sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Santa Maria do Olival




A História da bela Igreja, parece ter começado em meados do século VII.
São Frutuoso, bispo de Braga, terá mandado edificar dois conventos beneditinos, um para homens, outro para mulheres. A Igreja seria comum.
Com a passagem dos mouros, só parte da Igreja terá resistido.
Quando Gualdim Pais resolveu fazer ali, a primeira Igreja Templária, terá aproveitado o que restava da Igreja, para construir a nova. Isto, passou-se já na segunda metade do século XIII.
A Igreja divide-se em três naves. Passada a bela porta, descem-se 8 degraus que, nos levam à Igreja. Por cima da porta, existe, uma bela rosácea que, juntamente com as frestas das capelas laterais e os vitrais rasgados em ogiva, do Altar Mor, iluminam toda a igreja, de uma luz doce, calma, que deixa ver, sem lâmpadas artificiais, toda a grandeza e maravilha que é. No Altar Mor, uma imagem linda e rara, da Senhora do Leite. Não é uma estátua, é uma mulher jovem, com o seu bebé nos braços, que lhe dá o seu leite e o seu amor. A forma, como o segura, a ternura da mão da Mãe, segurando o pésinho do filho, são tão humanas, que emocionam.
Outra imagem, também pouco vulgar, é a que está na terceira capela. Representa: Santa Ana, Mãe de Nossa Senhora, Nossa Senhora, quase menina e, Jesus pequenino ao colo da sua Mãe. Sou capaz de ficar a olhar para Eles, horas.
Mas vamos ao resto.
A Igreja foi Bailia, isto é, Igreja principal. Teve casa do capítulo, enquanto o Convento não se acabava. Foi sepulcro de vários mestres, incluindo Gualdim Pais.
D. João III, resolveu fazer obras na Igreja, destruiu túmulos, guardando apenas, algumas lápides, entre elas, a de Dom Gualdim. Depois das descobertas, todas as Igrejas feitas no Ultramar, eram dependentes de Santa Maria, sua Bailia. Mais tarde, cerca de 1525, Dom Diogo Pinheiro, Bispo do Funchal, onde por sinal nunca pôs os pés, ficou sepultado no único túmulo visível, existente na Igreja.
Vindo para fora, vê-se a torre sineira, separada da Igreja. Já agora, torre sineira ou vigia? Talvez as duas coisas. No lado Sul, sobre as capelas laterais, existe uma varanda coberta que, segundo me foi dito, servia de abrigo aos Romeiros de Santiago. Está feita de forma que, nem vento agreste, nem sol a mais, lá entram.
É tudo o que de momento sei de Santa Maria. Prometi fotografias, vou cumprir.
Perdoem, a fraqueza de conhecimentos. Dei-vos o que sei. Não seria capaz de entrar em questões, mais ou menos imaginárias, que tantos livros têm vendido.
A minha Igreja, é esta. Não me peçam mais.
Até um dia destes.

6 comentários:

Luís Ribeiro disse...

Muito boa a sua descrição!
Houve um momento, enquanto lia, que parecia estar dentro da Igreja numa visita guiada.
Gostei! Irei reencaminhar alguns visitantes para esta "sua" Santa Maria do Olival.

Até breve!

Anónimo disse...

Obrigada, Luís.
Mais uma vez, me socorri da memória. Da minha e da dos outros. É dificil, encontrar nos livros, a verdadeira história. Isto não quer dizer, que eu não tenha dito alguns disparates.
Até um dia destes
Maria

O Bicho disse...

Esta igreja está seguramente relacionada com algumas lendas dos Cavaleiros defensores do Templo.
Eu até não me admirava que fosse referida no "Código" do Dan Brown, mas posso adiantar que ela, o Castelo e o Convento, têm algo de estranho, de misterioso, pelo menos para mim:
«não consigo explicar porque é que desaparecem todas as fotos que eu faço nesses locais; e foram várias as vezes em que isso aconteceu, a última delas já com uma câmara digital; montei a tenda algumas vezes no parque de campismo que havia (não sei se ainda) na beira do Nabão, bem no centro da cidade; já fui hóspede do Hotel; já jantei no Convento; não tem conta, os meus dias e noites em Tomar, mas... fotografias, nem uma!»
Estranho, não é?

Anónimo disse...

Bicho:
Tenho inúmeras fotos da Igreja, do convento e do Castelo.
São monumentos que, conheço, como as minhas mãos. Não acredites em tudo quanto se conta dos Templários. Há muitas lendas que, quando investigadas, se prova que não têm o minimo fundamento.
É claro, que existem mistérios. Foi uma Ordem controversa, em que os cavaleiros abusaram do poder que tinham. É, também verdade que, os muitos subterrâneos, túneis, poços, escaninhos, dão aso a que o mistério se instale. Mas não acredites em tudo quanto lês.
Tenta tirar as fotos, sem estares a pensar no que leste e vê unicamente, a beleza, a arquitectura, a inteligência, com que foram feitos. Aconselho-te, um livro que saíu há pouco, de Eduardo Sucena. Não tem mistérios, nem isóterismos. Fala dos Templários, como Ordem Miilitar e Religiosa e, do Convento, como monumento.
Sabes que, foram eles, quem primeiro experimentou a agricultura biológica, em Portugal?
Meu amigo, nem tudo o que parece, é.
Mistérios, em Santa Maria e no Convento? Sim, existem. Mas nada daquilo que se tem escrito, para vender livros e influenciar pessoas.
Tenho pena, de não teres conhecido o meu pai. Ele, terte-ia mostrado os "mistérios" do Convento.
Volta lá e, tira as fotos. Garanto que vais ficar com elas.
Estas e outras que tenho, foram tiradas, em poucos minutos. E, juro-te que, não tenho pacto com o Gualdim Pais.
Beijo
Maria

Anónimo disse...

Errata
1ª Militar
2ª Esoterismo
3ª Ter-te-ia

A Maria às vezes, escreve com os pés e, dá coices no português.
Maria

O Bicho disse...

Bem, Maria.
Vou seguir a sugestão:
- depois de ler "A EPOPEIA TEMPLÁRIA EM PORTUGAL" irei revisitar (decerto com outros olhos ou outra máquina fotográfica) a tua primeira cidade.
OBicho