quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Era uma vez a bicharada da Maria 8


A Duna é uma das rafeirinhas dos meus filhos e neto.
Está com eles há muito tempo, sendo a 1ª do grupo de cinco que hoje têm.
Ainda o meu neto não tinha nascido, trouxeram-na do Porto. Era pequenina, muito linda e meiga. Quando estava a dormir, parecia um peluche fofinho.
Às vezes, quando eles iam de férias, ela ficava comigo. Ficámos boas amigas. Ainda agora, quando me vê fica muito contente e tenta estar ao pé de mim. Além de bonita, é esperta. Desde muito pequenina, quando alguém tenta tocar nas coisas da dona, ela rosna e fica sentada ao pé a tomar conta.
Se alguém se chega perto da comida dela, faz o mesmo.
Com as outras 3 cadelas tem uma relação cordial, mas mostra sempre que é a chefe da matilha. Há pouco tempo, eles levaram para casa mais um cão. Desta vez, foi um cãozinho pequenino e de raça. Ora a mestra Duna, que nunca teve filhos, adoptou-o. Deixa-o comer do prato dela, deixa-o deitar-se próximo, mas quando ele começa a abusar das brincadeiras, mostra-lhe quem é que manda. Basta uma ligeira rosnadela e tudo entra na ordem.
Já está velhinha, um bocadinho gorda, mas continua linda.
Esqueci-me de dizer que o meu Nabão está apaixonado por ela desde a primeira vez que a viu. Ela não lhe dá confiança, mas basta alguém dizer o nome dela, para ele arrebitar as orelhas e desatar a ladrar. Depois, quando não a vê, fica triste. Ai amor, amor! Até um cão sofre, por um amor não correspondido. Duna querida: Ao menos uma vez, agora que ambos estão velhinhos, dá-lhe um pouquinho de esperança, sim?
Até amanhã com...

7 comentários:

Corvo disse...

Olha a Dunicha!
Havia de ser lindo o resultado desse amor. Nasciam "dunões"...

Anónimo disse...

Olha o meu poticho!
Aqui, está a guardar a bola mas esperando que alguém a vá tirar para começar a paródia.
Tu vais ser sempre uma das adorações da Duna, quando cá vens não sai de perto de ti e a festa quando chegas é sempre grande. Quanto ao Nabão, acho que quando a vir deve começar a dar-lhe um pouco de desprezo, olhar mais para as outras, para ela ficar com ciúmes. Pode ser que deixe de ser tão convencida.
Gostei muito da História!
Beijinhos,
João

Anónimo disse...

Corvo,
Se a chamares Dunicha, também podem nascer Nabichas, o que para sopa não é nada mau. Uma shopinha de Nabichas...
João

Anónimo disse...

Meninos:
Nada de gozar com amores caninos. Esta paixão platónica do Nabão não passará nunca disso. Já estão os dois um tanto idosos para ter meninos.
Ele,ainda há pouco, ouvindo o nome dela, arrebitou as orelhas, mas só as orelhas.
Beijinhos para os dois da
Mãe

Kim disse...

Tás a ver Maria porque é que o meu animal preferido é o cão?
É um espanto. Até se apaixona.
Uma festinha para a Duna e um beijinho para ti e todos os corvos que te rodeiam e que pelos vistos continuam a adorar o ninho.

Anónimo disse...

Kim:
Também adoro os canitos. Se eles amam? Não tenho dúvida nenhuma. Amam quem os acarinha e às vezes apaixonam-se, como o meu.
Quanto aos meus filhos, são todos muito sensiveis e adoram animais, o que não é para espantar, com dois pais loucos por tudo o que é Natureza. O Corvo (a quem em pequeno eu chamava Peter Pan), diz que gosta mais de gatos, mas não se nota nada, porque adora o Nabão e a Java. A 2º (a minha eterna Alice no país das Maravilhas), não vai mesmo à bola com cães, adora gatos e plantas. O mais velho é, com a mulher, o pai e a mãe de todos os cães desvalidos. Esse é o meu Peixe e já tem um Peixinho, porque só estão bem, a mergulhar, para verem os outros peixes. Saíram ao pai e avô, que leva a vida a suspirar, por uns belos mergulhos não sei a quantos metros. Só eu amo o mar, mas tenho um medo horrivel quando os vejo desaparecer nele.
Isto é tudo gente doida e sonhadora, cheios de ideias e ideais, por isso nos damos bem
Beijo
Maria

Anónimo disse...

Para o Nabão, seria um desgosto ter filhos "Nabichas".
Corvo