sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Era uma vez a bicharada da Maria 9


Esta é a segunda cadelinha dos meus filhos e neto.
A Tuca, foi encontrada na estrada que liga Lamego à linda Igreja de Nossa Senhora dos Remédios. Era pequenina, estava suja, ferida e com fome. O irmão da minha nora levou-a para casa e a mãe lavou-a, tratou-a, deu-lhe comida e uma casa para morar. Ela gostava daqueles donos, da vida que levava, dos passeios pela rua. Tinha uma amiga, a Chula, que morreu muito velhinha. Teve filhotes, que um belo “Collie”, chamado Fangue mesmo sem ser pai dos cachorrinhos, a ajudou a criar. Enfim, a vida corria-lhe bem e era feliz. Mas havia uma coisa estranha. Quando o meu filho e a mulher iam a Lamego, a Tuca ficava muito contente e quando eles vinham embora, ela arranjava maneira de entrar para o carro, assim como se quisesse boleia. Quando o meu neto foi baptizado, os avós de Lamego vieram a Lisboa e trouxeram a Tuca. Foi um dia lindo e bem passado, de que tenho saudades. Mas vamos à Tuca. No dia seguinte eles voltaram para Lamego, sem a Tuca. Tinham combinado, deixar a cadela escolher. Abriram a porta do carro, ela foi fazer festas aos donos, mas não entrou. Foi direitinha aos novos donos, aqueles que ela escolheu. Aqui há uma coisa muito bonita, feita por duas pessoas boas e amigas dos animais. Os pais da minha nora gostavam muito da Tuca, tanto que a deixaram escolher o sítio onde queria ser feliz.
Agora vive com a Duna e os outros, com os donos. É muito meiga, afectiva, mas gosta de ser independente. Gosta de apanhar ratos do campo e pássaros, gosta de vadiar, mas também gosta de se aninhar no colo dos donos e receber festas e mimos. É a mais pequenina de tamanho, mas é muito esperta.
Até amanhã com...

4 comentários:

Luís Ribeiro disse...

Só pela fotografia é uma fofinha.
Quase nem precisava de comentários.

Bom fim de semana!

Anónimo disse...

Luís:
A Tuca é realmente um amor.
É boasinha, meiga e muito independente.
Foi mais uma das sortudas que encontrou abrigo, primeiro em casa dos meus compadres, depois na dos meus filhos.
Bom fim de semana.
Maria

Anónimo disse...

Olá Mãe,
gostei muito do que escreveste da minha Tuca. É a cadela mais rafeira que já alguma vez vi e a minha preferida (embora tb goste muito dos outros).
Ainda chegou durante uns meses a viver numa quinta mas não a quiseram lá pois não deixava patos nem galinhas em paz, uma autêntica fera de 7 quilos.
Já está velhota mas continua uma atleta, tem comida sempre à descrição mas nunca ganha barriga pois não para nas suas caçadas diárias em busca de bicharocos. Nem por isso deixa de ser tão meiguinha.
Beijinhos,
João

Anónimo disse...

Olá filho

Sei da tua preferência pela Tuca. Eu acho piada ao feitio dela meigo, amigo, mas sem perder o espirito de aventura.
Cada vez me convenço mais, que os homens não são superiores aos animais, pelo contrário. Este Nabão só lhe falta falar. Percebe montes de palavras e basta-lhe um olhar, para saber se estou bem ou mal, se estou doente, triste ou alegre. Além disso, a disposição dele fica igual à minha. Reis dos animais, nós? São eles, que nos dão lições de afecto, de ternura, até de partilha de alegrias e desgostos.
Beijinhos para os 3
Mãe e avó