculpidas.
Vais gostar de ver.
Abraço do João e beijinhos para a Anita e para ti

Laura disse...

Maria, no entanto, farias corar de evrgonha, muitas storas de verdade, que não saberiam explicar as coisas tão bem. Quem te ler, imagina-te de calças de caqui, chapéu de arqueologia, deitada no chão a esventrar a terra à procura de ossadas e raridades... mas que beme xplicas tudinho, e isso é bom, muito bom, a maioria das mulheres da tua idade, deixam-se ficar de braços cruzados no regaço, a ver apenas novelas,s em ler, sem quererem saber d emais nada, e tu, tuzinha estudas, aprendes e, sim, ainda terás tempo para muito mais aprendizado, ora se terás...

Ontem nem vim aqui, mas, a minha alminha anda de rastos, tão de rastos, eu faço força, eu já encomendei um guindaste dos grandes, para me manter segura pela corda, mas, deixa lá, amanhã farei aquele exame muito chato e, depois disso, de certeza que arribo..e assim, desculpa lá, mas não te levei o cházinho, deitei-me e deixei-me ficar no ninho, acordada a pensar em como a vida é ingrata, por vezes..beijinhos da laura.

Maria disse...

Henriquamigo:
Hoje estou completamente a "Leste do Paraíso".
Como é que uma doença tão ridicula como uma constipação (se ao menos fosse a gripe dos porcos, enfim!), pode esvaziar a cabeça a uma pessoa? Sinto-me oca. Além de que me apanhou os olhos e quase não vejo o que escrevo. Estive a ler o que disseste. Essa coisa do canibalismo, faz-me horror. Eu, que quando a minha mãe resolvia matar uma galinha ou coelho, que eu tinha alimentado, entrava em greve de fome, não consigo perceber o canibalismo. Gostos!
Pedras que falam, amigo! E o que elas escondem? Esta noite estive a ler um livrinho do Rocha Martins, chamado "Drama em Vila Viçosa". Ai se o Paço falasse, o que ele não diria! Triste histórioa. Faz parte da coleção "Os Grandes Amores de Portugal." São doze histórias e quase todas acabam mal.
Eu não te disse que isto hoje estava mal?
Obrigada pelos elogios imerecidos.
Abraço do João, beijinho à Raquel, queijinhos para ti

Maria disse...

Minha flor de linho:
Sempre fui cusca desde pequena. Acho que quando nasci, devo logo tera querido saber porquê, como, onde.
Quanto às telenovelas, só gosto das de época: "Gabriela", "Dona Flor", "Os emigrantes", "O pantanal" etc. Agora só estou a seguir o "Equador". As outras maçam-me, fazem-me sono. Gosto de Filmes, teatro, bons concertos de música clássica e acima de tudo, Livros. Esses sim, nunca, ou raramente me desiludem.
Tive um pai, que foi o meu grande mestre. Tenho um irmão com quem aprendo muito. Arqueologia, o pouquinho que sei, foi-me transmitido pelo meu marido.
É a vantagem de aprender com os outros. Gostava de saber muitas coisas que não sei e provavelmente, já não vou saber.
Mas todos os dias aprendo algo novo.
Tenho a curiosidade sempre alerta.
Acho que já estou melhor desta bendita constipação. Há meia hora que não espirro.
Bejinhos, nina.
Vou dar uma voltinha pelos amigos e depois, se calhar, vou tentar descansar um bocadinho, porque a noite foi mesmo má.
Até logo

Laura disse...

Atã, desconfio que a minha noite vai ser péssima, ainda me falta um copo de liquido para o exame de amanhã, e amanhã de manhã mais um litro do bendito liquido que me dá vómitos...Minha nossa como fazem exames tão antiquados a uns e a outros modernos, enfim...que seca a colonoscopia..beijinhos nina, não dá para mais, é cá um enjoo...laura.

Maria disse...

Laurinha:
Já fiz esse exame duas vezes. É chato que se farta.
Ainda por cima, parece que já se pode fazer doutra maneira: Tomando uma simples cápsula, que dá todas as indicações. Pelos vistos, é só para previligiados com dinheiro para pagar. Os que não podem gastar o dinheiro, continuam a ter que passar por um processo enjoativo e doloroso.
Vê se descontrais o mais possível, sempre custa menos. O líquido é horrível e parece que não acaba nunca. Além de que faz vómitos.
O médico já me disse que qualquer dia tenho de o repetir.
Só te faltava isso! Espero que daqui a pouco já esteja tudo passado.
Tadinha de ti, tudo vai ter contigo.
Logo que possas diz qualquer coisa.
Beijinhos

Laura disse...

Maria, dormi que nem Anja... anja pois, é que me enganei na hora de começar a tomar o liquido e demorei mais tempo, mais devagar e fez melhor efeito...já acabei de tomar o litro da manhã e fome nem tenho poeque eu já andava a tirar á boca para emagrecer, enfim, tudo ajuda. Sei dessa das cápsulas e é só para ricos, custa mais de 700 euros esse exame feito dessa forma, ah, se eu tivesse essa quantia, casava-me, ahhh, já tive muito, muito, e já foi ao ar também...Tive uma amiga dos blogues que me quis enviar euros para fazer o exame com anestesia, e eu agradecida pelo carinho dela,porque me tocou profundamente na alma, mas, recusei, serei igual a toda a gente que o faz sem anestesia, custe lá o que custar...agora esta parte é mais fácil e s eo nuno vai comigo, mais segura me sinto..
beijinhos e se tudo me acontece, também acontecem coisas lindas, boas, alegres, mostras de carinho da parte das amigas, amigos, mas que bom e nem tudo é mau..beijinhos.

mariabesuga disse...

Tem tanto lugar bonito para ver por aí.

Alentejo é terra quente
reina a paz nesta rudeza.
Esta terra que nos dá
Do mais puro, a natureza.

Deve ter sido fantástico o vosso passeio apesar de muito cansativo debaixo daquele sol que nos castiga mas nos sabe tão bem.

...molham-se os pés nos ribeiros...

Beijinhos Maria e João
daqui de nós

Maria disse...

Girassol:
Para mim ir ao Alentejo, é mesmo tentar encontrar a Natureza de que gosto. Rude, bela, quase pura. Mesmo com o calor que esteve, foi muito bom.
Eu amo Lisboa, mas uma Lisboa que já só existe aos domingos de manhã.
Aí sim, eu sinto ainda as manhãs da minha infância, o ruído dos electricos, as carroças das leiteiras, os velhos pregões. Ao domingo de manhã, o Tejo volta a ser o meu Tejo, com cacilheiros e gaivotas. Já não há varinas, mas ainda há electricos e cheiro a café.
Nos outros dias não consigo ver nada. O barulho, o movimento, os carros, a multidão, escondem a minha Lisboa.
Isto não é infidelidade à minha Tomar, que eu amo acima de todas as terras, mas Lisboa é Lisboa.
De vez em quando tenho de fugir para longe. Ou Douro, ou Alentejo. Os dois onde a Natureza ainda se pode ver, ouvir, cheirar. Tão diferentes e tão grandiosos ambos.
E é assim nestas pequenas escapadelas, que vou carregando as baterias, fugindo à nostalgia nem sem de quê, que às vezes toma conta de mim.
Beijinhos de cá para aí.