sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A ausência da dor


Depois de uma semana, cheia de dores, antiinflamatórios, antibióticos, analgésicos, visitas ao dentista, noites sem dormir, hoje por fim, vi-me livre do dente, das dores etc. Espero dormir.
Estes dias, deixaram-me mergulhada num estado de estupidez profunda. Só conseguia sentir dor, na minha cabeça só existia a palavra dor, da minha boca só saía a mesma palavra. Além disso, havia dentro da minha cabeça, um vazio total que, não me deixava pensar, devido às inúmeras drogas ingeridas.
Hoje, já consigo pensar, mal, mas consigo. Pelo menos, deu-me para pensar, como é delicioso não ter dores. É quase um prazer. Adormecer, acordar e, não ter dores. E a dor de dentes é a dor mais chata que há, juntamente com a de ouvidos.
Eu, que tive três filhos, que fui operada ao osso de um braço, apenas com anestesia local. Eu que já parti braços, pernas e cabeça e, me aguentei à bronca, não aguento dores de dentes. E tenho medo dos dentistas, dos aparelhos, das brocas, da cadeira. Esta Dentista era, uma doçura, mas mesmo assim, prefiro não a ver mais.
Estou farta de comer gelados. Acho que, vou comer uma sopinha e, depois vou dormir, para pôr o sono em dia.
Amanhã, talvez esteja mais inspirada.
Até um dia destes.

11 comentários:

Luís Ribeiro disse...

Olá Maria!

Espero que seja desta que fique boa de vez, pois imagino o quando horrível é.

P.S. (já comentei no seu post anterior)

Anónimo disse...

Olá Luís!

Já passou, felimente, mas ia dando comigo em doida.
Espero que, tão deoressa não venha mais nenhuma, pois é das dores piores que conheço.
Maria

carla mar disse...

Já passou, minha querida.

Beijinhos dos 4 :)

Corvo disse...

Na minha opinião, esse quadro foi mesmo bem escolhido!

Confesso que não o conhecia. Perdoa-me a minha ignorância: é Picasso?

- Os olhos; os dedos dos pés e das mãos; o pormenor do doente a "estrabuchar" com dores; ao ponto de o chinelo estar a caír; as imagens escondidas que, só com mais atenção se vêem; o quadro na parede com a figura a "olhar" de espanto para a intervenção cirurgico-dentária; etc..

Beijos, e as melhoras.

Kim disse...

Força petite Marie!
Acho que a grande maioria das pessoas já sabe o que é a dor de dentes é terrivel, mas, nuns carrega mais que noutros.
As tuas melhoras e um bfds.
Beijinho

Anónimo disse...

Querida Carla:
Já passou, mas custou.
O meu pai dizia que: Ninguém devia nascer com dentes. Ia-se fazendo dentes à medida, conforme cresciamos, como a roupa. Assim nunca doíam. Tinha razão, mais uma vez.
Tive três filhos e, a dor não foi tão chata. Até porque, no fim da dor,vinha a felicidade de os ter nos braços. Esta, é uma dor pior.
Mas agora que acabou, não quero pensar nela.
Beijinhos para os 4.
Maria

Anónimo disse...

Corvo:
Também penso que o quadro é um Picasso, mas não garanto. Sei é que foi esta a bela figura que fiz.
Se eu gostasse de aguardente, teria seguido o exemplo do Lobo Antunes. Assim tive que me sujeitar às novas tecnologias.
Beijinhos e as tuas melhoras, também
Beijos
Maria

Anónimo disse...

Kim:
Desta já me livrei. Agora são mais uns dias de antibiótico e, pronto.
O meu sogro dizia, que o melhor para dores de dentes, era esfregar um dente de alho, na raiz do dente. Não consegui, como também não consigo coçar os olhos com os cotovelos (conselho da minha mãe). Estes antigos, pregavam- nos cada aldrabice! E nós, até acreditávamos.
Obrigada pelos desejos de melhoras.
Beijo.
Maria

Anónimo disse...

Corvo:
O desenho é de um senhor chamado Anthony Faldo. Talvez inspirado em Picasso, não sei. Sei, é que devo ter feito esta bela figura.
Maria

O Bicho disse...

O sentimento de liberdade que se segue ao final de uma dor de dentes, é qualquer coisa de especial.
Eu diria que o consolo, a intensidade da sensação de alívio, é proporcional à tortura que a precede.
Há até uma corrente filosófica de pensadores ("sofredores e prazeristas") que acham que VALE A PENA SENTIR DORES HORRÍVEIS PARA DEPOIS SUBIR AOS CÉUS COM A SENSAÇÃO DE PRAZER DO DESVANECER DESSE SOFRIMENTO.
Ele há cada um..!

Anónimo disse...

Bicho:
Mais uma vez, (isto já vem sendo hábito) coseguiste dizer o que eu senti.
Lá gostar de ter dores para depois disfrutar o alivio, não. Mas o resto está tudo certo.
Beijo
Maria