sábado, 6 de junho de 2009

Sei de um Rio


Ao ouvir Camané cantar “Sei de um Rio”, lembro-me doutro Rio que eu sei. O meu Rio, o meu lindo Nabão, às vezes tão mal tratado, tão poucas vezes cantado. O meu Nabão que já fez cantar rodas, mover fábricas, que já lavou tanta roupa suja, regou hortas e pomares. O meu Rio que foi testemunha muda de tantos amores, de tantas lágrimas. Eu também sei de um Rio, Camané. Não sei é cantá-lo como tu. Clique http://www.youtube.com/watch?v=KaWhCGTnvAQ
Bom fim de semana.
Até um dia destes.

42 comentários:

Alfredo M B Caiano Silvestre disse...

Eu também sei de um rio.

De um rio onde me banhava. Do Açude de Pedra. Da Vala da Fábrica. Dos barcos do Mouchão. Do Sr Manel. Da ilha dos Macacos. Do Cine-Esplanada. Do concurso internacional de pesca do CAP. Das enguias. Da ponte de madeira do mercado. Do Agroal.

Ultimamente do rio só tenho a Matrena. A pesca desportiva.

Está um bocadito mal amanhado o meu rio. Mas que bonito é o meu rio.

Maria disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria disse...

Alfredo, meu amigo:
Obrigada pelas fotos. Andei muito pela Matrena em miúda. O meu pai tinha lá amigos. Como aquilo era grande! Parecia uma colmeia de abelhas.
Fiz uma coisinha para si. Desculpe a pobreza, mas foi feito com todo o meu carinho.

Tenho um amigo
Que me manda pedaços do meu rio,
Fala de coisas antigas,
De gente que conheci.
Esse amigo,
Sabe que o rio corre no meu peito
Que eu queria Iria me chamar
E mergulhar nesse rio
Em salgueiro me tornar.
Queria ser um navio
E p’ra sempre navegar.
Fazer do corpo uma ponte,
Ir para o rio lavar,
Ser areeiro do rio,
E uma cova cavar.
E no dia que morrer
Nessa cova me guardar.
E na água do meu rio
Poder por fim descansar.

beijinho amigo

Alfredo M B Caiano Silvestre disse...

Olá. Maria.
Fico sem palavras.
Muito, mas mesmo muito, obrigado.

Beijo grande.

Laura disse...

Descobri uma nova Poetisa, nas águas do rio, do rio que passa, e perpassa por outros rios, e que juntos vão dar ao mar, ao mar que nos leva os homens plo mundo fora, e nos deixa a chorar...

Muito linda a tua poesia, maria, menina Poetisa menina de tranças e sorriso lindo..Beijinhos..laura

Maria disse...

Laura:
A tua "poetisa" gosta de jogar com as palavras, mas tem um pouco de medo de as escrever.
Este amigo tem o mesmo rio que eu,
ama-o como eu. O rio "viu-me" nascer. Sob a roda do Mouchão, fui muitas vezes baptizada, pelos pingos que caiam dos alcatruzes.
Hoje deu-me a saudade do meu rio lindo.
Beijinho

girassol disse...

Maria

Tu, e eu, sabemos de rios onde o povo lavava mas não sabemos cantá-los. De facto o Camané canta-os lindamente. Mas não deve conhecê-los da mesma maneira que nós. Ou talvez sim que ele é de Lisboa, acho eu, e tem o Tejo que é o rio dele.

Esse rio do Alfredo eu também conheço. Mal mas conheço. Banhei os pés no Agroal uma ou duas vezes...

Beijinho Maria

Gostaste das fotos que te mandei? Desculpa mas há dias li o teu pedido ao AFerreira e resolvi mandar-te essas.

Maria disse...

Girassol:
Só há pouquinho, vi o teu Maill e as fotos, que são lindas.
Guardei-as para as olhar de vez em quando. A Indía, faz-me sonhar, nem sei porquê.
O Rio do Alfredo é o meu Rio. O nosso lindo Nabão, que me diz tanto, que até o meu canito tem o nome dele.
Beijinhos e obrigada pelas fotos.

Kim disse...

Sabes de um rio e muito bem!
Deixo-te aqui um ribeiro que cantei centenas de vezes, quase sempre gritando para dentro.


Parle-moi de mon enfance, mon vieux ruisseau
Du temps où coulait ma chance au fil de ton eau

Parle-moi des doux délires de mes tendres années
Les bleuets qui les fleurirent sont-ils à jamais fanés ?

Parle-moi de ces dimanches où je venais te confier
En timide voile blanche, mes rêves de papier

Parle-moi tant que j'y pense de mon premier amour
Il était tout innocence, a-t-il duré toujours ?

Parle-moi de mon enfance, mon vieux ruisseau
Du temps où coulait ma chance au fil de ton eau

Coule coule mon enfance au fil du souvenir
C'est un jeu perdu d'avance que de la retenir

Car le vent de l'insouciance un jour lâcha ma main
Je vins pleurer en silence et larmes tu devins

Champs de roses champs de ronces que j'avais traversés
Je viens chercher réponse, qui de vous m'a blessé ?

Parle-moi de mon enfance, mon vieux ruisseau
Du temps où coulait ma chance au fil de ton eau

Je suis tombé le nez dans un rêve, c'est la faute au ruisseau
Cœur meurtri je m'en relève, c'est la faute à son eau !

Adamo

Beijinhos Petite Marie

Maria disse...

Kim:
Senti-me tão comovida, tão pequenina ao ler este poema. É isto mesmo que eu sinto. Se eu soubesse dizê-lo.
A poesia francesa diz-me tanto como a nossa, talvez por conhecer bem a língua e a amar. E o francês parece feito para a poesia.
Beijinho e obrigada.

Laura disse...

Kim, nem te sabia tão poeta e que lembrases uma canção de há muito, além de a escreveres em Francês...Parabéns moço, consigo entender o que ali está escrito... a infância, a juventude, o amor, o tempo mais longo, enfim...Beijinhos..laura

Diogo de Arruda disse...

Eu gosto que gostem de rios.
Eu gosto, particularmente, que gostem do meu rio.
Eu sei que pensam que é o vosso rio mas é o meu rio.
Eu até posso partilhar o meu rio mas não vos dou o rio que atravessa a minha vida.


Bom dia

Gosto tanto do meu rio que no Cidadão de Tomar tive vários cabeçalhos até descobrir que tinha uma foto do caramanchão da Várzea Pequena, perto do coreto, que lindo!, mas sobretudo junto do Rio.

Fiquem bem que eu vou vou com os anjos.
Ainda hoje verei o meu Rio.

Laura disse...

Gostar de rios e de risos, é bom, coma smesmas letras, ams com fins diferentes, eu gosto e amo aquele meu rio, o rio da minha infância, o açude onde tomei banhocas lindas, apanhei rãs,fora do rio, nos charcos, salamandras, cobras de água que se enrolavam aos pulsos, ah, coisa linda jamais esquecida...enfim, cad aum tem o deu rio interior que corre para o mar... Beijinhos. laura

Maria disse...

Diogo:
Lá porque ajuudaste a fazer o convento, mais o teu amigo João de Castilho, estás convencido que o Rio é só teu? Que enganado estás, amigo. O Rio, é teu, é meu, é do Alfredo, é do Luís Ribeiro. O que eu te garanto, é que do Paiva, não é. Se fosse, não lhe tinha feito tanto mal. A Ele e a Tomar (se calhar também é só tua, não). Não sejas egoísta, meu amigo. A antiguidade não é um posto. Além de que tu, não és Diogo de Arruda, o Velho. És Diogo de Arruda, o Novo.
Se me provocas, ainda passo a assinar Iria. Depois veremos de quem é o Rio.
Agora a sério: O nosso Rio é de todos, só que alguns amam-no mais que outros.
Eu amo-o tanto, que o quero para minha última morada.
Beijinhos

Maria disse...

Laurinha:
O meu Rio, antes de chegar ao mar, junta-se ao Zêzere (outro rio de sonho), que por sua vez, se lança no Tejo (lindo também). Então, um pouco à frente de Lisboa, os três mais todos os outros afluentes do Tejo, caem no mar. Aí já não é a doce água dos rios. É a água amarga do mar, feita de lágrimas de dor, daqueles que lá perderam alguém.
Eu se fosse pássaro queria ser um "guarda-rios", passarinhos lindos.
Beijjinho

jrom disse...

Sou da borda'dágua e quantos rios conheci. Ainda hoje me deixo arrastar pela corrente.
Nadei no Almansor, mergulhando do cimo das fragatas, que carregavam o trigo para Lisboa.Apanhei muita lamejinha nos esteiros do Sorraia e ainda, quando num pequeno bote me saltava a fataça dos juncos para dentro deste, apenas porque movia um remo.
Apaixonei-me pelo Tejo.
Continuo nas correntes, constatando com tristeza a sua poluição e por incrivel que pareça, a poluiçao transborda em muitas mentes.Sei de um rio que um dia me há-de levar lá.
Um beijinho minha amiga
jrom

Maria disse...

Jrom:
Menino do Tejo, como os meninos dos "Esteiros" de Soeiro Pereira Gomes. O teu Rio Tejo ainda é lindo, mesmo poluído, mesmo com contentores, mesmo com todos os atentados que lhe têm feito. A outra poluição é bem pior. Limpar as cabeças das pessoas, é quase impossível. Estão demasiado sujas, estúpidamente cheias das duas ambições, das suas vidas sem outro fim, que não seja o dinheiro e o poder.
Vês alguma solução?
Beijinho amigo

Laura disse...

Maria, a solução é metermo-nos todos no rio, de novo, nos rios da nossa infância, e andar por ali a apanhar pedrinhas,seixinhos, jogar com eles e, tentar ser felizes de qualquer jeito, porque, as pessoas não mudam, nós é que temos de mudar...
Não, nunca mergulhei aqui nos rios, mas em serpa Pinto sim, depois disseram que vinha lá Jacaré, o medo foi tanto que bati com a perna na pedra onde estava, lá bem no meio do Cuando, e...nadei de olhos fechados para a margem, enfim, chegou para susto, mas, ao outro dia já lá estava de novo...teimosia, mas...
Beijinhos maria, e faz favor de ir nanar. Já sei que não gostas de copos de leite...sai um cházito de cidreira? té manhã, e, já estou quase, quase, quase boa..e amanhã é outro dia, planeando a vinda do Kim para almoçar na quinta feira, vejo-os de tarde na quarta e na quinta mais umas horas, e, que bom que vai ser...Ora vamos nanar, já chega de rua e pc...laura.

Osvaldo disse...

Olá Maria...

As minhas desculpas pela falta de tempo em visitar os amigos nos seus blogs, mas só agora terminei os relatórios da viagem...

Passa lá no blog e vê o post sobre os azulejos e lê...

bjs
Osvaldo

Maria disse...

Caro Osvaldo:
Já fui ao teu blogue, deliciei-me com as fotos, fiquei muito feliz com o prémio. Eu adoro livros. São os meus amigos mais antigos.
O teu rio, o Távora (nome de uma página triste da nossa história) é mais um, dos nossos rios lindos.
Pena que, nem a água deles todos, dê para lavar as cabeças a alguns prtugueses.
Obrigada meu amigo.
Beijinho para a Anita e para ti.

Laura disse...

Maria, dá sim, e se juntares alguns residuos que despejam nos rios, com a espuma que fazem, lavariam muito bem as cabecinahs mais sujas do paíiiiiissssssssss... já viste, os rios secavam, as margens desapareciam, e os bons, para onde iriam? ah, tudo tem o seu tempo e Deus estará sempre atentO...

Laura disse...

Beijinho prá Maria que anda precisada de miminhos...Eu já arribei, e ninguém me vai parar...gracias, o pensamento foi feito para ser usado, em detrimento do melhor que nos possa fazer. Pelos vistos, andava com maus pensamentos que não me faziam mal só a mim!...Assim: todos em meu redor ficam a ganhar se mudar...beijinhos e dorme bem..laura.

Maria disse...

Laurinha:
Amanhã vou para o Alentejo uns dias,ver se arejo.
Se puder digo alguma coisa. Se não, "Até Domingo".
Beijinhos.
Maria

Laura disse...

Maria, já somos duas a precisar de calcar a costa da Moirama...Bem me faria, decerto, mas, amanhã já vejo o Kim, esposa e amigos, depois passam aqui o almoçinho, e, ando entretida que nem te digo...
Beijinhos, e, onde quer que estejas, eu vou ter contigo e agasalho-te no meu amor...porque nunca te vou esquecer. E, pela noite irei tapar-te, fechar as janelas, e dar-te um xi de boa noite....laura..

Maria disse...

Laurinha:
Espero que o almoço corra bem. Pensem um pouquinho na Maria, que lá pelo Alentejo, pensará em vós.
Depois conto tudo e mostro fotos.
Agora vou descansar um bocadinho, arrumar as malas, deixar as coisas arranjadas para o Vasco, que fica a tomar conta do Nabão.
Amanhã cedinho vou fugir desta barafunda. Se Deus quizer, volto Domingo.
Beijinhos para vocês todos e o desejo de um dia bem passado.

jrom disse...

Maria se passares a Montargil, ou outras barragens por onde ainda proliferam os "achegãs" (não te esqueças), de que nada nos pertence, mas temos o dever de partilhar o que de bom sentimos, por usufruirmos o que a Natureza gratuitamente nos oferece.
Coitadas das pessoas que vivem em liberdade e passam a vida dentro de apartamentos estudando teorias, que nunca puseram em prática.
Adoro o rio Nabão, onde aprendi a valorizar a sua importância histórica na instrução primária.
Muita vez fiquei no Hotel Dos Templários e era obrigatório para mim fazer perguntas a este rio com muitos peixes á vista e as respostas vinham naturalmente.

Laura disse...

Bem, em vez do jrom, temos o santantónio a falar cos peixinhos...conta lá isso ó rapaz, deves-me uma tarde de conversa à beira rio, só pode, o teu rio e o meu a contarem coisas saudosas dos tempos de meninos...

Pois eu passo tempos no apartamento, e muitas vezes saio sozinha, apenas para refastelar a vista, e do Bom jesus tem vistas lindas e há aqui recantos lindos, mas, só, sempre só, ó que bem me cairia um companheiro que gostasse disso tudo,mas... vai sempre parar às mãos de quem nem gosta...a vida trocou-me as voltas na escolha de um manel, mas, ela é assim... beijinho aos dois e bom Alentejo..laura.

Pico minha ilha disse...

Maria um rio me faz lembrar um mar que sei de cor, de algas, de ondas, de verdes, de azuis, sei deste mar que me leva e me trás a maior certeza da vida, sei o que nele vive e me leva por aí.Acontece nas águas que desaguam e me fazem assim, ai como te sei e te trago em mim.Desculpa a ausência mas por aqui foi 4 semanas de muito trabalho, a fazer vésperas para o espírito santo, acho que sabe o que é.Beijinhos

Maria disse...

Jrom, amigo:
Montargil é um sítio muito bonito.
Segundo creio, foi dos primeiros locais, onde os achigãs se desenvolveram bem, no nosso país.
É dos peixes de rio mais saborosos, alem de ser bonito.
Quanto ao Nabão, já fez mexer fábricas de papel, moagens, fábricas de fiação, regou campos muito férteis, (diziam que a hortaliça e fruta da região eram muito boas), encantou poetas. Há uma lenda que diz, que as rodas dos alcatruzes são mouras encantadas e que o ruído delas, é o choro das mourinhas. Para mim, ele é o meu Rio. Aquele que me viu brincar, correr, molhar-me sob as rodas. Quando enchia, o barulho ouvia-se na minha casa. Tomar e o Nabão têm muitas histórias.
No Convento, pela mão do meu pai, aprendi grande parte da nossa história.
Gostava de nunca de lá ter saído, mas o meu pai era funcionário público e passava a vida com a casa às costas.
Foi tão doloroso para mim, que nem assisti à mudança para o Porto. Mandaram-me para Lisboa para a minha avó. Na última noite que lá dormi, fiquei em casa dos meus segundos pais. Ouvi o sino de São João tocar todas as badaladas, chorei toda a noite, agarrada aqueles que tanto me custou a deixar.
Já lá não fiz os 12 anos. Mas o meu amor pela terra, pelo rio, ficaram sempre, com a saudade doce, de uma infância muito feliz.
Com o Porto tenho uma relação estranha. Acho a terra bonita, nasceram-me lá dois filhos, mas não gosto dela. Poucas vezes me senti feliz lá.
Desculpa o testamento. A culpa é tua. Não sei porquê, gosto de te contar estas coisas.
Beijinho amigo
Bons feriados e até segunda-feira.

Maria disse...

Laurinha:
Vim aqui de fugida, só para deixar beijinhos, saudades e bons feriados.
Beijinho flor de linho

Laura disse...

Bem, a mim deixas-me beijinhos d efugida e ao jrom um testamento, ehhhhh, e venho eu de me rir do blogue do Kim, do correio sentimental, eu meti-me a dar conselhos e saiu pneu furado, ahhh, estou cheia de me rir, vá lá...
beijinhos e diverte-te, ou ao menos, faz por isso...e quando vieres contas como foi, mas nem te lembres de ir falar cos peixinhos..olhó santantónio está a ouvir...laura.

jrom; estou a brincar nunca a gozar, please, acredita..beijinho pra ti também. laura

Maria disse...

Laurinha:
Não me admirava nada de me por a falar aos peixinhos. Já falo com o Nabão, com os cães da rua, com os pombos, com os pássaros, com os tachos e panelas, sózinha.
Minha querida, o meu marido que fala pouco, quando me vê calada começa logo a perguntar se estou doente. Em vez de gozar em paz, os poucos minutos de silêncio, ainda me pregunta se estou doente. Ora, como tenho de lhe responder, ganho balanço e já não me calo. Eu até falo comigo. Insulto-me, ralho comigo. Olha, é assim esilo Ivone Silva na "Olivia criada, Olivia patroa. Quando acordo com a corda toda, nem queiras saber. O pobre do homi, ké de poucas falas, acho que já arranjou maneira de não ouvir a matraca.
Querias que escrevesse muito? Olha o que fizeste.
Vou dormir daqui a cadinho, para amanhã arrancar para Évora.
O Vasco já cá dorme hoje, para servir de Nabãositter.
Beijinhos

Laura disse...

Boa, mas, se queres falar sem te ouvirem, ehhh falas pra dentro, como eu..assim nem nos chateiam, ehhhhh,
Ora pois, o Vasco toma conta de tudo e quando chegares está tudo bem..
Diverte-te, sempre, goza..mereces, ou seja; merecem ambos..laura.

jrom disse...

Maria obrigado por rectificares o nome do pobre peixe, porque de facto naquele momento tive dúvidas da sua autenticidade.Em segundo plano referencio;
Sentimentos paralelos que me deliciam, porque sempre pensei que era o único a sentir as raízes,back grounds,valores ou como queiram chamar-lhe.Nasci com muita pobreza de recursos ,mas hoje constacto,que recebi uma fortuna enorme, como herança de família.
Auto suficiência desde os 12 anos senti o progresso material pelos meus próprios meios.
Recuso-me peremptóriamente ao bem conhecido adjectivo "made self man"
Adaptei-me sempre às bem difíceis mudanças de sistemas e as respectivas "guerras", recuso-me a ser um diferente sou simplesmente um igual,mas de uma coisa tenho a certeza ainda mantenho os valores que me foram deixados na então considerada pobreza.
Hoje voltaria lá.Chamem-me saudosista.Não me importo
Boa viagem ao Alentejo e bom descanço
bjs do jrom

Maria disse...

Jrom:
Vim aqui a correr antes de sair. Meu amigo: comecei a estimar-te, desde que o nosso Kim falou de ti.
Tendo nascido numa família da chamada classe média, cedo soube que a vida não era um mar de rosas.
Eramos três irmãos, pai e mãe. Só o pai ganhava (mal) para todos. Nunca houve luxos, nem podiamos ter caprichos. Para melhorar a vida, fomos para o Porto. A minha mãe adoeceu quase a seguir e eu vi-me dona de casa aos 12 anos.
Nessa altura, estava a minha avó connosco. Repara no meu horário: 6-30_ levantar, dar o pequeno almoço a todos, adiantar o almoço, deixar a minha mãe tratada. 8-15- ir para o Liceu a pé. Saia ao meio-dia, corria para casa, acabava o almoço, servia-o, lavava a loiça, corria de novo para o liceu, até ás 16-30. Chegava, dáva o chá a mãe e à avó, lavava roupa (no tanque), tratava das galinhas, fazia o jantar, servia-o, tratava da mãe, passava a ferro. Deitáva-me cerca das duas da manhã. Durante a noite, ainda ia dar os remédios à mãe. Ao sábado era a limpeza da casa. Isto, durante uns 3 meses. Passados três anos, passei 9 meses metida num hospital com a minha mãe, que esteve a morrer, umas poucas de vezes. Fiz-me mulher à força. Já vês que não foi fácil. O resto da história da Maria, irás sabê-lo a pouco e pouco. Já viste porque não gosto do Porto? A minha infância feliz, ficou em Tomar e no Nabão.
Depois e até casar, foi uma fiada de coisas más.
Beijinho, meu amigo.

Laura disse...

Caramba, se a vida custa. Uns de uma forma, outros de outra, mas, todos passamos pela vida de cabeça erguida e, continuamos...
jrom; estou sempre à espera de que saia um diazinho, uns momentinhos só, para me contares parte dessas coisas lindas que tens dentro de ti...é que adoro ouvir histórias de vida. O meu Pai contava-as, e, a sua vida foi nascer sem pai (que mataram antes de ele nascer), mas fez-se homem à custa dele, e pobreza teve, se teve...eu chorava sempre que ele contava as coisas dele, espero não chorar com as tuas, já que sentir a dor dos outros, mexe comigo.
Um beijinho à maria e outro a ti, de mim.

Laura disse...

Maria; estejas onde estiveres, cá vem a tua flor d elinho tapar-te e aconchegar-te as roupas, é que o frio aperta e a chuva é muita... bebe o cházinho de hortelã que faz tão bem, e, dorme, dorme e esquece o nervoso, os filhos, as dores, e pensa que a vida é linda porque tens um amor a teu lado!...
Ah, já estive com o Kim, esposa, prima dela e mais amigos deles e meus, e, amanhã vem cá almoçar, e à noite vamos para o arraial e iremos dançar, certamente, ahhh estavam admirados em como eu mudei tanto, emagreci, uso o cabelo mais solto,enfim, bem me ri com a cara deles, espantados...Ele falou-me em ti e no jrom que também te conhece, entretanto estou eu na fila para o conhecer, é que...só falam bem do homem...Beijinhos maria..laura.

Laura disse...

Maria; nem te digo, nem te conto. Se visses a minha alegria, o meu astral tão em alta, nem sei que dirias, já nem te preocuparias mais comigo. Foi um amor tê-los cá em casa, e graças a Deus, serviram-se, repetiram, ams nem me pareceu cortesia, foi mesmo comos e os petiscos estivessem uma delicia... Fomos para o pc, o quarto, escritório do nuno, e, bem, dancei, dançamos, o nosso Kim, sentou-se ao pc, pos a musica da vida dele, Francesa, cantou, eu de coluna na mão para sentir melhor, ah, depois as parigas vieram para aqui, olha,saíu bailarico de primeira, a je, incluida, descalça, enfim...

à tardinha pelas 19, foram embora, e pelas 22 estavamos juntos de novo no arraial..ai maria, mas que banho de boas energias, rodeada de amor por todos os lados, eu não levei..Agradeci tanto ao Pai, por estes amigos maravilhosos...
Viemos embora todos, pela meia noite,não fosse eprder a chinela, e, hoje ainda estive com eles no Continente, às compras de vinho...e ainda passaram na minha casa para mais um adeus. e Deus os guarde até casa. está um calor do caneco...
Beijinhos.

Maria disse...

Minha flor de linho:
Chegámos há pouquinho a casa. Estive a pôr tudo em ordem e vim aqui a correr, saber novas dos amigos. Correu tudo bem. Vimos muita coisa bonita, andámos muito a pé, encontrámos um amigo que já não viamos há muitos anos, jantámos com ele e a mulher. Esteve um calor horrível, mas foi bom.
Não calculas como fiquei contente, por tu te teres divertido tanto com o Kim e os amigos. Fiquei feliz por teres boa companhia e te distraíres, nina. São dias assim, que nos mostram, que vale a pena viver.
Por estes dias irei contando o passeio e mostrando fotos.
Beijinhos minha amiga.

Laura disse...

Ah, Maria, Maria, já tardavas, habituaste-me e agora nem te queixes se a chatinha te quiser ouvir falar...
Que bom que tudo corrue pelo melhor, e na verdade o calor estava demais, mas, é o tmepo dele. Um beijinho da laura.

mariabesuga disse...

Ainda bem que estás de volta para nos presentear com uns escritos que neste caso serão da tua viagem de mini férias. Évora não foi? Hás-de ter muito que contar do meu Alentejo. Évora é a minha cidade.

Beijinhos daqui de nós para vocês aí, Maria

Maria disse...

Girassol:
A tua cidade continua linda. Um pouquinho maltratada, com muita coisa que me chocou (depois conto), mas linda.
O João vai tratar das fotos e logo se conseguir um pouquinho de tempo, já escrevo qualquer coisa.
Tenho ainda que meter a casa e a cabeça nos eixos. Estou meia cá, meia lá, por causa do calor e do cansaço. Foi uma maratona para conseguir ver alguma coisa, do muito que queria ver.
Beijinhos daqui para aí